terça-feira, abril 29, 2008

You have to believe...and fight!

(post l-o-n-g-o)

Desde que cheguei do Brasil, as coisas viraram do aveso…completamente. Eu ainda estava sentindo aquela brisa gostosa da viagem, do aconchego junto à família, quando na mesma semana, a tempestade deu as caras. Tempestade só não…furacão.

No fim da mesma semana da volta, quando ainda me acostumava com decisão de voltar a trabalhar, de uma hora pra outra, sem aviso, a quantidade de trabalho do Brandon diminuiu significamente. Em trocadilhos, caiu 50%…e tratando-se de um emprego onde a pessoa ganha por hora…isso é um big, BIG deal. A surpresa veio porque há um jogo de interesses no meio.

Sendo assim…a idéia de voltar a trabalhar virou assunto urgente. Comecei a enviar curriculums, fui a inúmera entrevistas, e é com muita alegria que posições me foram oferecidas em 4 de 5 empresas que fui convidada à conversar.

A maior surpresa foi de uma agência, de New Jersey, que me ligou intermediando uma posição em uma grande companhia daqui. No começo, tudo bem normal…e uma entrevista via telefone foi marcada para o dia seguinte. Eu ODEIO entrevistas sérias pelo telefone, porque no fundo no fundo, não confio no meu inglês. Dito e feito…eu achei que me compliquei toda, e acreditei viamente que a conversa tinha sido um fiasco. Mas, não me abalei muito pois na mesma semana outras 2 entrevistas estavam marcadas, inclusive uma no Citi Bank que…só pra ser qualificada para a entrevista, tive que passar em um teste de 3 horas de duração.

Para a minha surpresa, no dia seguinte, a agência de NJ me ligou perguntando como pensei que havia me dado na entrevista…e sem rodeios, disse que mais ou menos. Pois acredite... rapaz disse que gostaram de mim, e que queriam me oferecer um contrato de 6 meses para a posição. Parecia até ser um scam, porque eu nunca fui contratada pelo telefone, sem uma entrevista pessoal. Mas mesmo assim me mandaram um contrato por email…e as dúvidas começaram a diminuir.

A entrevista no Citi Bank que durou quase 1 hora, pareceu ter sido boa também. E é por isso que acredito que me dou muito melhor pessoalmente. 2 dias depois me ligaram oferendo a posição…que não tem um salário bom (muito pelo contrário), mas ótimos benefícios (seguro saúde para mim e para a família, auxílio estudo - Universidade, plano de aposentaria, academia, assistência com child care, etc.). Como dizem alguns aqui…salário não é bem o que importa, e sim os benefícios, rs. A má notícia era que o próximo treinamento e consequentemente posição, só começam em Julho. Na nossa situação….não havia como esperar.

Resolvi aceitar a outra posição…que no começo achei muito boa pra ser verdade…na HP - Hewlett Packard. Acredite se quiser, aqui em Idaho encontra-se um dos grandes centros de serviços da companhia. Aliás, quem tem grana por aqui, geralmente trabalha lá, pois é a única companhia, além da Micron, que paga bem por aqui.

Há não ser esta boa notícia - que pra mim ainda não sabia se seria boa de verdade ou não - as coisas estavam desmoronando em casa. O serviço de Brandon, de ruim foi à pior, e as coisas pareciam não se encaixar de forma alguma, nem por decreto. Pra piorar tudo, no Sábado antes de começar meu treinamento, apenas dois dias antes antes do meu primeiro dia, a Becca deixa cair coca-cola no câmbio do carro. Carro automático, transmissão eletrônica…breakdown.

Juntou-se à ansiedade comum de começar um novo emprego…não ter carro. Tudo bem se você mora numa cidade com sistema de transporte, ou quando sobra uma graninha pra consertar o veículo….ou, ou ou….quando se há família por perto para dar uma carona, ou amigos próximos. Não era o caso. Não pense em andar à pé…nada é perto o suficiente. Lá vou eu pedir carona, pra amiga brasileira que mora à meia hora de mim. Primeiro dia da Becca na escolinha…alegria por ela, pelas novas “ amizadezinhas”, tristeza minha por não compatilhar mais todos os momentos com ela. Coisa de mãe…penso.

É lógico que quando vc está contando os centavos, aparecem grandes quantias à serem pagos. Pra variar, os milhares de dólares que pagamos para garantia quando compramos o carro, não valem de nada. Eles cobrem tudo tudo tudo…menos a pecinha mínima que quebrou, e que precisa ser trocada…junto com o resto do câmbio. Como a Mercedes tem um nome pra tal da pecinha, e eles tem outro…eles não cobrem. Mesmo que se trate exatamente da mesma coisa. Com mil e uma coisas pra pagar, trabalho pela metade...mais essa. E lá pra quarta-feira…lá estou eu chorando pela quinquagésima vez.

Mas…mesmo pedindo mil favores - que eu odeio - continuo chegando no trabalho, todos os dias. Dia é um que ajuda, dia é outro. Nesse meio tempo me encontro numa sala de 24 escolhidos na HP. Descubro que quase 500 aplicaram para as posições e destes menos de 100 foram escolhidos. Me sinto feliz. Dessa classe de 24, quase todos são formados…BS, BA, MBA etc e tal…a maioria tem, menos eu. E nisso me confronto com a realidade dos EUA que de fato…está num buraco. Recessão total.

Na sexta-feira…nada de carro consertado ainda. O que eu mais queria era chegar em casa, relaxar, tomar o meu vinho, e esquecer todos os problemas da semana. O Brandon e um amigo dele vão me buscar no meu trabalho no carro desse amigo. Quando você pensa que nada mais pode dar errado…pense melhor. O carro quebra no meio do caminho, no meio do nada. Back road. Eu, sem pensar duas vezes, começo a pedir carona…pois tenho que pegar a Becca na escola. Pois bem…sexta-feira…ninguém quer saber de parar pra ajudar…o negócio é chegar em casa! Cansei de pedir carona…embora muitos tenham parado, só perguntavam se eu precisava de um celular pra ligar pra alguém. Acontece que…eu não tinha pra quem ligar!!!

Quer dizer…minha amiga Germana, que me deu carona no primeiro dia do trabalho. Amigona! Liguei para ela que lá foi dirigir meia hora pra buscar a Becca. Um alívio…um problema à menos. Nisso, dois carros param…um deles uma Van de um mexicano pintor. No outro carro o patrão, me dizendo que o rapaz ía para a minha cidade, mas tinha que fazer um orçamento primeiro.

Antes disso tentam nos ajudar, Mexem, mexem, mexem no carro…e nada. Com o carro quebrado desde as 5 da tarde…eu já estava triste e nervosíssima às 7pm. Querendo chorar, só pra variar. Quando nada que fazem ajuda o carro funcionar, eles decidem ir embora. Lá vou eu, me acomodar no chão dessa Van cheia de máquinas e latas de tinta. Completa sujeira. O rapaz para numa residência, e lá continuo eu sentada no chão da Van por 45 minutos. Ainda bem pois, depois de tudo isso, ele me levou na porta de casa…mesmo morando há quase meia hora daqui.

Finalmente cheguei depois das 8 da noite, e ainda tive que ir buscar o Brandon e o amigo, que em todo esse tempo estavam esperando no carro. Quando chego, descubro que a polícia havia acabado de sair de lá…que os rodearam bem por 45 minutos, checaram as carteira e tudo mais…e só então entenderam de fato a situação. Ufa…era só o que me faltava!

Percebi o quanto dependemos de carro por aqui. Você - carro = NADA. Sinceramente, quase não se sobrevive sem carro aqui. Impressionante!

Depois do fim de semana….estava até com medo de colocar o pé pra for a na segunda-feira, mas…o que passou passou e tenho que ir trabalhar. Eu que as vezes quero desistir fácilmente, decidi ir em frente, mesmo que tudo estivesse desabando ao meu lado. Não estou sendo dramática…mesmo que pareça, não estou entrando em outros detalhes.

A coordenadora do treinamento decidiu dar um exame baseado na semana anterior de aprendizado logo na nossa chegada em classe. A minha auto-estima, no geral, é bem humilde nesta classe. Afinal, sou a única estrangeira. Todos, sem excessão, são americanos nativos…born and raised in America. Cheios de diplomas, grande experiência professionaL, impecáveis por assim dizer. Admito que no começo me senti o patinho feio. Não tive nenhuma simpatia…ninguém monstrou apreço pela minha diferença cultural. E nem eu quis ser diferente, só competente. E assim fiquei.

O exame acabou. Alguns se auto elogiando, confirmando a boa performance. Eu admito que fui bem, mas tinha certeza que pelo menos 2 respostas estavam possivelmente erradas. A coordenadora volta e diz que alguns não passaram no teste e terão uma segunda e última chance no dia seguinte (se não passarem, são demmitidos). Me senti confiante pois não pensei que iria fracassar…não. Não tinha ído mal assim.

Ela não quis comentar quem passou ou não no teste…mas que apenas 3 pessoas, de 24, acertaram 100% das questões. “Primeiro, levante-se por favor fulano de tal”. “Por favor, levante-se agora ciclano”. E…”levante-se o terceiro que acertou 100%, Cynthia Peck”.

Posso estar enchendo a bola para o assunto, mas você não deve imaginar a minha emoção e contentamento. Primeiro, porque não é nada fácil ser o patinho feio da classe. A que não é nativa, a que não fala e se comunica tão bem quanto os outros. Pode ser baixa estima de estrangeiro…ainda mais quando eles fazem questão de enfatizar como é difícil lidar com "aqueles indianos que trabalham no customer service em Mumbai e que não falam Inglês corretamente". Sabe como é...Agora penso que posso ser tão competente quanto eles. A cara de “awwww” será uma das maiores lembranças que terei. Isso porque foi um teste que todos os que falam pelos cotovelos nas aulas, que tem resposta pra tudo, que tem MBA e o caramba falharam…e eu não. E… estou feliz porque estou orgulhosa de mim mesma. E faz tempo que isso não acontece.

Aprendi que tenho que dar mais valor à mim mesma…acreditar na minha capacidade, mesmo que limitada em alguns sentidos. Até então, criar uma carreira num país que não é o meu, com uma lingua que não é a minha nativa, tem sido um desafio. Principalmente porque ultimamente tenho tentado trabalhar em empresas que não tenho conhecimento algum da área que eles atuam. E também não tenho um diploma geral como o de Business que, independente da área, tem sempre um pouco em comum com quase qualquer empresa. É por isso que acreditar em sí numa situação dessa é quase que dar uma colher de chá pro desapontamento. Continuo apreensiva, mas tenho aprendido que, mesmo que na marra, minha capacidade de aprendizado é ilimitada e que vale a pena tentar, e conseguir superar barreiras!

O mundo pode continuar estar desabando, e eu sei que as coisas ainda vão demorar um pouco pra se encaixar novamente…mas hoje eu estou feliz…bem feliz…MUITO FELIZ!

domingo, abril 20, 2008

Porque os americanos são vidrados no tempo...

Logo quando me mudei para os EUA fiquei impressionada com a fixação dos americanos no ‘weather’(condição do tempo). Eu dava risada, achava o cumulo do ridículo.

Enquanto no Brasil a condição do tempo - se vai chover, se vai fazer sol - não toma não mais de 2 minutos do período de um telejornal, aqui às vezes penso que no mínimo toma metade! Não importa em que hora do dia ou noite você ligue a televisão, sempre tem um jornal falando sobre o tempo, a temperatura de agora, daqui a 2 horas, daqui 5 horas, de noite e logo de madrugada, e qual será quando você sair pra trabalhar.

Não entendia muito essa fixação, até porque…à não ser que você trabalhe ‘outdoors’, ou esteja querendo passear em um lugar aberto, você raramente precisa de blusão ou casacão. Isso porque todas as casas, carros e comércio tem aquecimento. Pode estar tudo branquinho do lado de fora, neve até o meio da porta…lá está vc dentro de casa de shorts e camiseta. Vai no supermercado? Sai do quentinho de casa, entra no carro, que também te aquecedor. Sai do carro, e entra no supermercado que também tem…?! Aquecimento! Digo que aqui, com certeza, uso minhas blusas menos do que usava no Brasil. E se você for convidada para ir na casa de amigos para um jantar ou coisa assim…atenção! Vá com uma blusinha leve por baixo…porque tem gente, que pelo amor…põe o aquecedor no último, o máximo possível…e além de ser difícil respirar, ao invés de você se sentir aconchegante, parece mais que você está visitando alguém no dia mais quente do verão, no Saara.

Mas enfim, no começo prometi à mim mesmo que não sería igual à ‘eles’… que preocupação demais é bobagem. Além disso, sou meio paulista meio mineira…lá a gente olha pro céu pra ver se vai chover ou não, e dependendo do dia e da época do ano, leva uma blusinha à tiracolo, ‘just in case’ o tempo mude de repente. Sem dramas, sem “oh my God, today is going to rain!”

Aliás, achava um absurdo como o pessoal parece ter o maior pavor de chuva! Vindo da terra da garoa, SP, chuva é quase mais comum do que um dia de sol. Em Virginia eles avisavam quantos inches (medição daqui) de chuva iríam chover, onde você devería dirigir ou deixar de passar, e assim por diante. E eu quería gritar: 'gente, é só chuva!’.

Mas, por outro lado, tive de vir a concordar que checar o tempo é, de fato, importante. Isso porque, a condição do tempo aqui… e diria, principalmente nos estados mais ao Norte dos EUA, muda mesmo inesperadamente e mais importante, bruscamente. Uma prova disso foi essa semana aqui em Idaho.

Depois de alguns dias com uma temperatura média de 11 graus Celsius, Domingo e segunda-feira passados foram dias lindos com máximas de 27C e 23C respectivamente. Todo mundo saiu de casa, as ruas estavam cheias de gente caminhando, se exercitando ou mesmo só à toa. Terça-feira a temperatura máxima caiu para simplesmente 8C! Quando saí com a Becca na quarta de manhã, a temperatura marcava 34F, ou seja, 1C…! Eu esqueci minha luvas e minhas mãos, literalmente, quase congelaram. E demorou para esquentar um pouco, pois o dia estava nublado. Tem noção… De 27 pra o máximo 8 graus em 2 dias?

Baseando-me na quarta-feira, comecei a me arrumar para encontrar algumas amigas brasileiras daqui para um pic-nic no parque no dia seguinte. Sem colocar a perna pra fora de casa…lá fui eu começar a me vestir: calça, bota e blusa. Estava até pensando se levava uma jaqueta ou não. Quando minha amiga chega, tomo um susto. Ela estava de blusinha regata! Como assim? Tá calor? … Pois é…em 1 dia a temperatura vai de bem menos de 10 graus pra quase 20! E sim, aqui a gente usa blusinha regata com 20 graus! Lá fui eu, trocar todo o figurino!

E foi assim que a ficha foi caindo…aqui é m-e-s-m-o necessário checar o tempo e a temperatura o tempo todo! Afinal, ninguém quer ser o palhaço da corte andando todo encapotado num dia de calor…e vice-versa…porque se aventurar com roupinha de calor num frio de 5C…não é nada agradável, concorda?

Pois é…vivendo e aprendendo!

Ps.: Enquanto estou aqui terminando o post...adivinhe. Olho pra fora e, está nevando!

terça-feira, abril 08, 2008

Crianças Bilíngues

Nessa viagem ao Brasil, uma das perguntas que mais escutei foi em que língua eu estava falando com a Becca. E a resposta era sempre a mesma: em Português!

Me irritava um pouco quando alguém chegava e começava a falar em Inglês com ela. Entendo a boa vontade de quem fosse, mas tentava gentilmente pedir para que a pessoa falasse com ela em nossa língua...porquê no Brasil, falamos português!

Isso porque é muito difícil educá-la nas duas línguas. Para algumas famílias não, como algumas que mesmo morando num país estrangeiro, os dois pais falam uma lingua em comum. O que na verdade acontece na maioria dos casos aqui em que as crianças falam espanhol.

No meu caso é diferente…eu sou a única que não fala Inglês por perto. Fico pensando a cabecinha dela, achando que a mamãe deve ser uma ‘alien’. “Na escolinha todo mundo fala inglês, no supermercado também. Na televisão…tudo na lingua dos Estados Unidos, e até o Daddy só fala em Inglês…e a mamãe é a única que fala essa lingua diferente”.

Minha mente voa, viaja, eu sei. Mas tenho confiança que todo o sacrifício será valido no futuro. Ser bilíngue só lhe trará vantagens. Ela poderá conversar com os familiares e amiguinhos daqui e do Brasil. Mais a frente, oportunidades de trabalho serão muito maiores. Aprender uma terceira lingua então, será muito mais fácil. E ela não precisará passar pelo sufoco que eu passei em aprender uma lingua estrangeira depois de adulta.

Isso porque, “quando o adulto aprende uma segunda língua, constrói novas áreas no cérebro para armazenar as informações. No entanto, a criança que aprende línguas incorpora-as na mesma área do cérebro onde estão armazenadas as informações da primeira língua.”

Tem uma ‘pressãozinha’ de casa também. Toda vez que minha mãe me liga, diz: ‘você está falando em português com essa menina, né?! Porque senão será uma pena ela chegar aqui e não conseguir falar com ninguém!”

Pois é…

A Becca não fala muitas palavras ainda, como uma boa parte de crianças da idade dela (1 ano e 9 meses) já falam. As vezes penso que ela está guardando tudo em algum lugar na cabecinha, e de uma hora pra outra vai disparar a falar. Uma das razões por pensar assim foi quando no Brasil, depois de já estarmos à mais de 1 mês lá, do nada ela vê uma vaca e diz “cow”. Como assim Bial? Cow no Brasil? Foi quando ela, no tempo dela, soltou a palavra que já sabia…

Agora, a maior felicidade foi a primeira prova que ela está, de fato, assimiliando as duas línguas. “Mocinha”como ela é, amou brincar com os meus sapatos. Adora calçá-los e tenta andar com eles pra cima e pra baixo. E foi então que começou dizer babato (sapato) e shoes! Ora é um, ora é outro, mas sempre relacionado com o mesmo objeto. Mamãe está tão orgulhosa!

E daí continuou… cachorro pode ser au-au ou doggy. E nós sabemos que au-aus são tupiniquins! Porque na América, cachorro faz ruf-ruf, e não au-au, rs. E a última: comida gostosa é tanto yummy como icícia (delícia). Por enquanto são apenas estas 3, mas já o bastante pra me deixar pra lá de feliz.

Não sei como vai ser quando ela começar à ir na escolinha, já ouvi casos de que quando crescem um pouco mais, a mãe pergunta em português e a criança responde na lingua que aprende na escola. Não sei! Mas tenho confiança que, o que posso estou fazendo, e espero que o futuro confirme que valeu a pena!

Só sei que…haja força de vontade!

sexta-feira, abril 04, 2008

Anos Dourados...

Quando estava na praia, no Brasil, minha prima Bia deu para o meu priminho Vítor uma pasta cheia de revistas, dvds, reportagens e etc de um tal grupo chamado "Rebelde". Eu até então nunca havia ouvido falar deles. Aí fui ver, e eles fazem parte de uma telenovela mexicana, e parece ser a mais nova mania infantil "do momento" também no Brasil...mania que toda geração tem.

Só que, as loucuras maiores com certeza vem na adolescência, e TODA geração, com certeza teve a sua.

No anos 50 e 60, com certeza foram os Beatles e Elvis Presley. Pergunte pra sua mãe...com certeza vai te dizer que o Elvis era o máximo, e que ela era apaixonada pelo Paul, e que a melhor amiga dela, pelo John Lennon.

E assim foram passando...anos 80 os Menudos, e nos 90...(a minha geração), o NKOTB, ou seja, os New Kids on The Block. Isso na música. Na televisão, não preciso dizer de novo que era (e ainda sou) viciada pelo Beverly Hills 90210 (Barrados no Baile). A geração depois da minha lembro que gostava de Backstreet Boys e OC. Os tempos mudam, mas em certas coisas, nem tanto assim.

Na escola não se falava em outra coisa. Fazíamos encontros de amigas pra checar a mais nova reportagem do grupo, e a amiga que tinha mais dinheiro comprava revistas para colocarmos na pasta coletiva de artigos que colecionávamos. CD's... eu não tinha dinheiro (meu pai não me dava dinheiro pra essas coisas) então eu pegava emprestado e gravava tudo em fitas cassetes, e escutava as músicas sem parar. Com isso digo...SEM PARAR. Assistía todos os dias o programa 'vídeo clips' e gravava os clips, pra aprender as coreografias das músicas. Sabia danças todas também.

Então... esse ano vai ficar pra história! Primeiro, porque já foi confirmado Beverly Hills 90210 vai voltar a ser gravado. Eu sei...não vai ser como antes, e nem sei se vou acompanhar porque volta-se à High School (pois é, agora não tenho mais 14 anos pra assistir esses dramas) e com novos atores. MAS.... SE colocassem os atores antigos, ou alguns deles - suspiros - aí sim, eu não perco! Vamos ver.

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E agora...eu já sabia dessa notícia, mas ninguém dava mais detalhes...e hoje, no Today Show, lá estavam eles...New Kids on the Block informando a volta do grupo! Todos já perto dos 40 anos, mas bem enchutos, pra não dizer, melhores.

Eu sei, eu sei...eu não sou mais uma adolescente. Mas...não é isso. Parece uma volta aos meus 'anos dourados'. Uma lembrança boa de uma época em que a ingenuidade era o que reinava. Sem malícia. Uma época em que eu não tinha problemas, e que a maior preocupação da minha vida - além de conseguir passar na prova de matemática - era onde arrumar uma fita cassete pra gravar minha música preferida.

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Tempos bons que não voltam mais...

E você...de quem você sente falta?!

terça-feira, março 25, 2008

Back on track...

Ai... VOLTEI!

Foram 2 meses... de muitas emoções. E bote emoção nisso! Muitos sorrisos, muito choro, vários reencontros, promessas, lembranças do passado, lágrimas sem fim.

Voltar pra casa depois de tanto tempo é como um quebra-cabeça. Ainda estou tentando colocar as pecinhas em seus lugares, e entender a figura completa, do que representa estar aqui e o que passei no Brasil com minha família.

Pra quem andou perguntanto sobre o meu pai...estar com ele este tempo todo foi inesquecível, e não há preço pra isso. Ele estava muito mal na minha chegada, mas ainda bem, melhorou o sufuciente para que pudessemos aproveitar a companhia durante a minha estadia. E a Becca, o quanto aproveitou por lá...nem tenho palavras para explicar. Ela e a vovó Cris se tornaram "best friends", se é que você me entende.

Agora, meu pai não está nem melhor, nem pior, o que nessa altura do campeonato já é bom demais. O que mais doeu foi a despedida, e por isso não vou entrar em muitos detalhes. Mas a incerteza de um reencontro futuro é de cortar o coração, e por isso...paro por aqui.

O Brandon aproveitou muito o pouco tempo que teve conosco. Só que agora, lhe doeu ter que dividir o "reinado" de atenções com a Becca. Parece que a maioria queria saber mais dela do que dele...mas é claro, oras bolas!
Curtimos muito...fomos à praia e ao campo, e fomos recebidos de braços abertos pela família e amigos que nos acolheram. É tão bom estar com quem se ama!!!!

A viagem de volta foi quase um pesadelo. Como comprei a minha passagem em cima da hora, o poder de escolha era mínimo. Então...imagine 28 horas no total, saindo de São Paulo, indo à New York, depois atravessar o país, dar uma passadinha de 6 horas em Los Angeles, e só depois ir para Boise. Incrívelmente cansativo, ainda mais quando você adiciona à equação cuidar de uma garotinha de menos de 2 anos, que ainda não entende quando esse martírio todo iría acabar...Até que ela foi boazinha demais!

Por isso, cheguei em casa com resoluções...afinal, meu ano começa agora! Primeiro, em tempo... voltar à trabalhar. Assim que definir isso, eu e o Brandon vamos começar, juntos, ir na academia. Nossa "boa forma" deve ter assustado até o mais simpatico dos mortais.

Também decidi (e estou fazendo a cabeça dele) respirar novos ares. É isso mesmo, mudar daqui. Não agora, mas já é uma idéia fixa na minha cabeça. Depois dessa viagem ele já está mais convencido que a nossa localização, não é assim...conveniente. Dependemos de alguns poréns - como a venda da nossa casa em Maryland - mas a vontade é que aconteça no próximo ano 'or so'.

Não, Idaho não é ruim. Muito pelo contrário. Mas também não é a 7º maravilha do mundo. Para o Brandon é o lugar perfeito...o clima é bom, e ele tem as opções de lazer que ele mais ama nas pontas dos dedos: pescar e caçar. Para mim...nada me atrai muito. Estou longe da praia (ou dos lindos lagos do Estado) e especialmente, muito longe do Brasil (no mínimo 2 conexões de avião), nada realmente acontece por aqui, a não ser que você viva e respire 'outdoors'...me entende? E outra, para qualquer um nos visitar, é o ó do borogodó...fora de mão, e vice-versa...sair daqui é complicado. Eles bem que podiam abrir e aumentar a rota aérea pra cá...

Então, estamos checando as possibilidades para tomar uma decisão no futuro. Vamos ver o que acontece... (quem sabe Texas?!!).

Por enquanto é isso. Agora retomo as atividades do blog. Desculpem o sumiço, e agora volto a visitar vocês também. Enquanto isso, fiquem com algumas lembranças dessa viagem pra lá de inesquecível...

PS.: Mãe e Pai...a saudade está in-su-por-tá-vel!

Ps 2: Ainda sobre o post anterior, mais informações e o forum: freelunchroom.com

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Extra Cash....

Ainda no Brasil, e agora numa expectativa grande na espera da chegada do maridão na próxima semana. E parece que ele está mais ansioso do que eu, nem cabe em si de tanto “excitement” . No fundo é um sentimento bom, principalmente para nós, casados com estrangeiros, que os nossos ‘parceiros’ também gostem de nossa Terra Natal tanto quanto é o nosso carinho por ela. Isso é bom demais...

Mas então...no fim das contas, falei sobre como ganhar um dinheirinho pela internet, recebi mensagens e afins, e com essa história de viagem de última hora, visita ao Brasil, etc...acabei não podendo responder. Mil desculpas, pessoal.

Agora, o negócio é o seguinte...quando falo dinheirinho....digo porque é dinheiriiiii....nho mesmo! Tem gente que já se empolga, e esse não é bem o objetivo. Quer dizer, depende.

O negócio é mais ou menos assim (e resumindo): Todo mundo recebe, vez ou outra, emails...ou, já deve ter visto promoções na internet do tipo: Free Playstation, Free Câmera Digital...free isso, free aquilo. Aí, acredito que muitos como eu, já devem ter ido adiante pra ver do que se tratavam, e daí eles pedem pra que complete uma oferta, que no fim custa dinheiro...e aí você já aperta o x (izinho) da telinha e sai de mansinho. Afinal, como eu sempre pensei, se é muito bom...não é verdade.

Bom, o que acontece é que essas ofertas são de fato verdades. Obviamente, elas não são tão fáceis de completar, ou seja, pra ganhar a tal da câmera digital, não é bem um negócio da China.

O que acontece na maioria das vezes é que, para você ganhar o tal produto, você tem que indicar um número X de amigos (até então, amigos), conhecidos como ‘referals’ e esses seus amigos tem que ir num site Y e completar algumas ofertas. Geralmente, estas “ofertas” (offers) são de produtos...alguns de graça, outros você paga uma taxa mínima para prova-lo e ver se é bom pra você...as chamadas ‘ trials’. Existem trials de todos os tipos... Mas, a maioria delas tem uma pegadinha, e por isso é bom ficar de olho, e ler tudo certinho...Mas entro em detalhes sobre isso depois.

Mas aí, você se pergunta como ganhar o tal produto...porque você, como eu, não vai querer sair indicando amigos para irem tentar esses produtos, ainda mais porquê muitas destas ofertas têm as tais pegadinhas escondidas... e também, como saber se no fim, esses amigos vão lá mesmo completar as ofertas?!

Então, como é que pessoas que fazem dinheiro com isso? Bom, todo mundo quer ganhar os tais produtos. Para uso próprio? Geralmente não. Porque não? Porque se eles receberem, por exemplo, um X-Box (o vídeo game) eles podem vendê-lo no E-bay por USD 400.00.

Geralmente, para ganhar um X-Box, ele tem que indicar mais ou menos 10 pessoas. Como eles não vai sair por aí fazendo pedidos aos conhecidos para completarem as ‘offers’, eles entram em um dos fóruns (que eu sei alguns deles) e compram a ajuda das pessoas. Eles pagam desde 20, 30 ou mais dólares, dependendo do que ele esteja querendo ganhar, para que a pessoa vá no site e complete as offers pra eles.

Então vamos supor, ele paga U$20,00 para cada uma das 10 pessoas para completar as ofertas, e no fim ele ganha um X-Box, o vende por U$400,00 e ganha para ele mesmo U$200,00. Dessa forma, todo mundo sai ganhando...O rapaz que está em busca do vídeo-game, as pessoas que completaram as ofertas, e a empresa que faz a propaganda, porque muitas pessoas estão provando os produtos deles. Entenderam?

Cada pessoa segue o caminho que acha melhor. Alguns só completam ofertas...e são pagos conforme a dificuldade das ofertas. Outros preferem pagar os outros e receber os produtos e vende-los em algum outro lugar. E por aí vai...

Agora, a pessoa tem que ser MUITO organizada. Isso porque falei das pegadinhas, certo? O que acontece: Suponha que a empresa W está oferecendo uma trial para o produto Q (que pode ser um membership para um cartão de descontos, ou que você treine um dvd que eles oferecem) por $1. Aí você se cadastra, geralmente informa o seu cartão de crédito para depositarem esse $1, e começa a sua trial...que pode ser de 7 dias, 14 dias, ou 1 mês (geralmente é desta forma). Durante esse período, você genuinamente tem que comprovar o produto, ver o que acha, se usaria no futuro ou não. Mas, antes que o período da trial acabe, você tem que cancelar o seu membership (se você não gostou do produto). Isso porque, em 90% dos casos, se você não os cancela, imediatamente após a trial, eles começam a cobrar o valor real do seu membership, que pode ser $14,99, $29,99...eu já até vi um de $89,99! Quer dizer, aí não há como você ganhar dinheiro algum se você não o cancelar.

Eu já comprovei, e dá certo. Na minha primeira tentativa, em 10 minutos, ganhei $20 (pago na minha conta do PayPal) e gastei $10 no processo - o que é bem mais do que o usual. Mas valeu a pena. Uma pessoa estava pagando os tals $20 para completar uma oferta (que no total vale 1 crédito, e para isso, para obter 1 crédito, você as vezes tem que completar uma oferta ou mais de uma). Completei a oferta da Blockbuster, que oferecia 1 mês de trial, para receber 3 dvd´s de cada vez, ilimitados, por $9,99. Quer dizer, ganhei $20, gastei $9,99 na Blockbuster, e assisti filmes durante este mês até ficar vesga...foi bom demais.

Entenderam? É isso... depende o número de horas que você coloca no trabalho para refletir o quanto dinheiro você pode ganhar. Só que eu não posso divulgar os sites aqui no meu blog (eu acho). E, geralmente, você precisa estar nos EUA ou Canadá para poder participar, mas isso não é uma regra. Também não tenho certeza.

Dúvidas? Me mandem por email, e respondo o que souber quando for possível, ok?!

Bjs, e boa semana ‘procês’...(é assim mesmo, vindo de Minas Gerais).

terça-feira, fevereiro 12, 2008

The Most Special Day...

"We are all a little weird and life´s a little weird, and when we find someone whose weirdness is compatible with ours, we join up with them and fall in mutual weirdness and call it love."

Não podería deixar este dia passar...de jeito nenhum!

Hoje eu e Brandon comemoramos 3 anos de casados! Pois é...parece que foi ontem!

Fui ler os meus posts antigos, da época que nos encontramos, nos conhecemos, nos apaixonamos... Tudo muito especial, inesquecível. E é assim que me sinto hoje...realizada, com uma pessoa que quero aproveitar e passar o resto da minha vida ao seu lado. Fala se há sentimento melhor do que este?

Baby... I´m sorry we are not together today. But still, I want you to know how happy I´m to be your wife. You make me the happiest womam alive, and I cherish every day for being able to call you my husband, enjoy your company, and to have a beautiful family with you.

We are going to be together soon, and celebrate this day for what it´s worth it...

I love you, and I can´t wait to be with you again!

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

...

De novo, ando vivendo numa montanha russa de sentimentos. Como sempre digo... estar perto da família não tem preço! Todos aqueles minutos de angustia numa espera que às vezes parece interminável, se transformam numa realidade um pouco difícil de acreditar. Cheguei... estou aqui!

Tem gente que pode e viaja com freqüência para o Brasil. Não é o meu caso. Acontece uma vez ao ano e olhe lá. E ainda me sinto uma das privilegiadas... tenho amigas que não vão ao Brasil por anos a fio... e por isso nem posso imaginar o coração destas...apertadinhos de saudade.

Como vocês sabem, esta viagem não era planejada. O que esperávamos era uma visita, de meus pais, em Março. Mas nem sempre as coisas acontecem como planejamos. Essa doença está maltratando muito o meu pai...e é por isso que nem falo muito sobre o assunto, pois machuca apenas a lembrança do que está acontecendo. Mas mesmo assim, nos deparamos com uma realidade que não podemos fugir, e não nos sobra alternativa à não ser enfrentá-la.

Nesse momento pensamos muito. Recordamos todos aqueles emails que recebemos que nos lembra o quão importante é sempre dizermos as pessoas que amamos o quanto são importantes para nós. E mesmo que com freqüência me questione se não deixo de expressar o que sinto a quem gosto, ainda assim fica aquele sentimento de se o que faço é o suficiente. Não sei se saberei... talvez no futuro. Quem sabe com certeza?

Mais do que isso... vêm à cabeça milhões de perguntas, talvez numa busca para explicar o que não se pode. Será que vale a pena morar longe? Até que ponto o meu sonho me faz realmente feliz? Vai saber. No fundo sabemos que nem aqui, ali ou acolá, existe a fórmula perfeita da felicidade. Apenas uma oportunidade melhor, dependendo do que cada um considera ser mais importante buscar na vida.

De uma coisa eu sei. É quando moramos bem longe que contabilizamos o que distância realmente significa.

A maioria de nós despreza o estar perto, como que não tendo realmente importância. “O fulano de tal, que eu gosto muito, mora logo ali. Uma hora dessas vou visitá-lo.” E nessa história passam-se dias, semanas, anos. Quem já não fez isso? Eu já. Nem uma, nem duas...várias vezes. Morava em São Caetano e meus pais em Minas... e vinha vê-los apenas 2 ou 3 vezes ao ano. Estava sempre ocupada demais, ou cansada demais, ou... arrumando uma desculpinha extra. Meus parentes...tios e primos, que moram ali em São Bernardo, ou logo alí em São Paulo. Quantos anos passei sem os ver. E daí que eles não vinham me ver?! Porque não tomei a iniciativa? E agora...conto os minutos...porque não sei quando terei outra oportunidade.

Mas enfim...estou feliz em estar aqui. Aprendendo com o passado, para melhorar o agora, e não me arrepender no futuro.

É por isso que de novo...pense um pouco. Faz de conta que esse é mais um daqueles emails...que parece chato demais pra você ler inteiro. Mas que no fundo, você sabe que tem toda a razão. É só difícil admitir. Mas vá lá...visite quem você ama. Deixe aquela desculpa pra lá...encontre um tempinho. Ou, se for longe, esqueça o email e escreva uma carta...a mão. Da forma como fazíamos antigamente...e que hoje, lá no fundinho, você espera que um dia receba de novo de alguém que você tem saudades.

Vai por mim...vai te fazer um bem danado!

segunda-feira, janeiro 28, 2008

10 dias no Brasil...

É mesmo como dizem: Estar perto de quem se ama... não tem preço!

Obrigada pelos votos de melhora... We´re hanging on here! Volto logo com mais notícias.

Bjs,

terça-feira, janeiro 15, 2008

Going to Brasil...

Volto assim que possível...

PS.: Recebi os emails e lí os comentários, e assim que as coisas se acalmarem, volto pra falar mais sobre o post anterior. É que ultimamente, vcs me entendem, a única coisa que me vêm à mente...é me focar na minha família.

Thanks,

Bjs, Cyn

terça-feira, janeiro 08, 2008

Is anybody there????

2008 novinho em folha... e eu nem dei sinal de vida, né?!

Pois bem, meu povo.... estou aqui, contente e apreensiva. Feliz e entristecida. Mas...parece que minha vida é sempre assim, não é mesmo?!

Tenho novidades ótimas na minha vida, a principal delas é que, de novo, faço parte da Organização verdadeira... ou seja, depois de quase 11 anos, minha crença em Jeová faz parte da minha vida, full time.

Becca continua safada... agora fala pelos cotovelos. Só queria entender em que língua ela fala, porque tá difícil, viu?!

A neve decidiu dar as caras por aqui pra valer. Mas ainda bem, geralmente derrete quase tudo no mesmo dia.

Comecei a ganhar um pouquinho de dinheiro pela internet. É pouco, mas é melhor que nada. Se quiser ganhar também...me mande email, eu tento explicar.

Agora, vamos torcer que meu pai vai se recuperar... que esse cancer vai dar uma trégua pra ele melhorar e ficar bem?!

Dá pra vocês torcerem por ele também?!

Bjs,

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Once again ... Road Trip...

Bom, então...vamos mudar o rumo dessa prosa, e como disse minha amiga Rita: "Let's move on, people". Afinal, tive um feriado pra lá de cheio, e quero contar procês em details...

Bom, quando me mudei pra Idaho pensei que no inverno iría viver embaixo de neve. Ledo engano! Enquanto metade do país já andava experimentando os dias brancos, e as dores de cabeça que a neve trás...cá estávamos nós esperando o tal dia chegar. Não que eu goste de neve...quer dizer, é tudo muito bonito quando vc vê...mas o dia-a-dia com ela...é trabalhoso demais!

Mas...estava esperando, e nada. Nevou um pouquinho 2 semanas atrás, mas derreteu tudo no mesmo dia. Por isso, quando o Brandon veio com a história que tinha que comprar correntes para levar no carro no caso de neve, eu dei risada. "Comeone, não neva tanto assim aqui!" Mas ele disse que era mandatório ter as tais correntes no carro, então resolvemos comprar. Afinal, se não as usar, podemos devolver...

Saímos de casa sexta-feira à tarde, correndo, antes que escurecesse... coisa que agora acontece antes da 5 da tarde. Pois é, é claro que podemos dirigir à noite, mas..... em caso de neve (que eu não imaginava de onde viria) melhor não arriscar. Saímos de Idaho, atravessamos uma boa parte do Oregon, e chegamos à Washington. Na primeira parte da estrada no Oregon, tudo é lindo de morrer.... e eu e Brandon já ficamos fazendo planos p/ viajar com meus pais por lá.

Bom, já havíamos comprado no priceline uma noite de Hotel em Yakima, à 2 horas de Seattle (e 5 horas e meia de casa). Resolvemos ficar lá pois teríamos que atravessar o tal do Shoqualmie Pass, que nessa época do ano, pode ser um pouco challenging. Mas eu só notei isso no dia seguinte....

Depois de um café da manhã delicioso num diner, fomos nós pegar a estrada, pensando que rapidiinho, em 2 horas estaríamos em Seattle...

Na estrada, vamos subindo, subindo... começa a chover, o carro mostra a temperatura caindo, caindo...começa a nevar, e entre tempo nublado, chuva e neve...tudo acontece em menos de 5 minutos. De uma hora pra outra, todo mundo começa a deslizar e parar no acostamento pra colocar correntes no carro. Como esse é trabalho do marido, eu fiquei quietinha e quentinha dentro do carro... e como não me abusei à sair, tirei essas fotos do carro da frente, enquanto eles faziam a mesma coisa que nós (no entanto...o homem tinha uma esposa mais considerável que foi ajudá-lo).

Clique nas fotos se quiser aumentá-las)

E assim foi a viagem, e a nossa paisagem até umas 20 milhas de Seattle. Batidas pra lá e pra cá, mas ainda bem, tenho um marido que dirige pra lá de bem, e é super cauteloso. Em coisa de meia hora, fecharam a estrada do sentido contrário p/ carros sem corrente. Os policiais olhavam carro por carro, e nesse momento, fiquei super feliz por termos as nossas!

Chegando em Seattle, de cara, me corta o coração ver uma placa e-n-o-r-m-e informando as direções pra Vancouver, BC (Canada). Ai que vontade de só continuar dirigindo e ir direto pra lá. Infelizmente não tínhamos tempo o suficiente. Tão perto, e os mesmo tempo tão longe.... Ai que SAUDADES!!!!

Bom, fomos direto para downtown conhecer o tal do Public Market (ou Pike Place Market). Imagina, véspera de Natal, não cabia nem um piolho lá. Mas bem interessante a história: foi aberto em 1907, e é um dos mais antigos dos EUA. Como foi construído na beira de um hill, o mercado tem varíos andares abaixo do andar principal, com todos os tipos de lojas, e andando lá por dentro, às vezes até parece um labirinto.

No andar principal, muitas bancas de peixe. Inclusive, o famoso Pike Place Fish Market, onde os empregados jogam os peixes uns para os outros, ao invés de simplesmente passá-los de mão em mão. Não tirei foto porque estava quase impossível chegar perto, tantas as pessoas lá olhando. Além disso, há outros tipos de produtos e comilanças de produtores locais.

Depois de visitar o centro da cidade, fomos pra casa da Meire, que eu só a conhecia pelo blog. Ela também veio como au pair, e acabou casando com o Roger, que é um amor de pessoa. Eles foram tão generosos em nos receber, e nos trataram como reis...sério mesmo. Regalias e regalias. A Meire é um barato...fala pelos cotovelos, e eram tantas coisas pra falar e botar em dia, que começamos umas 15 conversas e não terminamos nenhuma. Um barato. Fora isso...um feijão ma-ra-vi-lho-so que ela fez, que ...ai, só de lembrar me deixa com água na boca.

Bom, chegando Domingo...GAME DAY! Eu estava tão excited com o jogo que mal cabia em mim. Primeiro deixamos a Becca na casa da Débora, que é amiga da Pry...que me indicou, e que foi um amor de pessoa em nos ajudar também. Imagina, nem me conhece, mas se prontificou à cuidar da minha filha. Fomos então para o Estádio, naquela chuva que não parava....mas hey, isso já é de se esperar em Seattle! Antes de pensar em São Paulo como sendo a terra da garoa, pense em Seattle!

Chegando lá, me senti a São Paulina no meio da torcida do Palmeiras. Só dava a gente uniformizado de Ravens, no meio da galera do Seahawks. Mas foi o máximo, ninguém...digo NINGUÉM nos tratou mal, nem nada. Claro...tinham as piadinhas..."tá torcendo pro time errado"..."hey, comeone, you have to change teams!". Mas só. O que era de doer mesmo era o preço da cerveja...USD7.50 por uma simples long neck. Isso sim, cortou meu coração, e especialmente meu bolso!

Mas...deixa pra lá... tudo era festa. Começo do jogo, era tanto barulho da torcida adversária (ou seja, os 80 mil fãs contra a gente) que eu não conseguia ouvir a minha prórpia voz. Inacreditável....

Mas foi o máximo...mesmo que por mais que eu gritasse "GO RAVENS, GO"...eu continuava não escutando a minha própria voz. Resultado? Se eu não conseguia me escutar, lógico que os players também não conseguiram, e aí...pois é, perdemos o jogo: 27 X 6, rs. Mas tudo bem...eu já sabia que isso ía acontecer.... O que valeu foi a intenção e a emoção - hell yeah, I'm a football FAN! LOVE IT!

Dormimos em Seattle Downtown no Domingo, num hotel chiquetérrimo (pois é, thanks to priceline) e foi tudo de bom. Segunda feira, dia da longa volta, mas não antes de conhecer o famoso Space Needle. O bichinho é alto pra danar mesmo.... Mas, não pegamos o elevador, pois o Brandon se recusa a pagar $16 doletas pra isso. Eu estava doidinha, mas ele disse não...então é não.

E foi assim...depois de mais uma visitadinha pela cidade - que acredite, não choveu na nossa saída! - começamos o longo caminho de volta...que nos proporcionou as mesmas aventuras da vinda. Porque com a gente, é sempre assim....

Mas...amei. Tudo bonito e como eu esperava. Agora eu posso riscar da minha listinha mais uma das cidades que eu gostaría de de conhecer...

E vocês...andaram aproveitando o feriado numa boa?!

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Resposta às respostas...

Nos últimos dois dias andei lendo os comentários, calada. Assim como o blog é um meio de expressão, free, os comentários também estão aí pra quem quiser comentar e dizer (quase) o que bem entende e vêm à mente. Mas há um limite...

Eu sou à favor da expressão live e estou aberta à opiniões diferentes. Afinal, o que sería desse planeta se todo mundo pensasse exatamente da mesma forma...?! Aliás, sou madura o suficiente para, quando certa que tive uma opinião errada sobre alguma coisa, e à vista de novas evidências, mudar essa minha opinião. Não acho nada errado nisso. Errado é ser orgulhoso, saber que alguma coisa (ou opinião) está errada, e continuar batendo na mesma tecla só pra não ter de se mostrar fraco, ou passar por mal entendido, ou digamos, menos entendido.

No entanto, se for em relação ao post anterior, eu continuo concordando com cada palavra que escrevi. Não acho que estou sendo preconceituosa... até porquê, como disse Voltaire, “preconceito é uma opinião sem julgamento”, ou seja "adquirimos uma opinião qualquer, não verificamos sua razão de ser e passamos a acreditar naquilo, simplesmente." Muita gente taxa uma atitude de preconceituosas, sem pensar duas vezes sobre o que isto significa.

Pode ser que eu adquiri a idéia sendo preconceituosa, mas, antes de decidir me expor e falar sobre o assunto, fui ler mais, e entender à respeito do que queria falar, e acabei confirmando muitos dos meus pensamentos. E mais, eu já passei por isso, eu conheço quem passa por isso, e sei de gente que decide tomar direções diferentes. À partir disso, isso é apenas a minha opinião, e não preconceito.

Por exemplo, eu não tenho preconceito aos Judeus, ou Católicos, ou whatever. E antes que comecemos à discutir religião, eu conheço a doutrina deles, respeito, mas não concordo. Essa é a minha opinião. E segundo a minha opinião, não vou viver ou seguir vivendo a vida deles, porque não concordo com ela. Simples assim.

Agora, vir no meu blog discordar da minha opinião, não tem problema algum. Mas seja decente, não seja de baixo calão. Como disse a minha amiga Janice (que muitas e muitas vezes discorda de mim), vir aqui jogar pedras em mim e não ter confidência ideológica pra se identificar, não está com nada. É no mínimo, triste. E pra quem quis me defender, obrigada pela intenção e tentativa.

Desejar o mal...ou que eu receba em DOBRO tudo o que eu desejo à essas pessoas...bom, hoje estamos indo pra Seattle assistir Seahawks X Ravens, vou conhecer a cidade e assistir o jogo que são sonhos antigos, vou conhecer não só uma, mas 3 amigas que conhecí aqui pelo blog...(aliás, uma vai me hospedar na casa dela), essa semana o Brandon recebeu um bônus ótimo da empresa que não esperávamos, acabamos de ganhar uma washer & dryer, meus pais vêm pra cá em 2 meses, e outras coisinhas mais. Se fosse assim, se eu realmente desejasse tanto mal assim, essas coisas não deveríam estar acontecendo comigo, não é não?! ... Mas anyway, aceito as desculpas.

E ahh.... felizmente ( ou infelizmente) ainda não há a mínima possibilidade de vcs me verem no Biggest Loser, porque pra ser qualificada à pelo menos me inscrever...nossa, tenho que ganhar muitos, mas muitos mais kilos.

Quanto às crianças nascidas aqui de pais ilegais, as duas queridas que deixaram comentário parecem não ter a mínima idéia do que está acontecendo. Tanto que há até uma expressão para a situação: "anchor babies". Os pais se beneficiam sim. A criança quando atinge os 21 anos pode entrar com pedido de imigração para os pais, irmãos, etc... E assim, toda a família pode vir. Nesse meio tempo, raramente os juízes mandam os pais ilegais embora. Eles ou aprovam um processo para que os pais sejam ilegíveis para entrar com o processo para residência, ou simplesmente os deixam continuarem aqui, vivendo ilegais.

A criança nascida em território americano de pais ilegais é cidadã apenas pelo 14th amendment, que foi incluido na Constituição depois da Guerra Civil para garantir que nenhuma injustiça fosse feita aos Americanos Africanos, ou seja, para que não se pudesse refusar cidadania aos negros que já moravam aqui e seus filhos, já nascidos ou à nascer. E a forma que se foi falada, parece que é assim que funciona em todo país! Mas não... muitos países não o permitem que uma criança seja automaticamente dada cidadania só porque nasceu no solo daquele país.

A única coisa que falo nesse sentido é que não envolve apenas a minha situação, mas de outras pessoas que tentam imigrar para um país, seja esse o país que for. Segundo o que foi escrito: "Disrespect for the rule of law: By not closing this loophole, Congress in effect rewards law-breakers and punishes those who have chosen to follow the rules and immigrate legally."

Se quiser mesmo entender o que acontece, leia este articulo .Se quiser continuar não concordando, tudo bem, é simplesmente a sua opinião.

E, só mais uma vez...o problema não é o imigrante ilegal em sí... eu não tenho nada com isso. E sim, o que expliquei no penultimo parágrafo do post anterior.

Mas, já que para alguns a minha opinião não importa, porque eu sou uma pobre imortal imigrante, semana que vem pode ser que o Brandon venha aqui, com a opinião dele, de cidadão americano nascido aqui.

Sei que o assunto é contraditório, mas... no mínimo, vamos ser educados. Se não estiver contente, o X aí em cima, do lado direiro da sua tela, é a serventia do blog.

Enquanto isso minha gente, deixe-me ir...afinal, I'm going to Seattle baby!