quarta-feira, dezembro 19, 2007

O motivo da indignação...

Quem me conhece, ou pelo menos lê o meu blog por um tempinho, sabe que uma das coisas que eu mais falo é que não gosto de generalizar. Nunca! E não é agora que vou começar.

Há casos e casos. E é aí que entra o seu bom-senso. Quando disse que parte do dinheiro que pagamos em taxas vai pra quem mora aqui ilegal e fica tendo filho sem seguro médico, disse porque é verdade.

É lógico que existem pessoas que estão tendo uma gravidez totalmente inesperada, e eu de forma alguma as julgo. E isso serve tanto pra quem mora aqui legalmente ou ilegalmente. Eu sei que há casos em que a família está passando por dificuldades, e de forma alguma espero que estas pessoas sofram. Eu jamais esperaría o mal de alguma pessoa, seja ela quem for.

Mas julgo a pessoa que é ilegal e fica gravida intencionalmente pra ter o filho nos EUA, porque mesmo que exista uma lei na Constituição dizendo que filho de pais ilegais não tem direito à cidadania, o que acontece hoje é exatamente o contrário. Hoje em dia, a criança nascida aqui é considerada cidadã e aí toda a família vêm junto. E além de fazer isso, ainda faz à custa dos outros.

Veja bem…eu não sou Americana (nunca quis ser - vou ser para, por exemplo, permitir que meu irmão venha me visitar), e não deveria estar nem aí pra quem entra aqui ou não. Legalmente ou ilegalmente. Mas quando isso deixa de ser justo, aí sim, eu me incomodo. Por que no fim, não é justo pra quem paga milhares de dólares em taxas, suportar quem não está nem aí pra pagar taxas também. E pra quem não sabe, a quantidade de taxas que qualquer um paga, é de acordo com o que se ganha. Quem ganha pouco, a porcentangem é menor, quem ganha mais, é maior. E por isso não é justo ninguém viver aqui sem pagar nada. Esse país já oferece opportunities demais pra todo mundo…e tomar vantagem disso já é abuso demais.

Se vamos ser justos, vamos ser justos. Tem imigrante ilegal que paga taxas, mas a maioria não paga. E em grande parte, o motivo não é porque estão em dificuldades, mas porque não estão nem aí mesmo! Se você for notar - por exemplo muitos dos brasileiros - a maioria que veio pra cá não foi porque estavam sofrendo no Brasil, ou porque estavam levando essa vida miserável que alguns disseram. Vieram pra ganhar (mais) dinheiro que poderíam ganhar no Brasil.

Aí dizem que não têm instrução nem nada, mas são malandros o sufficiente pra falsificar passaporte, pra arrumar gente que os levarão pela fronteira do México, e aí sim…pra isso eles acham dinheiro pra pagar esse pessoal. Pensar em estudar, em escola pública como eu estudei a vida inteira, e vir de forma legal como num programa de au pair que custa só mil dólares, aí não dá né.

Aí… esse mesmo pessoal, trabalha aqui, não paga 1 centavo em taxas pro groverno, estão juntando milhares de dólares e construindo casarão no país deles, ficam doentes, e vão usar o Medicare de graça, com o dinheiro que nós pagamos, e você acha que eu concordo com isso? Porque não tiram o dinheiro da grana que estão juntando e pagam um médico? Ahhh, porque aí não dá né.

Ou...não dão uma ajudinha pro governo, mas tem garantido que os filhos estudem em escolas publicas. As crianças, coitadas, não tem nada a ver com isso... mas, será que tem justificativa o que os pais fazem? À custo dos outros?

No ano passado minha família pagou mais de US$20 mil dólares só em taxas. Assim, descontado direto do pay check. Sabe o que eu podia comprar no Brasil com esse dinheiro? Mas não…a gente faz o certo. Do que sobrou ainda pagamos seguro médico. Sabe porque mudamos pra Idaho? Porque o que estávamos ganhando não era o sufficiente pra pagar as nossas contas. Venha aqui me perguntar o que é passar dificuldade!

Aqui no novo Estado, a empresa que o Brandon trabalha é de porte bem menor do que a empresa interior. O que significa que o seguro médico não é tão bom assim. Mesmo assim, ainda pago, só da minha parte, $300.00 por mês em seguro médico. E isso só cobre 80% da conta. Mês passado tive uma miscarriage, fui pro hospital ver o que estava acontecendo, e só fizeram 1 exame de sangue e 1 ultrassom. Mesmo assim, a conta foi quase $2000, e disso, eu tenho que pagar $300. Eu não tenho dinheiro sobrando, mas…pagamos taxas, pagamos seguro, e ainda vamos ter que nos virar pra pagar essa conta. Esse é só 1 exemplo do que acontece no nosso dia-a-dia.

Eu sei bem que o dinheiro que pagamos vão pra centenas de áreas, e que o governo usa isso em coisas que eu também não concordo, como a Guerra. Mas são coisas que eu não posso mudar.

Eu não tenho problema com o imigrante ilegal em si. Quando os mencionei, foi no quesito o ilegal folgado, que não está aqui porque está passando tanta dificuldade assim. É aquele que só quer receber, e não quer saber de dar. É aquele imigrante que quer tomar vantagem, mesmo vivendo num país que oferece mil e uma oportunidades de crescimento. Que quer o melhor pra sí à custa dos outros. Pra esse tipo de gente, eu não tenho um pinguinho de dó. E eu não posso fazer nada nesse sentido à não ser me indignar. Por que é por causa desses imigrantes, que pessoas boas como meu irmão, que querem vir pra cá sem nenhum outro motivo à não ser me visitar, se danam. Por que ao entender do pessoal lá na embaixada, são todos farinha do mesmo saco.

É por isso que eu digo: Pra bom entendedor, meia palavra basta.

terça-feira, dezembro 18, 2007

Alegria e Tristeza...Tudo ao mesmo tempo...

Pois é...adivinhem. Não deram o visto para o meu irmão. Tô muito P da vida...muito mesmo. No entanto, deram p/ o meu pai e minha mãe, o que me deixa muito, extremamente feliz.

Mas sabe quando parece que está faltando um pedaço? E aquele ponto de interrogação enorme na minha cabeça, sem entender o porquê.

Tudo bem...a única coisa do contra é a idade (prestes a fazer 21) e trabalhando com a família. Não está numa faculdade ou coisa assim.

Mas, e o "histórico"da nossa família, não conta não? Eu nunca fiquei aqui ilegal. Meus pais e meu irmão mais velho, todos vieram p/ cá e voltaram numa boa. Mesmo tendo visto de 4 anos.

É por isso que eu fico doida...o Bill (o mais novo que tentou o visto) é o único da nossa família que nunca veio pra cá. Porque a primeira vez que viemos ele tinha menos de 4 anos, e meus pais decidiram não trazer, pois nós não aproveitaríamos a viagem, e nem ele se lembraría dela depois.

O que me confunde mais ainda é que...em 1 ano, eu posso ter minha cidadania americana, e daí eu posso aplicar p/ ele imigrar pra cá. Eu sei que o processo pode durar alguns anos...mas, o que importa é que, aplicar p/ ele ter um green card eu posso, mas eles não podem deixá-lo vir apenas me visitar. É o fim da picada. O que me deixa mais doida ainda é que... ele não tem a mínima vontade de morar aqui. A única coisa que ele queria era passar uns dias aqui com a gente.

Isso corta o meu coração, profundamente.

Enquanto isso, os milhares de dólares que pagamos em imposto todo ano, parte disso vai pra quem mora aqui ilegal e que fica tendo filho sem seguro médico - só pra dar um exemplo. E outras coisas mais...

Anyway, estou arrasada...

Guenta aí Bill.... a gente vai dar um jeito!

Te amo viu?!!!

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Só pra colocar a conversa em dia...

Nessa fase de não ter o que fazer, lá fui eu de novo arrumar pano pra manga. Sabe assim...vai chegando o fim do ano, você começa a pensar num 2008 novinho em folha batendo na porta, e pensa em coisas que quer fazer para que o próximo ano não passe batido, ou seja, algo que o faça o ano realmente valher a pena.

Eu ando meio presa, pois minha família tem o dia D - ou diria, dia E de Entrevista - no consulado na proxima segunda, onde vamos finalmente ver quando eles vem pra cá. Até lá, como digo, minha vida está “on hold”.

Aí, de novo, nessa de ‘não sei se caso ou compro uma bicicleta’, cheguei a conclusão que definitivamente devería voltar a estudar no próximo ano. Porque aqui, 'nos States', você - degree = nada que valha muito a pena. Não vou generalizar, mas é mais ou menos assim. Mas aí vem a pergunta: estudar o quê?! Que nova carreira seguir? (pois é...já disse que gostaria de mudar de carreira?)

Aí, decidi mandar um email para o meu ex-diretor, da escola do Canada que fui representante, e pedir a opinião dele. Além dele ser um homem muito bem sucedido, uma das razões pelo qual pensei nele é porque, no fim das contas, um dos motivos pelo qual vim parar nos EUA e não Europa, foi ele. Ele quem me incentivou. E cá estou eu.

Enfim, ele me mandou um email e-n-o-r-m-e, que eu gostei demais, cheio de idéias. Pra ele, o certo sería encontrar alguma coisa que eu possa trabalhar de casa. Logicamente, ainda mais agora que sou mãe, este seria o deal. Mas já fiz mil pesquisas, e pra tanto, quase sempre tenho que ter capital para investir primeiro, pra depois ver a coisa deslanchar. Coisa que, infelizmente, não tenho agora.

Aí, caso eu volte à estudar, a opinião dele sería voltada para Graphic e/ou Web Design, ou Database development. Eu já havia pensado no assunto, sobre entrar na área dos computadores, mas nunca pensei que fosse a minha área. Mas depois que ele me mandou o email, parece que uma lâmpada se acendeu na minha cabeça, e pensei: “Está aí, de repente deve ser isso que eu devería fazer." E outra, pra quê se vai à uma Universidade, pra aprender, não é mesmo?

Mesmo bem mais animada, continuava com uma pulguinha atrás da orelha, tentando entender se isso era mesmo a minha praia. Aí decidí conversar com a Luciana ,que trabalha na Microsoft e é também muito bem sucedida. Se alguém podería me dar um bom insight no assunto, sería ela, que trabalha na maior e melhor companhia do ramo.

Aí, segundo ela, o que eu desconfiava: Graphic Design e Web Design, dá pra aprender. Mas grande parte depende de talento, e isso, ou você tem, ou não.

Aí, fui conversar com a Clau que também é da área, está sempre em vários projetos diferentes, gosta e também sabe muito bem do assunto. Pois é, ela me disse a mesma coisa. No entanto, na parte de programação, é algo que dá pra aprender (não depente de talento) , paga-se bem (até mais do que Design), mas tem que gostar da coisa.

Aí que está, eu não sei se gosto da coisa, porque nunca precisei mexer com isso. Agora, uma coisa que ela deu a dica - que estou procurando mais à respeito - é uma certificação em Project Management. Independente da área, é bom ter, e dá um ‘up’ bem bom no resume (curriculum).

Mas enfim, marquei um horário em duas Universidades daqui para conversar com um Adviser. Conversa vai, conversa vem, e foi aí que chegamos à conclusão que…definitivamente, esse não é o meu ramo. Computer Science não é a minha praia.

Eu gosto de papéis, escritório, pessoas. Eu tenho é que fazer algo voltado para Business, de repente Accounting, ou algo voltado para Gerência de Negócios. Ele viu que, pela minha personalidade, eu tenho chances de crescer muito numa empresa, desde que eu faça algo que goste. E parando pra pensar, foi mesmo o que aconteceu quando trabalhava no Brasil. Sempre crescí muito bem, fazendo o que era apaixonada - turismo.

Isso foi bom e ruim. Pensei que no fundinho, eu podia fazer qualquer coisa. E de repente eu possa…mas isso não quer dizer que seja algo que eu vá realmente gostar e apreciar no meu dia-a-dia.

Mas, por enquanto, minha vida continua ‘on hold’, pelo menos até segunda-feira. Torçam aí que meus pais não vão cair com a tal “loira do consulado”. Porque ela é dureza. Vai se uma opotunidade ótima de passar esse tempo com a família, enquanto meu pai consegue 2 meses de ‘folga’ na quimioterapia.

Torçam aí!

Bjs,

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Graus de Separação

O perna-de-pau liga para o celular do craque.

- Alô, é o Romário? Aqui é o Cláudio Clara-de-Ovo

- Cláudio o quê?

- Clara-de-Ovo, do Juventude.

- Não te conheço. Vou desligar. O futevôlei vai começar.

- Não, peraí. Sou amigo do Rafa-Três-Em-Um, que jogou no Criciúma com o Fritz-Dogue-Alemão, que é amigo do Caiçara, que foi seu parceiro no Fluminense.

- Ah, o Caiçara é meu peixe.

*fonte: Revista Pesquisa Fapesp

Não é a primeira vez que me deparo com isso. Estou num local longe de ‘casa’ e conheço alguém que já morou em algum local que eu também morei, ou que estudou numa escola que eu estudei, ou que é amigo do ciclano, que é amigo do beltrano, que eu também conheço. E nesses momentos, de novo, a gente solta um “como esse mundo é pequeno!”.

Já perdi a conta de quantas vezes eu disse essa frase. E parece que quanto mais longe eu vá, menor o mundo fica.

Isso ficou mais aparente depois que mudei pra Idaho. Pois é, quem diria que em Idaho…uma situação dessas fosse acontecer…

Maldito (ou bendito) Orkut. A gente vai chegando num lugar que pensa que encontrar brasileiros vai ser tarefa árdua, e percebe que…é pura bobagem. Logo, logo…depois de encontrar alguns tupiniquins perrdidos no Estado das batatas, que deparo com outra Cinthia (o nome só um pouquinho diferente) e que tem exatos 30 anos como eu. Bom, conversa vai, conversa vem, e descobrimos que ela é de Pouso Alegre, uma cidade em Minas que eu morei quando pequena, e que desde então passei muitas das minhas ferias lá.

Pouso Alegre não é como Jacutinga que tem pouco mais de 25 mil habitantes. Acredito que Pouso Alegre tenha mais de 150 mil, ou seja, já não é mais cidadezinha pequena onde todo mundo se conhece. Mas, não é que descubro que ela é amiga da minha melhor amiga de lá? E que estudou na mesma escola que eu, e que se bobear, até já nos esbarramos antes?

A gente se encontra e a cada conversa, mais coincidências encontramos. Agora, vai dizer que esse mundo não é pequeno?

Lembrei que uma vez escutei algo sobre ‘graus de separação’. Acho que você já deve ter se deparado com o assunto... Enfim, alguém criou uma teoria, querendo enfatizar justamente o que acontece quando nos deparamos com esse tipo de situação… quando no fim das contas, você e a pessoa que está conversando, acabam se dando conta que tem conhecidos em comum.

Fiz uma procura rápida na internet sobre o assunto, e o Uol diz que a idéia é que existem apenas seis graus de separação, ou seis laços de amizade - ou seja, apenas um punhado de pessoas entre você e qualquer outro indivíduo no mundo. É a (agora fiquei sabendo que famosa) Teoria dos 6 graus de separação.

E isso fica mais aparente agora com a internet. Segundo o Uol, “uma experiência na qual internautas foram convidados a encontrar um de 18 desconhecidos usando suas conexões online demonstrou que em média apenas cinco a sete etapas foram necessárias, com a ajuda de amigos e conhecidos”.

Acho a teoria muito interessante, e em certo ponto, realista. Hoje há projetos como Vizster que tentam provar a tese.

Demais, né? Como lí por aí, isso quer dizer que…Você e o papa, Bush e Bin Laden, Brad Pitt e sua Irma, pois é, de uma forma ou outra, podem estar ligados.

Mas e você, tem uma história dessas pra contar? Ou será que isso só acontece comigo? rs

Uma matéria interessante sobre o assunto você pode ler aqui

PS.: Meninas, logo tento escrever sobre crianças bilingues, ok?

domingo, novembro 25, 2007

I'll be back soon...

Desculpem a ausência, mas ando aproveitando o feriado prolongado (Thanksgiving). Já que aqui não temos feriadões à torto e direito como no Brasil, aproveito esse pra ter a companhia do maridão, que sortudo, também tem a segunda livre.

Estamos pobres no bolso, mas ricos na atitude (quer dizer, a gente tenta né)...então, mesmo com essa friaca, sobram churrascos, visitas de novos amigos, e gordurinhas à mais na cintura.

Mas vim aqui mesmo pra dizer que a Becca amou todos os comentários (lí todinhos pra ela), ela ficou 'se achando', se é que vc me entende.

Quando me dei conta, lá estava ela (toda descabelada) tentando mandar uma mensagem pra vocês agradecendo, mas não deu muito certo. Ela tentou, tentou, mas nada...

Mas o que vale é intenção, não é mesmo?

sábado, novembro 17, 2007

How cute is that baby?

Engraçado...lembro que meu pai dizia que todo bebê tem cara de joelho. No começo achava meio rude, mas no fundo nem ligava ou me importava muito, porque sabe, eu não tinha nada a ver com isso, muito menos prestava tanta atenção assim em bebês.

Nunca fui do jeito..."ahhh, que bebê lindo!"... "ah, deixa eu pegar!" Juro, nunca! As poucas vezes que fui visitar minhas conhecidas ‘apressadas’ que tiveram filhos assim, 'antes da hora', nunca fiquei na fila do "quero pegar". Enquanto outras conhecidas estavam em cima do bebê, eu sempre sinceramente, e honestamente dizia que: "Não, eu não tenho jeito com bebês".

E sinceramente...até minha filha nascer, nunca fui fã de criança mesmo! Tanto que quanto decidi ser au pair, alguns olharam meio torto porque sabiam como eu sou. Até eu mesma me duvidada, e me perguntava: “será que vou dar conta do recado?”. O trabalho relacionado à elas era muito mais o empecilho que tinha que enfrentar pra ter a vida que eu queria. Quando decidi ser au pair...já de cara sabia que cuidar de bebês não ía rolar. De jeito nenhum. E deixei bem especificado: “só cuido de crianças maiores de 2 anos“. E no fim, thankfully, deu tudo certo.

Como sabia que um dia queria ter filhos...sempre soube que queria ter um menino. Porque na minha cabeça.."menina dá muito trabalho!" Imagina, vai querer ficar usando cor-de-rosa o tempo todo, vai ser chata, vai ter períodos e TPM desde criança...tenho certeza que comigo vai ser assim! Vai ter mudanças de humor o tempo todo, vai querer deixar o cabelo crescer, depois vai querer cortar, vai ficar bravinha com tudo...e no final tenho certeza que a culpa ainda vai cair em cima de mim! Ai, e se gostar de Barbie então (acredite, eu nunca gostei) ...ninguém merece!

Menino é muito mais fácil! Vai brincar o dia inteiro...não vai ter crises, vai se enfiar no barro, vai se esborrachar todo, e no final e eu nem vou ligar, porque afinal, ele é menino!

Até o dia que fui a au pair da Megan. E aí a minha realidade mudou. Menina é tudo de bom! Nós nos divertíamos juntas, e mesmo ela tendo apenas 4 anos, trocávamos altas fofocas, cantávamos Creed e Avril Lavrigne no carro, falávamos coisas, sabe, de menina...maquiagem, cabelo, meninos...e isso era o máximo!

Aí, engravidei...e lá veio ela...Rebecca Sapeca levada da Breca.

No começo foi meio difícil, como pra qualquer marinheira de primeira viagem. Mas fomos aprendendo juntas..e há horas que quando percebo, estamos nós duas dando risada à toa, e eu nem sei porquê, porque sei que com certeza ela nem está rindo pelo mesmo motivo que eu estou! Acho que quando ela entender bem o que eu digo, vamos ter muito mais em comum e nos divertir horrores….

Mas...enrolei e enrolei pra na verdade dizer que hoje estava olhando umas fotos antigas no computador, e encontrei umas fotos antigas da Becca, e as achei horríveis! Aí mostrei pro Brandon, e ele achou a mesma coisa… Olho pra ela hoje e a acho uma gracinha. Mas, naquela época eu à achava linda também, mas pra mim, quando olhei hoje, acho que não era, rs. E agora?! Coisa feia falar isso…

Mas fiquei pensando naquela coisa de mãe coruja, que acha o filho a coisa mais linda do mundo...e todo mundo acha o contrário, mas mesmo assim, todo mundo faz cara bonita só por simpatia e diz que o baby é cute, cute cute. Sabe do que eu estou falando? O que voce acha sobre o assunto?

Você é daquelas que fala que é lindo por ser simpatica, ou é daquelas que sinceramente ama crianças e os acha todos lindos de verdade…no matter what. Diga aí…porque eu, myself, não sei se sou tão honesta assim…nem com minha própria pimpolha.

Olha ai...

Becca antes:

Becca agora...

segunda-feira, novembro 12, 2007

Brasil x Exterior

Eu já toquei nesse assunto diversas vezes... mas com o passar dos dias, e enfrentando sempre novas situações, não há como deixar de pensar na diferença Brasil x Exterior.

Para muitos dos que estão no Brasil e que não são fortunados o suficiente para levar uma vida de estrela da Globo, ou ter um familiar trabalhando no Congresso...sobra uma vontade enorme de ter uma vida melhor em outro país (já que as possibilidades no país canarinho são cada vez menores), ou um amor sem limites à "pátria amada", que significa bem mais do que isso...é jamais pensar na possibilidade de viver longe da família e os amigos, amor tanto que, mesmo sabendo de possibilidades melhores, nada os tira da "terrinha".

Bem, cabem bem mais de 200 países na palavra "Exterior". Muitos oferecem condições de vida muito melhores das oferecidas no Brasil, e outros...bem piores. É por isso que, viajar e conhecer outros locais (cidades e países), não só aprimora a cultura, como abre a sua mente para outras possibilidades de vida.

Começando pelo Brasil... todo mundo fala sobre isso, mas é absurda a diferença de vida que pessoas de uma mesma nacionalidade podem estar vivendo sob a mesma pátria. Imagine então quando você sai da sua vidinha do interior, ou a sua rotina suburbio-praia no feriado-suburbio-praia e conhece outra nacionalidade. É fascinante!

É por isso que a frase acima faz todo o sentido pra mim: "Vivemos todos sob o mesmo céu, mas nem todos têm o mesmo horizonte". Pura verdade!

E olha que falo isso sem (ainda) ter viajado tanto assim. Muitos dos meus conhecidos já viajaram metade do mundo. Eu ainda nem conheço duas mãos cheias de países. Mas já é ótimo pra ter-se uma noção bem boa do que está mundo afora.

E quanto mais eu moro nos EUA, menos vontade eu tenho de voltar. Não me entenda mal. M-o-r-r-o de saudades da minha família (e incluo TODOS nessa frase), e meus amigos (todos também). Acho que o Brasil tem lugares lindos pra visitar... sou brasileira da gema...mas não sou hipócrita. E quanto mais tento achar coisas no Brasil ou no brasileiro que são únicas... mais descubro que não estão nem perto de serem únicas.

A gente tenta se convencer que a nossa cultura é a melhor e tal...que somos os mais amigáveis, os mais alegres (mesmo na pobreza), os mais, os mais, os mais.... e assim continuamos, tentando sempre tapar o sol com a peneira. E tentamos esquecer da pobreza, a violência, a corrupção, a vergonha. O que me orgulho mesmo é do futebol. Quem dera o Brasil levasse tudo à sério como eles levam o futebol. O Brasil seria hoje, sem dúvida, um país do primeiro mundo.

Sei que tem gente aí pensando em como eu não tenho coração, e como posso dizer uma coisa dessas. Saiba que as vezes eu até me contradigo. E penso o quanto é errado ir contra as minhas raízes. Há dias que sou mais Brasil, outros que sou pró-exterior. Mas no geral, é assim que me sinto. É difícil ficar tentando o tempo todo criar aquela fantasia de um país maravilhoso que é o nosso...e que não existe! Eu tento, tento, tento falar mil e uma coisas lindas à nosso respeito, mas no fundo...o que sobra de bom, são aquelas famosas 2 coisas que realmente nos destacam sobre os outros países...o futebol e o carnaval. O samba e as modelos da Victoria's Secret. E a gente continua irado quando mencionam o nosso governo e a violência. Por que será?

O que acontece é que o que nos apega ao Brasil não é o país em sí. É a nossa família, os amigos. As pessoas que amamos. É aquele sentimento de "aqui estou em casa", "comigo ninguém mexe" e "aqui eu posso ser eu mesmo". Não adianta, se a pessoa não é segura de sí, ou não tem um tanto de sangue explorador e ansia de viver algo diferente do que já está acostumado, ficar no país de origem deve ser mesmo a melhor decisão.

Mas para muitas pessoas como eu, depois que vc descobre como é viver mais livre, sem ter tanto medo que será assaltado na próxima esquina, sabendo que o governo não é tão corrupto assim, que os seus filhos poderão ter uma boa educação, que com o salário de uma semana você pode comprar um dvd, um playstation, um celular e até uma televisão...você acaba percebendo que isso sim, é vida.

Veja bem...sei muito bem que nenhum país é perfeito e nunca será. Há coisas no EUA que não concordo (como no assunto saúde, ou guerra). É por isso que não estou cuspindo no prato que já comí. Tanto que volto ao Brasil sempre que possível... não só pelos conhecidos, mas pra mostrar ao Brandon alguns dos lugares e coisas boas que nos restam. Mas depois de conhecer e viver outra vida... é duro voltar, e olhar pra trás e bater no peito dizendo que o Brasil é o melhor lugar do mundo. Temos muito, muito o que melhorar pra chegar lá.

Diga aí...o que você pensa sobre o assunto?
Netflix

A maioria dos que moram nos EUA conhecem... e para os que gostam de assistir filmes e seriados, digo que é uma das melhores coisas que já começaram - Netflix (ou Blockbuster -que tem um programa parecido).

Você escolhe o programa que quer: receber 1, 2, ou mais dvd's de uma só vez. Você vai no website, faz a lista do que quer assistir, e eles vão chegando pelo correio. A melhor coisa é que vc não tem data pra devolver. Pode demorar 1, 2 dias, 1 semana, 1 mês ou dois. Eles nunca mandam emails pedindo pra vc devolver os dvd's. Claro... a mensalidade continua rolando...mas é tão barato - considerando o quanto custa alugar um dvd numa locadora normal - que vc nem se estressa.

Eu recebo só 1 por vez, e pago apenas $8.99 por mês. Recebo, assisto, coloco na minha caixinha do correio de novo, e o selo já é pago por eles. As vezes me empolgo (ultimamente estou viciada no Grey's Anatomy)...recebo, já assisto, coloco na caixinha e dalí dois dias já recebo outro. Outras vezes recebo outro dvd que sem sei bem porque coloquei na lista...acabo não assistindo, e o dvd fica alí...esquecido. Uma vez esquecí um deles por quase 2 meses...Aí lembrei de devolver.

Não é o máximo?!

Mas, o que quería mesmo dizer... será que esse programa daría certo no Brasil, do jeitinho que é aqui? Imagina... eu assisto...vou lá na minha caixinha do correio e coloco lá.

Isso mesmo...coloco à tarde, ou à noite...e só no dia seguinte o carteiro vem pegar...

E levanto a bandeirinha vermelha para o carteiro ver que tem uma carta pra ele levar. E fica lá...e ninguém rouba. E eu nem penso nisso, porque não tenho porquê ter essa preocupação. Sabe... no fim a gente vai aprendendo à não pensar nessas coisas....

Ps.: Juliana Moretto - o vídeo da última palestra de Randy Pausch que mencionei (ele que esteve na Oprah), você encontra aqui . Enjoy!

terça-feira, novembro 06, 2007

Também não sei se mereço, mas, me sentindo bastante lisonjeada, recebo essa indicação da querida Elena.

Só o fato de conhecê-la, já faz esse blog valer a pena!

Agora, passo a bola pra frente e...embora eu tenha muitos blogs que eu ame visitar, só posso indicar 3... e então, aqui estão alguns que valem a pena sua visita:

Coisas de Laurinha

A Laurinha é uma figuraça super simpática, mora em Boston e tem sempre coisas bacanas pra contar...

Sunshine .

Cristiane acabou de se casar no Brasil, e está preparando a mudança p/ Madison/WI. Mora em Brasília, e eu que amo mudanças, acabo viajando nos planos dela.

O Diário da Angel

Está no nome do blog...estilo diário nosso de cada dia. Gostoso de ler, e saber da vida da Angel que vive na Europa (posso ir aí te visitar?) rs...

Mas...dando uma olhadinha aí do lado, há muitos outros blogs legais pra ler...vale conferir!

Rebecca Sapeca....

E pra não dizer que esqueci de colocar fotos dela...

No parque, da High School, em frente de casa... Está esfriandoooo......

Minha leoazinha mais fofa....

clique nas fotos para aumentá-las...

Bjs,

quarta-feira, outubro 31, 2007

Dreams...

Engraçado... eu sempre tive sonhos, mas ultimamente pensei que não conseguía mais definí-los, ou separar sonhos, conquistas, e...viver a realidade e as possibilidades que a vida oferece.

Comecei a pensar bem no assunto depois de assistir um programa da Oprah semana passada. O show não era bem sobre os sonhos, mas sobre como enfrentar, ou estimular, ou viver uma vida que sabemos que está prestes à não existir.

No programa mostraram um homem (mais ou menos 40 e poucos anos), bem-sucedido, com 3 filhos, todos menores de 6 anos. De um dia pro outro ele decobre que tem câncer no pâncreas. Depois de 1 anos e mil e uma sessões de quimioterapia ele sabe que, certamente, tem menos de 4 meses de vida. Ele é um professor e fez uma palestra na Universidade que dá aula...que vira uma lição de encorajamento pra muita gente, e um dos vídeos mais assistidos no YouTube.

Assistindo aquilo, você meio que paralisa vc mesmo, e pensa...e se fosse comigo?! Eu vivo esse drama na minha família, mas mais uma vez, é um "reality check". Será que deixei de fazer alguma coisa que realmente devería ter feito? Quais são os meus planos? Os atuais? Os de infância? Será que os realizei? Será que vale a pena lutar por alguma coisa mais?

Independente, cada um tem a sua convicção. Têm quem acredite que vai pro céu. Alguns menos certos acham que vão pro inferno. Outros não acreditam em Deus e acham que a vida têm que ser vivida ao máximo. Eu acredito que um dia será possível para muitos terem uma vida feliz, e eterna, na Terra. Mas independente de quando isso aconteça, no momento, todos nós temos sonhos imediatos. Seja (como eu) aquela tão sonhada casa, como aquela bolsa, aquele sapato, entrar naquela universidade, achar a cara metade, viver o romance da vida, ter um criança saudável, fazer aquela viagem ou...ser respeitado no emprego.

Ninguém vive por...viver. Seja a longo or curto prazo, todo mundo tem sonho, uma expectativa, um "porquê".

E foi aí que...depois do programa que assistí, comecei a me questionar. Lá, a pessoa em questão que está prestes à morrer, lembrou da importância dos sonhos de criança. "Quais eram os seus sonhos?" "É possível realizá-los". "Há que preço?" Imagine a situação?

Parei pra pensar nos meus sonhos de criança, e...de juventude. Porque eles têm tudo à ver com o que sou agora. No que lutei pra conseguir e onde estou na vida.

Pra começo de conversa, quando parei pra pensar...meu sonho era primeiro morar no exterior, aprender inglês, experimentar outra cultura. Viver uma experiência totalmente diferente do que sempre viví no Brasil. Não era só um sonho...mas uma certeza. E embora as coisas tenham acontecido meio do aveso, no fim...tudo se encaminhou do jeito que sempre....sonhei.

Do resto.... o meu sonho não era muito diferente de meia metade das mulheres. Se meu travesseiro falasse, diría que eu quería viver aquela vida mixuruca, careta, mas cheia de significado. Quería só mesmo é amar e ser amada. E viver naquela casinha aconchegante, com cerquinha branca, com umas duas crianças saudáveis. O que mais importava no meu sonho era ter um marido que me amasse incondicionalmente, e que disesse que me ama dia após outro. Sabe né... aquele sonhozinho básico que é super simples no papel...mas a realidade....é totalmente outra história!

Super piegas...mas vai dizer que não é a realidade?! Se você me dizer que quer morrer sozinha...juro que não acredito!

Tudo isso pra dizer que semana passada, depois da Oprah, percebí que estou vivendo meu sonho! Me sinto realizada pessoalmente, amando e tendo um marido que me diz todo-santo-dia, que me ama. Sabe, chega de reclamar e tentar achar pêlo em ovo! Parei de pensar que preciso emagrecer, e achar emprego, e comprar uma casa pra só depois curtir a minha vida, que acho ser, perfeita. Isso porquê nunca será! Mesmo que tivesse tudo o que quero, sempre vou achar mais o que fazer, onde melhorar, e também, onde achar um defeitinho. É lógico que tenho ambições...minha vida por agora não é "só" isso.

Mas além de tudo, além de viver numa 'constante busca', preciso é parar e viver meu sonho... que é uma realidade. Sabe, curtir! Aproveitar! E entender que....o que vier, é lucro.

Acho que têm muita gente (como eu fui) que vive correndo atrás do vento. Sem perceber que... estamos vivendo a realidade de sonhos antigos, e mesmo assim...continuam angustiados com outras coisas. Não pra mim, mas para você.....Será saudável uma eterna busca? É isso mesmo o que você quer? Até quando? Quando é que um sonho é mais do que sonho? Sonhos têm limites? Se não...quando é que vc pára de correr atrás de novos sonhos e relaxa e curte os anteriores?

Sabe, às vezes é bom pensar....

sexta-feira, outubro 26, 2007

When SALE means SALE...

Pois é, quando é que liquidação significa liquidação?

No Brasil, parece que liquidação nem sempre significa que a loja realmente está a fim de se livrar das mercadorias. Pra mim, parece que querem mais chamar a sua atenção para os produtos, e em contra-partida, te dão um desconto por isso.

Já ví coisas bem baratas, com um descontão por assim dizer, mas nada "liquidação" mesmo.

Engraçado como a maioria das pessoas que viajam para o exterior, especialmente as que vão morar fora por um tempo, fazem aquela lista enorme de roupas que precisam comprar...blusas de lã, casacos, saias, calças, blosas, e por aí vai. Muitos vão até na 25 de Março comprar de tudo um pouco. E não se engane, eu já fiz isso também. E não fiz isso só uma vez não, mas duas!

Primeiro quando fui estudar no Canada, comprei TUDO no Brasil, porque sabe..."as coisas lá devem ser uma fortuna". Como se eu tivesse ido para o Canadá e soubesse. No fim das contas me ajudou um pouco, pois o meu 'budget' era limitadíssimo,e nem se quisesse, não podería me dar ao luxo de comprar muito.

Mas....mesmo com pouco, pouquíssimo dinheiro, ainda voltei com 3 (é, 3!) malas de mão dentro do avião, pois não tinha mais onde colocar tudo o que comprei em 5 meses.

Aí vim ser au pair nos EUA. Me contive um pouco mais, mas ainda comprei muita coisa pra trazer, especialmente blusas de lã...afinal, morava em Jacutinga/MG. Foi um pouco difícil me conter.

Hoje me arrependo em ter gasto tanto dinheiro no Brasil sem necessidade alguma. Porque aqui, tudo é MUITO barato! Muito, muito, muito! Principalmente se você procurar um pouquinho, ou souber as lojas que então sempre on sale . Aí você vai dizer que é pra quem mora aqui, e que se colocar o diferença de real x dolar (que agora, digamos, a diferença é mínima) não vale a pena. E é aí que digo que pode colocar a diferença que quiser e ainda é muito mais barato.

A maior delas - o que é impressionante, e ainda não consegui entender - você sente em roupas para crianças. Já havia ouvido falar que moda infantil no Brasil era cara, mas não pensei que fosse tanto. Dei uma pesquisadinha rápida na internet, e quase caí de costas. A média de preços dos vestidinhos no MercadoLivre é R$40.00...e daí pra mais! Camiseta infantil, em oferta no shopping uol, por R$19.90. Outras por R$25.00, e a maior cara de pau, uma outra camiseta infantil azul 4 (deve ser a marca?) por R$60.00! E eles ainda facilitam...5 x R$12.00! Cômico, se não fosse trágico.

A Becca tem roupinhas demais, porque de novo, tudo é muito barato aqui. Sabe assim, você olha pra peça, sabe que não precisa dela, mas aí olha e preço e...não tem como não comprar! Um exemplo...

US$2.00?! Vê se pode!

Há outras lojas, conhecidas como "pontas de estoque" que recebem roupas de lojas conhecidas e 'de marca' e as vendem por uma fração do preço. Uma delas é a Ross. Essa loja vende de tudo o que vc possa imaginar, desde roupas, sapatos, bolsas, até coisas pra casa...cama, mesa e banho, até móveis. Comprei conjuntos pra Becca da Gap por $6.99. Conjuntinhos completos...vestido e blusinha, calça e blusa. Um absurdo de barato! rs.

As vezes compro roupas pra mim lá também, principalmente se preciso algo mais 'classico'. 2 semanas atrás fui lá comprar pijamas pra ela, e acabei comprando 3 conjuntos pra mim, 2 de terninho e saia e 1 de terninho e calça (vai que eu comece a trabalhar, né?). Não preste muita atenção na qualidade das fotos, rs....mas olhe bem o preço do conjunto:

Pois é, um terninho por $9.99! Nem no centro de São Paulo você encontra por esse preço!

É por isso que digo... planejando vir para os EUA? Não apenas os eletrônicos são baratos. No Brasil, só compre lingerie (com certeza, não há como a nossa). Traga o que você já têm, e deixe pra comprar o resto (se precisar) aqui. Vale MUITO mais a pena!

Bjs,

PS.: Amei todas as opções dadas em relação à como ligar para o Brasil. Já comecei a usar o Spype, mas preciso ver certinho pois a minha conexão não é má...mas também não muito boa.

No dia seguinte, a empresa que tenho o meu plano me ligou e disse que, depois de uma reunião entre eles, decidiram voltar a oferecer o mesmo valor de antes nas minhas ligações para o Brasil. Ótimo né?!

Agora, uma pergunta pra Drica/rj.... Eu usei o nonoh.net e achei o máximo. Minha mãe ligou pra mim, mas a ligação só durou um pouco mais de 1 minuto. Aí dizem que temos que comprar créditos, mesmo que USA-Brazil (fixo-fixo) seja de graça. Você sabe o porquê?! Me explica? Tks!

Só sei que recebí emails de pessoas que entraram aqui, viram os comentários e estão usando as informações de vocês. Legal, né?!

segunda-feira, outubro 15, 2007

Eu preciso falar!!!!!

First of all... foi muito bom saber as opiniões sobre o assunto normal x cesária. Pra quem já é mãe, nota-se que independente do parto, a experiência de cada uma é totalmente única. E para as que ainda não são mães, fica nos comentários as experiências de quem já passou por isso, embora aconteça o que eu já esperava...cada uma já têm uma idéia do que quer fazer no futuro. Mas, vivendo e aprendendo...não é mesmo?!

Agora...

Estou com um probleminha aqui e gostaría da ajuda de vocês. Pois é, o assunto é ligações para o Brasil.

Pensei que já havia dominado o assunto, mas mais uma vez estou aqui sem muito saber o que fazer.

Por 2 anos eu usei cartões telefônicos. Era bom pra controlar os meus gastos, além disso, na época parecia ser bastante econômico. Aí lembro que a Clau me disse um milhão de vezes sobre o BroaVoice, que faz ligações pela internet. Com uma taxa de $24.95 por mês podería fazer ilimitadas ligações para o Brasil.

Mas, a burrinha aqui morria de "medo" dessas tecnologias muito avançadas, e na época resolvi não me adaptar a nova 'descoberta'. Uns meses depois (e depois de assistir centenas de comerciais na tv) resolvi comprar o material da Vonage, que depois vim a saber, é a mesma coisa que a BroadVoice, só que...sabe, Vonage era o mais conhecido. No fim, pagava as ligações, mas só $0.06 por minuto, o que é - quase - nada.

Aí mudei pra Idaho... podería continuar com a Vonage, mas uma cia daqui estava com uma promoção internet + telefone valendo bem a pena. E eles davam os equipamentos e tal, e então acabei aderindo à Clearwire... que é quase a mesma coisa do Vonage e BroadVoice. Por 4 meses as minhas ligações para o sul de Minas também custavam $0.06 por minuto. Para São Paulo, $0.02. Aí, de um dia pro outro, vejo um débito na minha conta corrente de $156.00! Quando fui checar, simplesmente eles aumentaram as ligações de $0.06 para $0.40 por minuto! Without notice...Tem noção?! Liguei lá e fiz um fuzuê, e eles devolveram o dinheiro. Mas...daqui pra frente, o valor continuará a ser o mais alto, o que pra mim...não dá!

Eu sei, eu sei....fui burra, burra, burra. Devia ter pego os serviços da BroadVoice em primeiro lugar. Mas agora, pra cancelar com a Clearwire, pago multa de $50.00, e pra começar os serviços com a BroadVoice, no primeiro mês pago $85.00, e só posso fazer isso mês que vêm.

A Lilia me deu a dica do dial55 , o que pra quem tem familiares morando em cidades grandes (Sp, RJ, Fortaleza, BH, etc, etc...) vale a pena. Com o plano deles, você adquire um número no Brasil, seus parentes fazem ligações para o seu número (local) e o telefone toca aqui nos EUA. O máximo...se eles tivessem serviços em Jacutinga, rs.

E o Skype? Quem usa? Vale a pena? É confiável? Que outros serviços vocês indicaríam?!

De antemão....valeu!

quarta-feira, outubro 10, 2007

Normal ou Cesária?

Definitivamente, cada mulher tem a sua opinião sobre o assunto. Pode já ter passado por isso ou não, mas no fundo no fundo, sabemos o que queremos.

Eu sempre soube. Não sei se foi porque cresci no Brasil onde a cesária é comum (em 2001, 31% das pacientes do serviço público e em 72% das pacientes do serviço privado tiveram parto cesariana), mas sempre quis ter cesária. Sempre. Mesmo minha mãe tendo tido 3 filhos por parto normal, nunca houve essa dúvida na minha mente, e isso é totalmente pessoal.

O Brandon sempre apoiou a minha decisão. Não só apoiou, como gostou e ficou feliz. Na cabeça dele é melhor já marcar a data do parto, do que ter que ficar esperando o dia que isso vai acontecer, ir pro hospital, ver a mulher 24hrs sofrendo em trabalho de parto, e no fim ainda ter que fazer uma cesária de emergência.

Aí mudei para os EUA, onde o negócio é ter parto normal. Assim, ponto. Cesária só mesmo se houver complicações no hora do parto, ou sabendo-se que há alguma anormalidade com o bebê.

Quando engravidei fiquei sabendo por más línguas que aqui o seguro médico não autoriza o pagamento de uma cesária se ela não é necessária. Como assim Bial? Nem preciso dizer que já comecei a entrar em pânico. O meu negócio é que não gosto de dor da qual não sei que grau será. Nem quantas horas isso durará. É egoista? Pode ser...dependendo da sua opinião. Após a cesária, sabia que a dor sería de uma cirurgia, e que há um corte que precisa ser cicatrizado. É bem mais simples pra mim encarar dessa forma. E outra... não consigo imaginar um bebê saindo, sabe, de . Não gosto nem de pensar! Pra mim não tem esse negócio de "ahh, é a coisa mais linda que você pode passar na vida" ou "é uma conexão enorme que vc tem com o bebê". Pra mim, minha vida com a minha criança vai mostrar isso, o amor durante o crescimento, e não o parto em si. E de novo... isso é totalmente PESSOAL! Cada (futura) mãe sabe onde o seu sapato aperta, e o que é melhor pra ela.

O problema é que muitas pessoas amam julgar a atitude ou escolha dos outros, e isso é muito mais aparente aqui na América. São mil e um programas na tv sobre a gravidez, o parto, o pós-parto, a criação e educação das crianças. E parece que sempre no mesmo tom: "parto TEM que ser normal!" Aí, a mãe sonha por esse momento por 9 meses, e chega no dia, acontece alguma coisa, e ela acaba tendo cesária. Aí mostram o sofrimento eterno da mãe que não teve aquela "conexão" com o bebê na hora do parto. Vejam, eu não estou julgando a escolha da mãe, mas sim o sofrimento por uma coisa que não foi culpa dela. E no fim, o que importa é que o bebê nasceu saudável, e que ela tem uma vida inteira para ter essa "conexão" com o filho/a.

Eu acho mães que tem parto normal bem corajosas. Eu não sou, e não tenho vergonha disso. Mas lembro que vivemos num tempo em que a "tecnologia"médica é avançada, e acho que toda ajuda para enfrentar um processo sem dor é bem vinda. Vai ter parto normal... qual o problema em ter uma epidural? Porque vc vai passar por alguma com dor se pode ter sem? Aí tem as "heroínas", que fazem o maior fuzuê na televisão, querendo mostrar como elas são o máximo por "optarem" pelo parto normal - e- sem anestesia. Sabe, porque tem que ser completamente natural, etc e tal... Sinceramente? Eu não entendo. Mas...

Deixa pra lá... não vou julgar.

No final das contas, na minha primeira consulta, já de cara perguntei se podería ter parto cesária, e a meu médico entendeu perfeitamente os meus motivos e disse que agora, aqui na América, o seguro saúde é obrigado a pagar pelo parto, independente dos fins e necessidade. Ufa, que alívio.

Tudo correu perfeitamente bem, me recuperei em menos de duas semanas, e a dor pós-parto foi muito menor do que estava esperando. Não me arrependo um minuto sequer.

Aí, na primeira consulta com a Rebecca, a pediatra (que ainda não conhecia) começou à checá-la, viu a cabeça..."redondinha né?! Você teve cesária?" Disse que sim. Aí ela perguntou se eu tive algum problema na gravidez. Disse que não. Aí ela perguntou se a Becca tinha algum problema. Disse que também não. Aí ela já toda bravinha: "Então qual é o motivo de ter uma cesária?". E eu disse que foi por opção. Sem brincadeira, ela fez uma cara medonha e ficou brava! Já ví que ela não era a pediatra certa pra mim.

E isso não tem fim...eu nem toco no assunto porque parece que aqui, pra muita gente, isso é tabu. Ninguém se conforma. Eles não precisam dizer, mas os olhinhos mostram o pensamento: "Ela não tem coração." " Ela é egoísta." "Onde já se viu!" E podem vir com mil e uma histórias de como o parto normal pode ser melhor, mas também há muitas e muitas outras de como o parto normal não teve um final feliz. E no fim, muitas vezes são essas mesmas pessoas que criticam uma escolha como a minha que tem o maior preconceito de todos...o da amamentação em público. São essas mesmas pessoas que que são orgulhosas por terem tido parto normal e por ser natural e bla bla bla, que te olham com cara feia quando você está amamentando seu bebê numa praça, no parque, ou onde quer que seja.

Feliz sou eu que tenho uma mãe como a minha. Que teve parto normal, e acha a melhor opcão. Mas que acima de tudo...Concorda em discordar. E eu também...

Eu e Becca (um tempinho atrás)... felizes e saudáveis!

E qual é a sua opinião?

segunda-feira, outubro 01, 2007

Something to Believe In

updated

Quando era (bem) mais nova...tive a fase de gostar muito de Rock n' Roll. Foi logo depois daquela fase do New Kids on the Block - ok, abafa!

Foi logo quando a MTV começou no Brasil, se não me engano lá por 1989-90. Eu gostava mesmo do Guns N' Roses, mas lembro bem daquela banda com o vocalista lindo de morrer - Poison. Eles eram famosos, mas não tanto, e logo depois, sumiram.

Bom, estava eu aqui assistindo televisão uns dois meses atrás, e eu que (ok, admito!) não consigo largar meia dúzia de reality shows, me deparo com esse programa, com um cara que não me é estranho. Nem o nome dele eu sabia, mas aquela fisionomia eu jamais poderia esquecer! O nome do programa: Rock of Love. O nome dele vim a saber: Bret Michaels. OMG! Damn, he is HOT! Vai ser bonito assim lá na #$@&...

De um dia pro outro fiquei viciada no show. É incrível como para algumas pessoas os anos só melhoram aparência. Se antes ele já tinha um rosto que era "killer", agora...ai! Até dói de tão lindo. O show já estava no meio, fui na internet e coloquei em dia todos os episódios que ainda não tinha assistido. Sabe, esse reality show é mais um daqueles mulherzinha, tipo o Bachelor. Começam com 25 garotas, que estão sendo eliminadas aos poucos, até sobrar aquela que terá como grande prêmio...ah... tem coisa melhor do que ser namorada dele?!

Eu nem sabia que o Poison ainda existia, mas eles estão super na ativa. Mas enfim, além do Bret ser muito, mas MUITO gente boa (simpático, amigo, gentleman, e...já disse que ele é lindo?!), o que no fim me atraiu ainda mais no programa foi uma coisa muito, muito mais pessoal....

Minha Vida

Devia ser o meu terceiro ou quarto encontro com o Brandon, e antes das coisas ficarem definitivamente sérias, eu sentia que tinha que ser sincera e contar pra ele sobre o meu passado. Tinha que contar que já havia sido casada e era divorciada. Que não, não tinha filhos. Que talvez tivesse que voltar pro Brasil. Essas coisas que, na vida real, assustam qualquer um.

Mas não ele. Na verdade disse que tinha que me contar algo também. Na minha cabeça já veio: pronto, ele deve ter um filho/a", ou... "ele decidiu entrar na Army e deve ir pro Iraque por 1 ano". Sabe né... a criatividade da mulher não têm limites.

Mas o que ele tinha que me contar é que tinha diabetes. No primeiro momento fiquei meio sem entender. O que a diabetes tinha a ver com a gente? Na minha total ignorância, uma pessoa com diabetes só tinha que ter uma dieta mais equilibrada e evitar doces. Sei de alguns casos um pouco mais graves, como lembro quando eu e meu tio saímos pra jantar com o Milton Nascimento, ele teve que tomar insulina num certo momento, mas não sei até que ponto ou grau a diabetes influenciava no seu dia-a-dia.

Foi aí que a minha aula começou. Primeiro, quem só precisa de uma dieta balanceada são os com diabete tipo 2, e ainda assim, alguns mesmo assim precisam injetar insulina. O Brandon tem a diabetes tipo 1, ou seja, o corpo deles não fabrica insulina alguma! "E, quando a insulina não é produzida, o corpo não consegue absorver a glicose, fazendo com que as células passem fome e, ao mesmo tempo, o organismo tenha sempre altos níveis de glicose circulando pelo sangue."

Naquele momento, eu jamais podería imaginar como era vida dele. E foi aí que ele me disse que tinha que me contar, pois esse foi o motivo de muitos dos seus relacionamentos terem acabado. Eu não pude acreditar que uma pessoa fosse tão sem coração para não continuar um relacionamento por esse motivo.

Bom, eu aprendi a lidar com isso, e vou dizer, não é fácil. Faço de tudo pra não deixar transparecer, mas vivo numa constante angústia de que alguma coisa possa acontecer a ele. Sofro por ele e com ele. Várias vezes por dia ele tem que checar o sangue e saber o nível de glicose. Se está baixo, corro para fazer leite com chocolate, ou coisa parecida. São inúmeras as vezes que, de uma pra outra, ele começa a enfraquecer de uma forma que não consegue ficar em pé. A última noite foi um "challenge". Ele acordou duas vezes...na primeira checou e estava com quase 20mg apenas. E depois 50mg. Geralmente nessa altura a pessoa já desmaiou e está quase entrando em coma.... mas ainda bem, o corpo dele parece ser forte.

update Há algumas formas diferentes para cuidar da diabetes 1 com insulina. O Brandon tem uma 'insuline pump'... um aparelho que é uma bomba, que é ligada por um 'fio' que ele conecta na barriga e que lhe dá várias doses de insulina durante o dia. Pense em quando vc toma soro... é a mesma coisa, só que na barriga, e a "pump" ele leva no bolso. Tem que usar isso 100% do tempo (só não usa quando vai tomar banho ou coisa parecida), tem que durmir com isso tbém. Outras pessoas tomam várias injeções de insulina durante o dia...geralmente 3 ou 4.

Além disso, tem mil e uma complicações que só quem vive isso no dia-a-dia pode entender. Ele pode ter uma lesão nos olhos, pode ter uma lesão nervosa, problema nos pés, doença renal, no coração e nas artérias. Qualquer deslize significante e ele pode entrar em coma. Definitivamente, não é fácil pra ele. Eu sofro por vê-lo tendo tantas dificuldades, mas nosso amor apenas nos fortalece, e enfrentamos essa doença juntos.

Mas voltando ao assunto...

Quando contei ao Brandon se ele gostava do Poison (o grupo), ele disse que claro...ama as músicas. E tem um motivo especial...o Bret Michaels, como ele, também tem Diabetes 1.

Eu j-a-m-a-i-s imaginaria que ele tinha diabetes 1....e fui procurar saber, e aprendi muito mais. Logo no começo da carreira deles, no auge do sucesso, antes de um show, ele injetou insulina e no maior fusuê de encontros e pessoas falando com ele, acabou esquecendo de comer. Foi fazer o show, e dalí uns minutos desmaiou no palco, e só foi acordar no hospital. A mídia já foi dizer que ele era "trash"e que tinha tido uma overdose de heroína. E foi aí que ele veio à limpo e disse que tinha diabetes.

O Brandon começou a ter problemas com 16anos. O Bret tem desde o 6 anos de idade! E imagina...agora estamos muito mais avançados...mas pense nos anos 60, as coisas não eram adiantadas como agora. Nem posso pensar em como era medir a glicose de uma criança, várias vezes por dia. Que dó! Coisas assim acontecem com tanta gente e nós não temos nem idéia...

Ontem foi o último capítulo. No primeiro encontro, ele estava passando mal...e a acompanhante nem aí. Disse pra ela mil vezes que precisava comer (se ele toma insulina e não come, pode desmaiar e entrar em choque e em coma), e ela nem aí.

No segundo encontro, por incrível que pareça, ele estava passando mal de novo. Explicou pra garota o que estava acontecendo, e ela fez o possível pra entender. E no final, foi fundamental pra escolha... e eu bem sei os sentimentos dele. Afinal, vivo com uma pessoa que tem os mesmos problemas.

Mal posso esperar pelo dia que doenças serão coisas do passado! It gives me Something to Believe in

Ps1.: Mais informações sobre diabetes 1 aqui

Ps2: Amei os comentários e idéias para novos posts. Vou usá-las com certeza!

quarta-feira, setembro 26, 2007

Cadê o título que estava aqui?!

Sumiu! Pois é, o motivo deve ser a falta de assunto. Nada muito diferente nas notícias pessoais, regionais, nacionais ou até internacionais.

Há não ser a mais nova de que o Brasil é o 72º colocado em ranking de corrupção, numa lista de 180 países. Segundo Globo.com "O país registrou nota 3,5 em uma classificação que vai de 10 (para países menos corruptos) até zero (países mais corruptos)." Novidade?! Dá é vergonha...

Acharam uma foto da suposta Madeleine no Marrocos, e logo em seguida já descobriram que não é ela. Outra novidade.

Eu não estou no Brasil, e por agora não tenho Globo Internacional em casa, o que significa que ainda não entendi o que todo mundo vê nessa tal de Iris do BBB. Todo dia ela está em alguma notícia, o que também já não é....novidade. Alguém me explica?

O mundo continua em guerra, os democratas continuam odiando os republicanos (o que nunca vai mudar)..., o frio já chega quase rachando no primeiro dia do outono, but comeone, isso não é novidade!

A Becca continua continua "causando"aqui em casa, tem 7 dentinhos, está crescendo a cada dia e ficando (como diz a mãe coruja) tão linda! Vai dizer que isso é novidade?!

Então... do que vocês querem que eu fale aqui?! Help, please!

quinta-feira, setembro 13, 2007

Salvos pela Bossa Nova...

Será que fui eu a única tonta que sempre admirou a Música Popular Brasileira como sendo original, única, e sabe..."a nossa música"?! Ainda bem que, muito antes da MPB, sou completamente louca é pela Bossa Nova, porquê essa sim, é brasileira, tem o nosso "carimbo".

Meu pai é (entre tantas outras coisas) músico. Cresci escutando, quase todo santo dia, ele tocando teclado, ou violão, ou seja qual for o instrumento que ele tinha por perto. Desde criança escuto tudo quanto é tipo de música que ele toca, principalmente "as brasileiras". Acho que foi aí que meu encanto pela Bossa surgiu. Amo tudo o que o Tom Jobim criou...e segue-se Vinicius, Toquinho, e por aí vai...

Nunca fui fã do Roberto Carlos, como a maioria é. Nem mesmo Erasmo...mas tirando estes, gostava de escutar as músicas da Jovem Guarda...as achava engraçadas, com um ritmo contagiante.

Essa mudança de sentimentos começou a mudar quando me mudei pra cá. Afinal, eu escuto muito rádio no carro. E dá uma raiva quando descubro que muitas (e digo, MUITAS) das músicas que eu sempre gostei, e que pensei fossem originais do Brasil.... não são. Uma grande parte são versões de músicas americanas.

Aí você vai dizer: "Jura, você não não sabia disso?!" Sabia...de algumas, ou várias. Mas é surpreendente como a dia dia descubro mais uma! É impressionante o número de versões!

Ah, é de doer, sabe. Ainda mais é saber que nem direito fazem. Originalidade? Aonde??? E isso vai da Jovem Guarda, passa pela MPB atual, até o Carnaval. Quer dizer, isso vai muito além...música sertaneja, samba, faz-se versão de tudo!!! Quer um exemplo: Um dos grandes hinos do carnaval, Está chegando a hora, é uma versão da mexicana Cielito lindo. Vai dizer que vc sabia?!

Tá, eu sei que você também vai dizer que o importa é que músicas assim fizeram sucesso, tem um ritmo ótimo e que todo mundo gosta. Ok, concordo. Mas não venha me dizer que são "originais". Atualmente tudo parece piada. A versão não tem nada a ver com a original. Do passado, a maior piada foi Erasmo Carlos, com a famosa Splish Splash. Só pelo nome eu já devería saber que era uma versão.

"A música estava tocando na Rádio Metropolitana, e foi exatamente ali que Erasmo Carlos escutou Splish splash pela primeira vez. “Achei a música engraçada e resolvi fazer a versão”, diz.Na maioria das versões de músicas americanas feitas no Brasil, o termo “versão” não é apropriado porque os chamados versionistas não fazem versão e sim uma outra letra para a melodia. Com Erasmo Carlos não foi diferente. O tal “splish splash” citado na letra original de Bobby Darin faz referência ao barulho de um objeto caindo na água: “Splish splash I was taking a bath/ all about a saturday night/ rubbed up just relaxing in the tub/ thinking everything was all right…”. Erasmo Carlos não sabia inglês, apenas imaginava o que a letra poderia dizer. E na sua imaginação aquele “splish splash” se transformou em um beijo seguido de um tapa dentro do cinema."

Cômico, se não fosse triste. É isso o que me incomoda.... a versão não é uma tradução, às vezes nem algo parecido, nem perto disso! Há quem vá concordar, e quem não vai. Mas, embora continue gostando de certas melodias, muitas e muitas músicas (e musicos) caíram no meu grau de admiração. Porque copiar não é ser original. E isso é no mínimo, triste.

Bom, eu sei que algum dia eu mesma possa me contradizer, e descobrir uma música que amo de paixão, é uma versão. Até lá... continuo dizendo que tudo isso é uma decepção.

Como fã do Tom Jobim, concordo com ele... Quando a grande quantidade de músicas estrangeiras vertidas para o português já estava demais, Tom chegou a protestar em 1956 com Samba não é brinquedo, que diz: “Se Noel estivesse aqui/ acabava com a versão…”.
Bjs,

PS.: Achei esse blog antigo, e esse post sobre o mesmo assunto, ótimo. Dê uma olhadinha

Cielito Lindo:

Sem noção...Splish Splash