terça-feira, fevereiro 19, 2008

Extra Cash....

Ainda no Brasil, e agora numa expectativa grande na espera da chegada do maridão na próxima semana. E parece que ele está mais ansioso do que eu, nem cabe em si de tanto “excitement” . No fundo é um sentimento bom, principalmente para nós, casados com estrangeiros, que os nossos ‘parceiros’ também gostem de nossa Terra Natal tanto quanto é o nosso carinho por ela. Isso é bom demais...

Mas então...no fim das contas, falei sobre como ganhar um dinheirinho pela internet, recebi mensagens e afins, e com essa história de viagem de última hora, visita ao Brasil, etc...acabei não podendo responder. Mil desculpas, pessoal.

Agora, o negócio é o seguinte...quando falo dinheirinho....digo porque é dinheiriiiii....nho mesmo! Tem gente que já se empolga, e esse não é bem o objetivo. Quer dizer, depende.

O negócio é mais ou menos assim (e resumindo): Todo mundo recebe, vez ou outra, emails...ou, já deve ter visto promoções na internet do tipo: Free Playstation, Free Câmera Digital...free isso, free aquilo. Aí, acredito que muitos como eu, já devem ter ido adiante pra ver do que se tratavam, e daí eles pedem pra que complete uma oferta, que no fim custa dinheiro...e aí você já aperta o x (izinho) da telinha e sai de mansinho. Afinal, como eu sempre pensei, se é muito bom...não é verdade.

Bom, o que acontece é que essas ofertas são de fato verdades. Obviamente, elas não são tão fáceis de completar, ou seja, pra ganhar a tal da câmera digital, não é bem um negócio da China.

O que acontece na maioria das vezes é que, para você ganhar o tal produto, você tem que indicar um número X de amigos (até então, amigos), conhecidos como ‘referals’ e esses seus amigos tem que ir num site Y e completar algumas ofertas. Geralmente, estas “ofertas” (offers) são de produtos...alguns de graça, outros você paga uma taxa mínima para prova-lo e ver se é bom pra você...as chamadas ‘ trials’. Existem trials de todos os tipos... Mas, a maioria delas tem uma pegadinha, e por isso é bom ficar de olho, e ler tudo certinho...Mas entro em detalhes sobre isso depois.

Mas aí, você se pergunta como ganhar o tal produto...porque você, como eu, não vai querer sair indicando amigos para irem tentar esses produtos, ainda mais porquê muitas destas ofertas têm as tais pegadinhas escondidas... e também, como saber se no fim, esses amigos vão lá mesmo completar as ofertas?!

Então, como é que pessoas que fazem dinheiro com isso? Bom, todo mundo quer ganhar os tais produtos. Para uso próprio? Geralmente não. Porque não? Porque se eles receberem, por exemplo, um X-Box (o vídeo game) eles podem vendê-lo no E-bay por USD 400.00.

Geralmente, para ganhar um X-Box, ele tem que indicar mais ou menos 10 pessoas. Como eles não vai sair por aí fazendo pedidos aos conhecidos para completarem as ‘offers’, eles entram em um dos fóruns (que eu sei alguns deles) e compram a ajuda das pessoas. Eles pagam desde 20, 30 ou mais dólares, dependendo do que ele esteja querendo ganhar, para que a pessoa vá no site e complete as offers pra eles.

Então vamos supor, ele paga U$20,00 para cada uma das 10 pessoas para completar as ofertas, e no fim ele ganha um X-Box, o vende por U$400,00 e ganha para ele mesmo U$200,00. Dessa forma, todo mundo sai ganhando...O rapaz que está em busca do vídeo-game, as pessoas que completaram as ofertas, e a empresa que faz a propaganda, porque muitas pessoas estão provando os produtos deles. Entenderam?

Cada pessoa segue o caminho que acha melhor. Alguns só completam ofertas...e são pagos conforme a dificuldade das ofertas. Outros preferem pagar os outros e receber os produtos e vende-los em algum outro lugar. E por aí vai...

Agora, a pessoa tem que ser MUITO organizada. Isso porque falei das pegadinhas, certo? O que acontece: Suponha que a empresa W está oferecendo uma trial para o produto Q (que pode ser um membership para um cartão de descontos, ou que você treine um dvd que eles oferecem) por $1. Aí você se cadastra, geralmente informa o seu cartão de crédito para depositarem esse $1, e começa a sua trial...que pode ser de 7 dias, 14 dias, ou 1 mês (geralmente é desta forma). Durante esse período, você genuinamente tem que comprovar o produto, ver o que acha, se usaria no futuro ou não. Mas, antes que o período da trial acabe, você tem que cancelar o seu membership (se você não gostou do produto). Isso porque, em 90% dos casos, se você não os cancela, imediatamente após a trial, eles começam a cobrar o valor real do seu membership, que pode ser $14,99, $29,99...eu já até vi um de $89,99! Quer dizer, aí não há como você ganhar dinheiro algum se você não o cancelar.

Eu já comprovei, e dá certo. Na minha primeira tentativa, em 10 minutos, ganhei $20 (pago na minha conta do PayPal) e gastei $10 no processo - o que é bem mais do que o usual. Mas valeu a pena. Uma pessoa estava pagando os tals $20 para completar uma oferta (que no total vale 1 crédito, e para isso, para obter 1 crédito, você as vezes tem que completar uma oferta ou mais de uma). Completei a oferta da Blockbuster, que oferecia 1 mês de trial, para receber 3 dvd´s de cada vez, ilimitados, por $9,99. Quer dizer, ganhei $20, gastei $9,99 na Blockbuster, e assisti filmes durante este mês até ficar vesga...foi bom demais.

Entenderam? É isso... depende o número de horas que você coloca no trabalho para refletir o quanto dinheiro você pode ganhar. Só que eu não posso divulgar os sites aqui no meu blog (eu acho). E, geralmente, você precisa estar nos EUA ou Canadá para poder participar, mas isso não é uma regra. Também não tenho certeza.

Dúvidas? Me mandem por email, e respondo o que souber quando for possível, ok?!

Bjs, e boa semana ‘procês’...(é assim mesmo, vindo de Minas Gerais).

terça-feira, fevereiro 12, 2008

The Most Special Day...

"We are all a little weird and life´s a little weird, and when we find someone whose weirdness is compatible with ours, we join up with them and fall in mutual weirdness and call it love."

Não podería deixar este dia passar...de jeito nenhum!

Hoje eu e Brandon comemoramos 3 anos de casados! Pois é...parece que foi ontem!

Fui ler os meus posts antigos, da época que nos encontramos, nos conhecemos, nos apaixonamos... Tudo muito especial, inesquecível. E é assim que me sinto hoje...realizada, com uma pessoa que quero aproveitar e passar o resto da minha vida ao seu lado. Fala se há sentimento melhor do que este?

Baby... I´m sorry we are not together today. But still, I want you to know how happy I´m to be your wife. You make me the happiest womam alive, and I cherish every day for being able to call you my husband, enjoy your company, and to have a beautiful family with you.

We are going to be together soon, and celebrate this day for what it´s worth it...

I love you, and I can´t wait to be with you again!

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

...

De novo, ando vivendo numa montanha russa de sentimentos. Como sempre digo... estar perto da família não tem preço! Todos aqueles minutos de angustia numa espera que às vezes parece interminável, se transformam numa realidade um pouco difícil de acreditar. Cheguei... estou aqui!

Tem gente que pode e viaja com freqüência para o Brasil. Não é o meu caso. Acontece uma vez ao ano e olhe lá. E ainda me sinto uma das privilegiadas... tenho amigas que não vão ao Brasil por anos a fio... e por isso nem posso imaginar o coração destas...apertadinhos de saudade.

Como vocês sabem, esta viagem não era planejada. O que esperávamos era uma visita, de meus pais, em Março. Mas nem sempre as coisas acontecem como planejamos. Essa doença está maltratando muito o meu pai...e é por isso que nem falo muito sobre o assunto, pois machuca apenas a lembrança do que está acontecendo. Mas mesmo assim, nos deparamos com uma realidade que não podemos fugir, e não nos sobra alternativa à não ser enfrentá-la.

Nesse momento pensamos muito. Recordamos todos aqueles emails que recebemos que nos lembra o quão importante é sempre dizermos as pessoas que amamos o quanto são importantes para nós. E mesmo que com freqüência me questione se não deixo de expressar o que sinto a quem gosto, ainda assim fica aquele sentimento de se o que faço é o suficiente. Não sei se saberei... talvez no futuro. Quem sabe com certeza?

Mais do que isso... vêm à cabeça milhões de perguntas, talvez numa busca para explicar o que não se pode. Será que vale a pena morar longe? Até que ponto o meu sonho me faz realmente feliz? Vai saber. No fundo sabemos que nem aqui, ali ou acolá, existe a fórmula perfeita da felicidade. Apenas uma oportunidade melhor, dependendo do que cada um considera ser mais importante buscar na vida.

De uma coisa eu sei. É quando moramos bem longe que contabilizamos o que distância realmente significa.

A maioria de nós despreza o estar perto, como que não tendo realmente importância. “O fulano de tal, que eu gosto muito, mora logo ali. Uma hora dessas vou visitá-lo.” E nessa história passam-se dias, semanas, anos. Quem já não fez isso? Eu já. Nem uma, nem duas...várias vezes. Morava em São Caetano e meus pais em Minas... e vinha vê-los apenas 2 ou 3 vezes ao ano. Estava sempre ocupada demais, ou cansada demais, ou... arrumando uma desculpinha extra. Meus parentes...tios e primos, que moram ali em São Bernardo, ou logo alí em São Paulo. Quantos anos passei sem os ver. E daí que eles não vinham me ver?! Porque não tomei a iniciativa? E agora...conto os minutos...porque não sei quando terei outra oportunidade.

Mas enfim...estou feliz em estar aqui. Aprendendo com o passado, para melhorar o agora, e não me arrepender no futuro.

É por isso que de novo...pense um pouco. Faz de conta que esse é mais um daqueles emails...que parece chato demais pra você ler inteiro. Mas que no fundo, você sabe que tem toda a razão. É só difícil admitir. Mas vá lá...visite quem você ama. Deixe aquela desculpa pra lá...encontre um tempinho. Ou, se for longe, esqueça o email e escreva uma carta...a mão. Da forma como fazíamos antigamente...e que hoje, lá no fundinho, você espera que um dia receba de novo de alguém que você tem saudades.

Vai por mim...vai te fazer um bem danado!

segunda-feira, janeiro 28, 2008

10 dias no Brasil...

É mesmo como dizem: Estar perto de quem se ama... não tem preço!

Obrigada pelos votos de melhora... We´re hanging on here! Volto logo com mais notícias.

Bjs,

terça-feira, janeiro 15, 2008

Going to Brasil...

Volto assim que possível...

PS.: Recebi os emails e lí os comentários, e assim que as coisas se acalmarem, volto pra falar mais sobre o post anterior. É que ultimamente, vcs me entendem, a única coisa que me vêm à mente...é me focar na minha família.

Thanks,

Bjs, Cyn

terça-feira, janeiro 08, 2008

Is anybody there????

2008 novinho em folha... e eu nem dei sinal de vida, né?!

Pois bem, meu povo.... estou aqui, contente e apreensiva. Feliz e entristecida. Mas...parece que minha vida é sempre assim, não é mesmo?!

Tenho novidades ótimas na minha vida, a principal delas é que, de novo, faço parte da Organização verdadeira... ou seja, depois de quase 11 anos, minha crença em Jeová faz parte da minha vida, full time.

Becca continua safada... agora fala pelos cotovelos. Só queria entender em que língua ela fala, porque tá difícil, viu?!

A neve decidiu dar as caras por aqui pra valer. Mas ainda bem, geralmente derrete quase tudo no mesmo dia.

Comecei a ganhar um pouquinho de dinheiro pela internet. É pouco, mas é melhor que nada. Se quiser ganhar também...me mande email, eu tento explicar.

Agora, vamos torcer que meu pai vai se recuperar... que esse cancer vai dar uma trégua pra ele melhorar e ficar bem?!

Dá pra vocês torcerem por ele também?!

Bjs,

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Once again ... Road Trip...

Bom, então...vamos mudar o rumo dessa prosa, e como disse minha amiga Rita: "Let's move on, people". Afinal, tive um feriado pra lá de cheio, e quero contar procês em details...

Bom, quando me mudei pra Idaho pensei que no inverno iría viver embaixo de neve. Ledo engano! Enquanto metade do país já andava experimentando os dias brancos, e as dores de cabeça que a neve trás...cá estávamos nós esperando o tal dia chegar. Não que eu goste de neve...quer dizer, é tudo muito bonito quando vc vê...mas o dia-a-dia com ela...é trabalhoso demais!

Mas...estava esperando, e nada. Nevou um pouquinho 2 semanas atrás, mas derreteu tudo no mesmo dia. Por isso, quando o Brandon veio com a história que tinha que comprar correntes para levar no carro no caso de neve, eu dei risada. "Comeone, não neva tanto assim aqui!" Mas ele disse que era mandatório ter as tais correntes no carro, então resolvemos comprar. Afinal, se não as usar, podemos devolver...

Saímos de casa sexta-feira à tarde, correndo, antes que escurecesse... coisa que agora acontece antes da 5 da tarde. Pois é, é claro que podemos dirigir à noite, mas..... em caso de neve (que eu não imaginava de onde viria) melhor não arriscar. Saímos de Idaho, atravessamos uma boa parte do Oregon, e chegamos à Washington. Na primeira parte da estrada no Oregon, tudo é lindo de morrer.... e eu e Brandon já ficamos fazendo planos p/ viajar com meus pais por lá.

Bom, já havíamos comprado no priceline uma noite de Hotel em Yakima, à 2 horas de Seattle (e 5 horas e meia de casa). Resolvemos ficar lá pois teríamos que atravessar o tal do Shoqualmie Pass, que nessa época do ano, pode ser um pouco challenging. Mas eu só notei isso no dia seguinte....

Depois de um café da manhã delicioso num diner, fomos nós pegar a estrada, pensando que rapidiinho, em 2 horas estaríamos em Seattle...

Na estrada, vamos subindo, subindo... começa a chover, o carro mostra a temperatura caindo, caindo...começa a nevar, e entre tempo nublado, chuva e neve...tudo acontece em menos de 5 minutos. De uma hora pra outra, todo mundo começa a deslizar e parar no acostamento pra colocar correntes no carro. Como esse é trabalho do marido, eu fiquei quietinha e quentinha dentro do carro... e como não me abusei à sair, tirei essas fotos do carro da frente, enquanto eles faziam a mesma coisa que nós (no entanto...o homem tinha uma esposa mais considerável que foi ajudá-lo).

Clique nas fotos se quiser aumentá-las)

E assim foi a viagem, e a nossa paisagem até umas 20 milhas de Seattle. Batidas pra lá e pra cá, mas ainda bem, tenho um marido que dirige pra lá de bem, e é super cauteloso. Em coisa de meia hora, fecharam a estrada do sentido contrário p/ carros sem corrente. Os policiais olhavam carro por carro, e nesse momento, fiquei super feliz por termos as nossas!

Chegando em Seattle, de cara, me corta o coração ver uma placa e-n-o-r-m-e informando as direções pra Vancouver, BC (Canada). Ai que vontade de só continuar dirigindo e ir direto pra lá. Infelizmente não tínhamos tempo o suficiente. Tão perto, e os mesmo tempo tão longe.... Ai que SAUDADES!!!!

Bom, fomos direto para downtown conhecer o tal do Public Market (ou Pike Place Market). Imagina, véspera de Natal, não cabia nem um piolho lá. Mas bem interessante a história: foi aberto em 1907, e é um dos mais antigos dos EUA. Como foi construído na beira de um hill, o mercado tem varíos andares abaixo do andar principal, com todos os tipos de lojas, e andando lá por dentro, às vezes até parece um labirinto.

No andar principal, muitas bancas de peixe. Inclusive, o famoso Pike Place Fish Market, onde os empregados jogam os peixes uns para os outros, ao invés de simplesmente passá-los de mão em mão. Não tirei foto porque estava quase impossível chegar perto, tantas as pessoas lá olhando. Além disso, há outros tipos de produtos e comilanças de produtores locais.

Depois de visitar o centro da cidade, fomos pra casa da Meire, que eu só a conhecia pelo blog. Ela também veio como au pair, e acabou casando com o Roger, que é um amor de pessoa. Eles foram tão generosos em nos receber, e nos trataram como reis...sério mesmo. Regalias e regalias. A Meire é um barato...fala pelos cotovelos, e eram tantas coisas pra falar e botar em dia, que começamos umas 15 conversas e não terminamos nenhuma. Um barato. Fora isso...um feijão ma-ra-vi-lho-so que ela fez, que ...ai, só de lembrar me deixa com água na boca.

Bom, chegando Domingo...GAME DAY! Eu estava tão excited com o jogo que mal cabia em mim. Primeiro deixamos a Becca na casa da Débora, que é amiga da Pry...que me indicou, e que foi um amor de pessoa em nos ajudar também. Imagina, nem me conhece, mas se prontificou à cuidar da minha filha. Fomos então para o Estádio, naquela chuva que não parava....mas hey, isso já é de se esperar em Seattle! Antes de pensar em São Paulo como sendo a terra da garoa, pense em Seattle!

Chegando lá, me senti a São Paulina no meio da torcida do Palmeiras. Só dava a gente uniformizado de Ravens, no meio da galera do Seahawks. Mas foi o máximo, ninguém...digo NINGUÉM nos tratou mal, nem nada. Claro...tinham as piadinhas..."tá torcendo pro time errado"..."hey, comeone, you have to change teams!". Mas só. O que era de doer mesmo era o preço da cerveja...USD7.50 por uma simples long neck. Isso sim, cortou meu coração, e especialmente meu bolso!

Mas...deixa pra lá... tudo era festa. Começo do jogo, era tanto barulho da torcida adversária (ou seja, os 80 mil fãs contra a gente) que eu não conseguia ouvir a minha prórpia voz. Inacreditável....

Mas foi o máximo...mesmo que por mais que eu gritasse "GO RAVENS, GO"...eu continuava não escutando a minha própria voz. Resultado? Se eu não conseguia me escutar, lógico que os players também não conseguiram, e aí...pois é, perdemos o jogo: 27 X 6, rs. Mas tudo bem...eu já sabia que isso ía acontecer.... O que valeu foi a intenção e a emoção - hell yeah, I'm a football FAN! LOVE IT!

Dormimos em Seattle Downtown no Domingo, num hotel chiquetérrimo (pois é, thanks to priceline) e foi tudo de bom. Segunda feira, dia da longa volta, mas não antes de conhecer o famoso Space Needle. O bichinho é alto pra danar mesmo.... Mas, não pegamos o elevador, pois o Brandon se recusa a pagar $16 doletas pra isso. Eu estava doidinha, mas ele disse não...então é não.

E foi assim...depois de mais uma visitadinha pela cidade - que acredite, não choveu na nossa saída! - começamos o longo caminho de volta...que nos proporcionou as mesmas aventuras da vinda. Porque com a gente, é sempre assim....

Mas...amei. Tudo bonito e como eu esperava. Agora eu posso riscar da minha listinha mais uma das cidades que eu gostaría de de conhecer...

E vocês...andaram aproveitando o feriado numa boa?!

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Resposta às respostas...

Nos últimos dois dias andei lendo os comentários, calada. Assim como o blog é um meio de expressão, free, os comentários também estão aí pra quem quiser comentar e dizer (quase) o que bem entende e vêm à mente. Mas há um limite...

Eu sou à favor da expressão live e estou aberta à opiniões diferentes. Afinal, o que sería desse planeta se todo mundo pensasse exatamente da mesma forma...?! Aliás, sou madura o suficiente para, quando certa que tive uma opinião errada sobre alguma coisa, e à vista de novas evidências, mudar essa minha opinião. Não acho nada errado nisso. Errado é ser orgulhoso, saber que alguma coisa (ou opinião) está errada, e continuar batendo na mesma tecla só pra não ter de se mostrar fraco, ou passar por mal entendido, ou digamos, menos entendido.

No entanto, se for em relação ao post anterior, eu continuo concordando com cada palavra que escrevi. Não acho que estou sendo preconceituosa... até porquê, como disse Voltaire, “preconceito é uma opinião sem julgamento”, ou seja "adquirimos uma opinião qualquer, não verificamos sua razão de ser e passamos a acreditar naquilo, simplesmente." Muita gente taxa uma atitude de preconceituosas, sem pensar duas vezes sobre o que isto significa.

Pode ser que eu adquiri a idéia sendo preconceituosa, mas, antes de decidir me expor e falar sobre o assunto, fui ler mais, e entender à respeito do que queria falar, e acabei confirmando muitos dos meus pensamentos. E mais, eu já passei por isso, eu conheço quem passa por isso, e sei de gente que decide tomar direções diferentes. À partir disso, isso é apenas a minha opinião, e não preconceito.

Por exemplo, eu não tenho preconceito aos Judeus, ou Católicos, ou whatever. E antes que comecemos à discutir religião, eu conheço a doutrina deles, respeito, mas não concordo. Essa é a minha opinião. E segundo a minha opinião, não vou viver ou seguir vivendo a vida deles, porque não concordo com ela. Simples assim.

Agora, vir no meu blog discordar da minha opinião, não tem problema algum. Mas seja decente, não seja de baixo calão. Como disse a minha amiga Janice (que muitas e muitas vezes discorda de mim), vir aqui jogar pedras em mim e não ter confidência ideológica pra se identificar, não está com nada. É no mínimo, triste. E pra quem quis me defender, obrigada pela intenção e tentativa.

Desejar o mal...ou que eu receba em DOBRO tudo o que eu desejo à essas pessoas...bom, hoje estamos indo pra Seattle assistir Seahawks X Ravens, vou conhecer a cidade e assistir o jogo que são sonhos antigos, vou conhecer não só uma, mas 3 amigas que conhecí aqui pelo blog...(aliás, uma vai me hospedar na casa dela), essa semana o Brandon recebeu um bônus ótimo da empresa que não esperávamos, acabamos de ganhar uma washer & dryer, meus pais vêm pra cá em 2 meses, e outras coisinhas mais. Se fosse assim, se eu realmente desejasse tanto mal assim, essas coisas não deveríam estar acontecendo comigo, não é não?! ... Mas anyway, aceito as desculpas.

E ahh.... felizmente ( ou infelizmente) ainda não há a mínima possibilidade de vcs me verem no Biggest Loser, porque pra ser qualificada à pelo menos me inscrever...nossa, tenho que ganhar muitos, mas muitos mais kilos.

Quanto às crianças nascidas aqui de pais ilegais, as duas queridas que deixaram comentário parecem não ter a mínima idéia do que está acontecendo. Tanto que há até uma expressão para a situação: "anchor babies". Os pais se beneficiam sim. A criança quando atinge os 21 anos pode entrar com pedido de imigração para os pais, irmãos, etc... E assim, toda a família pode vir. Nesse meio tempo, raramente os juízes mandam os pais ilegais embora. Eles ou aprovam um processo para que os pais sejam ilegíveis para entrar com o processo para residência, ou simplesmente os deixam continuarem aqui, vivendo ilegais.

A criança nascida em território americano de pais ilegais é cidadã apenas pelo 14th amendment, que foi incluido na Constituição depois da Guerra Civil para garantir que nenhuma injustiça fosse feita aos Americanos Africanos, ou seja, para que não se pudesse refusar cidadania aos negros que já moravam aqui e seus filhos, já nascidos ou à nascer. E a forma que se foi falada, parece que é assim que funciona em todo país! Mas não... muitos países não o permitem que uma criança seja automaticamente dada cidadania só porque nasceu no solo daquele país.

A única coisa que falo nesse sentido é que não envolve apenas a minha situação, mas de outras pessoas que tentam imigrar para um país, seja esse o país que for. Segundo o que foi escrito: "Disrespect for the rule of law: By not closing this loophole, Congress in effect rewards law-breakers and punishes those who have chosen to follow the rules and immigrate legally."

Se quiser mesmo entender o que acontece, leia este articulo .Se quiser continuar não concordando, tudo bem, é simplesmente a sua opinião.

E, só mais uma vez...o problema não é o imigrante ilegal em sí... eu não tenho nada com isso. E sim, o que expliquei no penultimo parágrafo do post anterior.

Mas, já que para alguns a minha opinião não importa, porque eu sou uma pobre imortal imigrante, semana que vem pode ser que o Brandon venha aqui, com a opinião dele, de cidadão americano nascido aqui.

Sei que o assunto é contraditório, mas... no mínimo, vamos ser educados. Se não estiver contente, o X aí em cima, do lado direiro da sua tela, é a serventia do blog.

Enquanto isso minha gente, deixe-me ir...afinal, I'm going to Seattle baby!

quarta-feira, dezembro 19, 2007

O motivo da indignação...

Quem me conhece, ou pelo menos lê o meu blog por um tempinho, sabe que uma das coisas que eu mais falo é que não gosto de generalizar. Nunca! E não é agora que vou começar.

Há casos e casos. E é aí que entra o seu bom-senso. Quando disse que parte do dinheiro que pagamos em taxas vai pra quem mora aqui ilegal e fica tendo filho sem seguro médico, disse porque é verdade.

É lógico que existem pessoas que estão tendo uma gravidez totalmente inesperada, e eu de forma alguma as julgo. E isso serve tanto pra quem mora aqui legalmente ou ilegalmente. Eu sei que há casos em que a família está passando por dificuldades, e de forma alguma espero que estas pessoas sofram. Eu jamais esperaría o mal de alguma pessoa, seja ela quem for.

Mas julgo a pessoa que é ilegal e fica gravida intencionalmente pra ter o filho nos EUA, porque mesmo que exista uma lei na Constituição dizendo que filho de pais ilegais não tem direito à cidadania, o que acontece hoje é exatamente o contrário. Hoje em dia, a criança nascida aqui é considerada cidadã e aí toda a família vêm junto. E além de fazer isso, ainda faz à custa dos outros.

Veja bem…eu não sou Americana (nunca quis ser - vou ser para, por exemplo, permitir que meu irmão venha me visitar), e não deveria estar nem aí pra quem entra aqui ou não. Legalmente ou ilegalmente. Mas quando isso deixa de ser justo, aí sim, eu me incomodo. Por que no fim, não é justo pra quem paga milhares de dólares em taxas, suportar quem não está nem aí pra pagar taxas também. E pra quem não sabe, a quantidade de taxas que qualquer um paga, é de acordo com o que se ganha. Quem ganha pouco, a porcentangem é menor, quem ganha mais, é maior. E por isso não é justo ninguém viver aqui sem pagar nada. Esse país já oferece opportunities demais pra todo mundo…e tomar vantagem disso já é abuso demais.

Se vamos ser justos, vamos ser justos. Tem imigrante ilegal que paga taxas, mas a maioria não paga. E em grande parte, o motivo não é porque estão em dificuldades, mas porque não estão nem aí mesmo! Se você for notar - por exemplo muitos dos brasileiros - a maioria que veio pra cá não foi porque estavam sofrendo no Brasil, ou porque estavam levando essa vida miserável que alguns disseram. Vieram pra ganhar (mais) dinheiro que poderíam ganhar no Brasil.

Aí dizem que não têm instrução nem nada, mas são malandros o sufficiente pra falsificar passaporte, pra arrumar gente que os levarão pela fronteira do México, e aí sim…pra isso eles acham dinheiro pra pagar esse pessoal. Pensar em estudar, em escola pública como eu estudei a vida inteira, e vir de forma legal como num programa de au pair que custa só mil dólares, aí não dá né.

Aí… esse mesmo pessoal, trabalha aqui, não paga 1 centavo em taxas pro groverno, estão juntando milhares de dólares e construindo casarão no país deles, ficam doentes, e vão usar o Medicare de graça, com o dinheiro que nós pagamos, e você acha que eu concordo com isso? Porque não tiram o dinheiro da grana que estão juntando e pagam um médico? Ahhh, porque aí não dá né.

Ou...não dão uma ajudinha pro governo, mas tem garantido que os filhos estudem em escolas publicas. As crianças, coitadas, não tem nada a ver com isso... mas, será que tem justificativa o que os pais fazem? À custo dos outros?

No ano passado minha família pagou mais de US$20 mil dólares só em taxas. Assim, descontado direto do pay check. Sabe o que eu podia comprar no Brasil com esse dinheiro? Mas não…a gente faz o certo. Do que sobrou ainda pagamos seguro médico. Sabe porque mudamos pra Idaho? Porque o que estávamos ganhando não era o sufficiente pra pagar as nossas contas. Venha aqui me perguntar o que é passar dificuldade!

Aqui no novo Estado, a empresa que o Brandon trabalha é de porte bem menor do que a empresa interior. O que significa que o seguro médico não é tão bom assim. Mesmo assim, ainda pago, só da minha parte, $300.00 por mês em seguro médico. E isso só cobre 80% da conta. Mês passado tive uma miscarriage, fui pro hospital ver o que estava acontecendo, e só fizeram 1 exame de sangue e 1 ultrassom. Mesmo assim, a conta foi quase $2000, e disso, eu tenho que pagar $300. Eu não tenho dinheiro sobrando, mas…pagamos taxas, pagamos seguro, e ainda vamos ter que nos virar pra pagar essa conta. Esse é só 1 exemplo do que acontece no nosso dia-a-dia.

Eu sei bem que o dinheiro que pagamos vão pra centenas de áreas, e que o governo usa isso em coisas que eu também não concordo, como a Guerra. Mas são coisas que eu não posso mudar.

Eu não tenho problema com o imigrante ilegal em si. Quando os mencionei, foi no quesito o ilegal folgado, que não está aqui porque está passando tanta dificuldade assim. É aquele que só quer receber, e não quer saber de dar. É aquele imigrante que quer tomar vantagem, mesmo vivendo num país que oferece mil e uma oportunidades de crescimento. Que quer o melhor pra sí à custa dos outros. Pra esse tipo de gente, eu não tenho um pinguinho de dó. E eu não posso fazer nada nesse sentido à não ser me indignar. Por que é por causa desses imigrantes, que pessoas boas como meu irmão, que querem vir pra cá sem nenhum outro motivo à não ser me visitar, se danam. Por que ao entender do pessoal lá na embaixada, são todos farinha do mesmo saco.

É por isso que eu digo: Pra bom entendedor, meia palavra basta.

terça-feira, dezembro 18, 2007

Alegria e Tristeza...Tudo ao mesmo tempo...

Pois é...adivinhem. Não deram o visto para o meu irmão. Tô muito P da vida...muito mesmo. No entanto, deram p/ o meu pai e minha mãe, o que me deixa muito, extremamente feliz.

Mas sabe quando parece que está faltando um pedaço? E aquele ponto de interrogação enorme na minha cabeça, sem entender o porquê.

Tudo bem...a única coisa do contra é a idade (prestes a fazer 21) e trabalhando com a família. Não está numa faculdade ou coisa assim.

Mas, e o "histórico"da nossa família, não conta não? Eu nunca fiquei aqui ilegal. Meus pais e meu irmão mais velho, todos vieram p/ cá e voltaram numa boa. Mesmo tendo visto de 4 anos.

É por isso que eu fico doida...o Bill (o mais novo que tentou o visto) é o único da nossa família que nunca veio pra cá. Porque a primeira vez que viemos ele tinha menos de 4 anos, e meus pais decidiram não trazer, pois nós não aproveitaríamos a viagem, e nem ele se lembraría dela depois.

O que me confunde mais ainda é que...em 1 ano, eu posso ter minha cidadania americana, e daí eu posso aplicar p/ ele imigrar pra cá. Eu sei que o processo pode durar alguns anos...mas, o que importa é que, aplicar p/ ele ter um green card eu posso, mas eles não podem deixá-lo vir apenas me visitar. É o fim da picada. O que me deixa mais doida ainda é que... ele não tem a mínima vontade de morar aqui. A única coisa que ele queria era passar uns dias aqui com a gente.

Isso corta o meu coração, profundamente.

Enquanto isso, os milhares de dólares que pagamos em imposto todo ano, parte disso vai pra quem mora aqui ilegal e que fica tendo filho sem seguro médico - só pra dar um exemplo. E outras coisas mais...

Anyway, estou arrasada...

Guenta aí Bill.... a gente vai dar um jeito!

Te amo viu?!!!

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Só pra colocar a conversa em dia...

Nessa fase de não ter o que fazer, lá fui eu de novo arrumar pano pra manga. Sabe assim...vai chegando o fim do ano, você começa a pensar num 2008 novinho em folha batendo na porta, e pensa em coisas que quer fazer para que o próximo ano não passe batido, ou seja, algo que o faça o ano realmente valher a pena.

Eu ando meio presa, pois minha família tem o dia D - ou diria, dia E de Entrevista - no consulado na proxima segunda, onde vamos finalmente ver quando eles vem pra cá. Até lá, como digo, minha vida está “on hold”.

Aí, de novo, nessa de ‘não sei se caso ou compro uma bicicleta’, cheguei a conclusão que definitivamente devería voltar a estudar no próximo ano. Porque aqui, 'nos States', você - degree = nada que valha muito a pena. Não vou generalizar, mas é mais ou menos assim. Mas aí vem a pergunta: estudar o quê?! Que nova carreira seguir? (pois é...já disse que gostaria de mudar de carreira?)

Aí, decidi mandar um email para o meu ex-diretor, da escola do Canada que fui representante, e pedir a opinião dele. Além dele ser um homem muito bem sucedido, uma das razões pelo qual pensei nele é porque, no fim das contas, um dos motivos pelo qual vim parar nos EUA e não Europa, foi ele. Ele quem me incentivou. E cá estou eu.

Enfim, ele me mandou um email e-n-o-r-m-e, que eu gostei demais, cheio de idéias. Pra ele, o certo sería encontrar alguma coisa que eu possa trabalhar de casa. Logicamente, ainda mais agora que sou mãe, este seria o deal. Mas já fiz mil pesquisas, e pra tanto, quase sempre tenho que ter capital para investir primeiro, pra depois ver a coisa deslanchar. Coisa que, infelizmente, não tenho agora.

Aí, caso eu volte à estudar, a opinião dele sería voltada para Graphic e/ou Web Design, ou Database development. Eu já havia pensado no assunto, sobre entrar na área dos computadores, mas nunca pensei que fosse a minha área. Mas depois que ele me mandou o email, parece que uma lâmpada se acendeu na minha cabeça, e pensei: “Está aí, de repente deve ser isso que eu devería fazer." E outra, pra quê se vai à uma Universidade, pra aprender, não é mesmo?

Mesmo bem mais animada, continuava com uma pulguinha atrás da orelha, tentando entender se isso era mesmo a minha praia. Aí decidí conversar com a Luciana ,que trabalha na Microsoft e é também muito bem sucedida. Se alguém podería me dar um bom insight no assunto, sería ela, que trabalha na maior e melhor companhia do ramo.

Aí, segundo ela, o que eu desconfiava: Graphic Design e Web Design, dá pra aprender. Mas grande parte depende de talento, e isso, ou você tem, ou não.

Aí, fui conversar com a Clau que também é da área, está sempre em vários projetos diferentes, gosta e também sabe muito bem do assunto. Pois é, ela me disse a mesma coisa. No entanto, na parte de programação, é algo que dá pra aprender (não depente de talento) , paga-se bem (até mais do que Design), mas tem que gostar da coisa.

Aí que está, eu não sei se gosto da coisa, porque nunca precisei mexer com isso. Agora, uma coisa que ela deu a dica - que estou procurando mais à respeito - é uma certificação em Project Management. Independente da área, é bom ter, e dá um ‘up’ bem bom no resume (curriculum).

Mas enfim, marquei um horário em duas Universidades daqui para conversar com um Adviser. Conversa vai, conversa vem, e foi aí que chegamos à conclusão que…definitivamente, esse não é o meu ramo. Computer Science não é a minha praia.

Eu gosto de papéis, escritório, pessoas. Eu tenho é que fazer algo voltado para Business, de repente Accounting, ou algo voltado para Gerência de Negócios. Ele viu que, pela minha personalidade, eu tenho chances de crescer muito numa empresa, desde que eu faça algo que goste. E parando pra pensar, foi mesmo o que aconteceu quando trabalhava no Brasil. Sempre crescí muito bem, fazendo o que era apaixonada - turismo.

Isso foi bom e ruim. Pensei que no fundinho, eu podia fazer qualquer coisa. E de repente eu possa…mas isso não quer dizer que seja algo que eu vá realmente gostar e apreciar no meu dia-a-dia.

Mas, por enquanto, minha vida continua ‘on hold’, pelo menos até segunda-feira. Torçam aí que meus pais não vão cair com a tal “loira do consulado”. Porque ela é dureza. Vai se uma opotunidade ótima de passar esse tempo com a família, enquanto meu pai consegue 2 meses de ‘folga’ na quimioterapia.

Torçam aí!

Bjs,

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Graus de Separação

O perna-de-pau liga para o celular do craque.

- Alô, é o Romário? Aqui é o Cláudio Clara-de-Ovo

- Cláudio o quê?

- Clara-de-Ovo, do Juventude.

- Não te conheço. Vou desligar. O futevôlei vai começar.

- Não, peraí. Sou amigo do Rafa-Três-Em-Um, que jogou no Criciúma com o Fritz-Dogue-Alemão, que é amigo do Caiçara, que foi seu parceiro no Fluminense.

- Ah, o Caiçara é meu peixe.

*fonte: Revista Pesquisa Fapesp

Não é a primeira vez que me deparo com isso. Estou num local longe de ‘casa’ e conheço alguém que já morou em algum local que eu também morei, ou que estudou numa escola que eu estudei, ou que é amigo do ciclano, que é amigo do beltrano, que eu também conheço. E nesses momentos, de novo, a gente solta um “como esse mundo é pequeno!”.

Já perdi a conta de quantas vezes eu disse essa frase. E parece que quanto mais longe eu vá, menor o mundo fica.

Isso ficou mais aparente depois que mudei pra Idaho. Pois é, quem diria que em Idaho…uma situação dessas fosse acontecer…

Maldito (ou bendito) Orkut. A gente vai chegando num lugar que pensa que encontrar brasileiros vai ser tarefa árdua, e percebe que…é pura bobagem. Logo, logo…depois de encontrar alguns tupiniquins perrdidos no Estado das batatas, que deparo com outra Cinthia (o nome só um pouquinho diferente) e que tem exatos 30 anos como eu. Bom, conversa vai, conversa vem, e descobrimos que ela é de Pouso Alegre, uma cidade em Minas que eu morei quando pequena, e que desde então passei muitas das minhas ferias lá.

Pouso Alegre não é como Jacutinga que tem pouco mais de 25 mil habitantes. Acredito que Pouso Alegre tenha mais de 150 mil, ou seja, já não é mais cidadezinha pequena onde todo mundo se conhece. Mas, não é que descubro que ela é amiga da minha melhor amiga de lá? E que estudou na mesma escola que eu, e que se bobear, até já nos esbarramos antes?

A gente se encontra e a cada conversa, mais coincidências encontramos. Agora, vai dizer que esse mundo não é pequeno?

Lembrei que uma vez escutei algo sobre ‘graus de separação’. Acho que você já deve ter se deparado com o assunto... Enfim, alguém criou uma teoria, querendo enfatizar justamente o que acontece quando nos deparamos com esse tipo de situação… quando no fim das contas, você e a pessoa que está conversando, acabam se dando conta que tem conhecidos em comum.

Fiz uma procura rápida na internet sobre o assunto, e o Uol diz que a idéia é que existem apenas seis graus de separação, ou seis laços de amizade - ou seja, apenas um punhado de pessoas entre você e qualquer outro indivíduo no mundo. É a (agora fiquei sabendo que famosa) Teoria dos 6 graus de separação.

E isso fica mais aparente agora com a internet. Segundo o Uol, “uma experiência na qual internautas foram convidados a encontrar um de 18 desconhecidos usando suas conexões online demonstrou que em média apenas cinco a sete etapas foram necessárias, com a ajuda de amigos e conhecidos”.

Acho a teoria muito interessante, e em certo ponto, realista. Hoje há projetos como Vizster que tentam provar a tese.

Demais, né? Como lí por aí, isso quer dizer que…Você e o papa, Bush e Bin Laden, Brad Pitt e sua Irma, pois é, de uma forma ou outra, podem estar ligados.

Mas e você, tem uma história dessas pra contar? Ou será que isso só acontece comigo? rs

Uma matéria interessante sobre o assunto você pode ler aqui

PS.: Meninas, logo tento escrever sobre crianças bilingues, ok?

domingo, novembro 25, 2007

I'll be back soon...

Desculpem a ausência, mas ando aproveitando o feriado prolongado (Thanksgiving). Já que aqui não temos feriadões à torto e direito como no Brasil, aproveito esse pra ter a companhia do maridão, que sortudo, também tem a segunda livre.

Estamos pobres no bolso, mas ricos na atitude (quer dizer, a gente tenta né)...então, mesmo com essa friaca, sobram churrascos, visitas de novos amigos, e gordurinhas à mais na cintura.

Mas vim aqui mesmo pra dizer que a Becca amou todos os comentários (lí todinhos pra ela), ela ficou 'se achando', se é que vc me entende.

Quando me dei conta, lá estava ela (toda descabelada) tentando mandar uma mensagem pra vocês agradecendo, mas não deu muito certo. Ela tentou, tentou, mas nada...

Mas o que vale é intenção, não é mesmo?

sábado, novembro 17, 2007

How cute is that baby?

Engraçado...lembro que meu pai dizia que todo bebê tem cara de joelho. No começo achava meio rude, mas no fundo nem ligava ou me importava muito, porque sabe, eu não tinha nada a ver com isso, muito menos prestava tanta atenção assim em bebês.

Nunca fui do jeito..."ahhh, que bebê lindo!"... "ah, deixa eu pegar!" Juro, nunca! As poucas vezes que fui visitar minhas conhecidas ‘apressadas’ que tiveram filhos assim, 'antes da hora', nunca fiquei na fila do "quero pegar". Enquanto outras conhecidas estavam em cima do bebê, eu sempre sinceramente, e honestamente dizia que: "Não, eu não tenho jeito com bebês".

E sinceramente...até minha filha nascer, nunca fui fã de criança mesmo! Tanto que quanto decidi ser au pair, alguns olharam meio torto porque sabiam como eu sou. Até eu mesma me duvidada, e me perguntava: “será que vou dar conta do recado?”. O trabalho relacionado à elas era muito mais o empecilho que tinha que enfrentar pra ter a vida que eu queria. Quando decidi ser au pair...já de cara sabia que cuidar de bebês não ía rolar. De jeito nenhum. E deixei bem especificado: “só cuido de crianças maiores de 2 anos“. E no fim, thankfully, deu tudo certo.

Como sabia que um dia queria ter filhos...sempre soube que queria ter um menino. Porque na minha cabeça.."menina dá muito trabalho!" Imagina, vai querer ficar usando cor-de-rosa o tempo todo, vai ser chata, vai ter períodos e TPM desde criança...tenho certeza que comigo vai ser assim! Vai ter mudanças de humor o tempo todo, vai querer deixar o cabelo crescer, depois vai querer cortar, vai ficar bravinha com tudo...e no final tenho certeza que a culpa ainda vai cair em cima de mim! Ai, e se gostar de Barbie então (acredite, eu nunca gostei) ...ninguém merece!

Menino é muito mais fácil! Vai brincar o dia inteiro...não vai ter crises, vai se enfiar no barro, vai se esborrachar todo, e no final e eu nem vou ligar, porque afinal, ele é menino!

Até o dia que fui a au pair da Megan. E aí a minha realidade mudou. Menina é tudo de bom! Nós nos divertíamos juntas, e mesmo ela tendo apenas 4 anos, trocávamos altas fofocas, cantávamos Creed e Avril Lavrigne no carro, falávamos coisas, sabe, de menina...maquiagem, cabelo, meninos...e isso era o máximo!

Aí, engravidei...e lá veio ela...Rebecca Sapeca levada da Breca.

No começo foi meio difícil, como pra qualquer marinheira de primeira viagem. Mas fomos aprendendo juntas..e há horas que quando percebo, estamos nós duas dando risada à toa, e eu nem sei porquê, porque sei que com certeza ela nem está rindo pelo mesmo motivo que eu estou! Acho que quando ela entender bem o que eu digo, vamos ter muito mais em comum e nos divertir horrores….

Mas...enrolei e enrolei pra na verdade dizer que hoje estava olhando umas fotos antigas no computador, e encontrei umas fotos antigas da Becca, e as achei horríveis! Aí mostrei pro Brandon, e ele achou a mesma coisa… Olho pra ela hoje e a acho uma gracinha. Mas, naquela época eu à achava linda também, mas pra mim, quando olhei hoje, acho que não era, rs. E agora?! Coisa feia falar isso…

Mas fiquei pensando naquela coisa de mãe coruja, que acha o filho a coisa mais linda do mundo...e todo mundo acha o contrário, mas mesmo assim, todo mundo faz cara bonita só por simpatia e diz que o baby é cute, cute cute. Sabe do que eu estou falando? O que voce acha sobre o assunto?

Você é daquelas que fala que é lindo por ser simpatica, ou é daquelas que sinceramente ama crianças e os acha todos lindos de verdade…no matter what. Diga aí…porque eu, myself, não sei se sou tão honesta assim…nem com minha própria pimpolha.

Olha ai...

Becca antes:

Becca agora...

segunda-feira, novembro 12, 2007

Brasil x Exterior

Eu já toquei nesse assunto diversas vezes... mas com o passar dos dias, e enfrentando sempre novas situações, não há como deixar de pensar na diferença Brasil x Exterior.

Para muitos dos que estão no Brasil e que não são fortunados o suficiente para levar uma vida de estrela da Globo, ou ter um familiar trabalhando no Congresso...sobra uma vontade enorme de ter uma vida melhor em outro país (já que as possibilidades no país canarinho são cada vez menores), ou um amor sem limites à "pátria amada", que significa bem mais do que isso...é jamais pensar na possibilidade de viver longe da família e os amigos, amor tanto que, mesmo sabendo de possibilidades melhores, nada os tira da "terrinha".

Bem, cabem bem mais de 200 países na palavra "Exterior". Muitos oferecem condições de vida muito melhores das oferecidas no Brasil, e outros...bem piores. É por isso que, viajar e conhecer outros locais (cidades e países), não só aprimora a cultura, como abre a sua mente para outras possibilidades de vida.

Começando pelo Brasil... todo mundo fala sobre isso, mas é absurda a diferença de vida que pessoas de uma mesma nacionalidade podem estar vivendo sob a mesma pátria. Imagine então quando você sai da sua vidinha do interior, ou a sua rotina suburbio-praia no feriado-suburbio-praia e conhece outra nacionalidade. É fascinante!

É por isso que a frase acima faz todo o sentido pra mim: "Vivemos todos sob o mesmo céu, mas nem todos têm o mesmo horizonte". Pura verdade!

E olha que falo isso sem (ainda) ter viajado tanto assim. Muitos dos meus conhecidos já viajaram metade do mundo. Eu ainda nem conheço duas mãos cheias de países. Mas já é ótimo pra ter-se uma noção bem boa do que está mundo afora.

E quanto mais eu moro nos EUA, menos vontade eu tenho de voltar. Não me entenda mal. M-o-r-r-o de saudades da minha família (e incluo TODOS nessa frase), e meus amigos (todos também). Acho que o Brasil tem lugares lindos pra visitar... sou brasileira da gema...mas não sou hipócrita. E quanto mais tento achar coisas no Brasil ou no brasileiro que são únicas... mais descubro que não estão nem perto de serem únicas.

A gente tenta se convencer que a nossa cultura é a melhor e tal...que somos os mais amigáveis, os mais alegres (mesmo na pobreza), os mais, os mais, os mais.... e assim continuamos, tentando sempre tapar o sol com a peneira. E tentamos esquecer da pobreza, a violência, a corrupção, a vergonha. O que me orgulho mesmo é do futebol. Quem dera o Brasil levasse tudo à sério como eles levam o futebol. O Brasil seria hoje, sem dúvida, um país do primeiro mundo.

Sei que tem gente aí pensando em como eu não tenho coração, e como posso dizer uma coisa dessas. Saiba que as vezes eu até me contradigo. E penso o quanto é errado ir contra as minhas raízes. Há dias que sou mais Brasil, outros que sou pró-exterior. Mas no geral, é assim que me sinto. É difícil ficar tentando o tempo todo criar aquela fantasia de um país maravilhoso que é o nosso...e que não existe! Eu tento, tento, tento falar mil e uma coisas lindas à nosso respeito, mas no fundo...o que sobra de bom, são aquelas famosas 2 coisas que realmente nos destacam sobre os outros países...o futebol e o carnaval. O samba e as modelos da Victoria's Secret. E a gente continua irado quando mencionam o nosso governo e a violência. Por que será?

O que acontece é que o que nos apega ao Brasil não é o país em sí. É a nossa família, os amigos. As pessoas que amamos. É aquele sentimento de "aqui estou em casa", "comigo ninguém mexe" e "aqui eu posso ser eu mesmo". Não adianta, se a pessoa não é segura de sí, ou não tem um tanto de sangue explorador e ansia de viver algo diferente do que já está acostumado, ficar no país de origem deve ser mesmo a melhor decisão.

Mas para muitas pessoas como eu, depois que vc descobre como é viver mais livre, sem ter tanto medo que será assaltado na próxima esquina, sabendo que o governo não é tão corrupto assim, que os seus filhos poderão ter uma boa educação, que com o salário de uma semana você pode comprar um dvd, um playstation, um celular e até uma televisão...você acaba percebendo que isso sim, é vida.

Veja bem...sei muito bem que nenhum país é perfeito e nunca será. Há coisas no EUA que não concordo (como no assunto saúde, ou guerra). É por isso que não estou cuspindo no prato que já comí. Tanto que volto ao Brasil sempre que possível... não só pelos conhecidos, mas pra mostrar ao Brandon alguns dos lugares e coisas boas que nos restam. Mas depois de conhecer e viver outra vida... é duro voltar, e olhar pra trás e bater no peito dizendo que o Brasil é o melhor lugar do mundo. Temos muito, muito o que melhorar pra chegar lá.

Diga aí...o que você pensa sobre o assunto?
Netflix

A maioria dos que moram nos EUA conhecem... e para os que gostam de assistir filmes e seriados, digo que é uma das melhores coisas que já começaram - Netflix (ou Blockbuster -que tem um programa parecido).

Você escolhe o programa que quer: receber 1, 2, ou mais dvd's de uma só vez. Você vai no website, faz a lista do que quer assistir, e eles vão chegando pelo correio. A melhor coisa é que vc não tem data pra devolver. Pode demorar 1, 2 dias, 1 semana, 1 mês ou dois. Eles nunca mandam emails pedindo pra vc devolver os dvd's. Claro... a mensalidade continua rolando...mas é tão barato - considerando o quanto custa alugar um dvd numa locadora normal - que vc nem se estressa.

Eu recebo só 1 por vez, e pago apenas $8.99 por mês. Recebo, assisto, coloco na minha caixinha do correio de novo, e o selo já é pago por eles. As vezes me empolgo (ultimamente estou viciada no Grey's Anatomy)...recebo, já assisto, coloco na caixinha e dalí dois dias já recebo outro. Outras vezes recebo outro dvd que sem sei bem porque coloquei na lista...acabo não assistindo, e o dvd fica alí...esquecido. Uma vez esquecí um deles por quase 2 meses...Aí lembrei de devolver.

Não é o máximo?!

Mas, o que quería mesmo dizer... será que esse programa daría certo no Brasil, do jeitinho que é aqui? Imagina... eu assisto...vou lá na minha caixinha do correio e coloco lá.

Isso mesmo...coloco à tarde, ou à noite...e só no dia seguinte o carteiro vem pegar...

E levanto a bandeirinha vermelha para o carteiro ver que tem uma carta pra ele levar. E fica lá...e ninguém rouba. E eu nem penso nisso, porque não tenho porquê ter essa preocupação. Sabe... no fim a gente vai aprendendo à não pensar nessas coisas....

Ps.: Juliana Moretto - o vídeo da última palestra de Randy Pausch que mencionei (ele que esteve na Oprah), você encontra aqui . Enjoy!

terça-feira, novembro 06, 2007

Também não sei se mereço, mas, me sentindo bastante lisonjeada, recebo essa indicação da querida Elena.

Só o fato de conhecê-la, já faz esse blog valer a pena!

Agora, passo a bola pra frente e...embora eu tenha muitos blogs que eu ame visitar, só posso indicar 3... e então, aqui estão alguns que valem a pena sua visita:

Coisas de Laurinha

A Laurinha é uma figuraça super simpática, mora em Boston e tem sempre coisas bacanas pra contar...

Sunshine .

Cristiane acabou de se casar no Brasil, e está preparando a mudança p/ Madison/WI. Mora em Brasília, e eu que amo mudanças, acabo viajando nos planos dela.

O Diário da Angel

Está no nome do blog...estilo diário nosso de cada dia. Gostoso de ler, e saber da vida da Angel que vive na Europa (posso ir aí te visitar?) rs...

Mas...dando uma olhadinha aí do lado, há muitos outros blogs legais pra ler...vale conferir!

Rebecca Sapeca....

E pra não dizer que esqueci de colocar fotos dela...

No parque, da High School, em frente de casa... Está esfriandoooo......

Minha leoazinha mais fofa....

clique nas fotos para aumentá-las...

Bjs,

quarta-feira, outubro 31, 2007

Dreams...

Engraçado... eu sempre tive sonhos, mas ultimamente pensei que não conseguía mais definí-los, ou separar sonhos, conquistas, e...viver a realidade e as possibilidades que a vida oferece.

Comecei a pensar bem no assunto depois de assistir um programa da Oprah semana passada. O show não era bem sobre os sonhos, mas sobre como enfrentar, ou estimular, ou viver uma vida que sabemos que está prestes à não existir.

No programa mostraram um homem (mais ou menos 40 e poucos anos), bem-sucedido, com 3 filhos, todos menores de 6 anos. De um dia pro outro ele decobre que tem câncer no pâncreas. Depois de 1 anos e mil e uma sessões de quimioterapia ele sabe que, certamente, tem menos de 4 meses de vida. Ele é um professor e fez uma palestra na Universidade que dá aula...que vira uma lição de encorajamento pra muita gente, e um dos vídeos mais assistidos no YouTube.

Assistindo aquilo, você meio que paralisa vc mesmo, e pensa...e se fosse comigo?! Eu vivo esse drama na minha família, mas mais uma vez, é um "reality check". Será que deixei de fazer alguma coisa que realmente devería ter feito? Quais são os meus planos? Os atuais? Os de infância? Será que os realizei? Será que vale a pena lutar por alguma coisa mais?

Independente, cada um tem a sua convicção. Têm quem acredite que vai pro céu. Alguns menos certos acham que vão pro inferno. Outros não acreditam em Deus e acham que a vida têm que ser vivida ao máximo. Eu acredito que um dia será possível para muitos terem uma vida feliz, e eterna, na Terra. Mas independente de quando isso aconteça, no momento, todos nós temos sonhos imediatos. Seja (como eu) aquela tão sonhada casa, como aquela bolsa, aquele sapato, entrar naquela universidade, achar a cara metade, viver o romance da vida, ter um criança saudável, fazer aquela viagem ou...ser respeitado no emprego.

Ninguém vive por...viver. Seja a longo or curto prazo, todo mundo tem sonho, uma expectativa, um "porquê".

E foi aí que...depois do programa que assistí, comecei a me questionar. Lá, a pessoa em questão que está prestes à morrer, lembrou da importância dos sonhos de criança. "Quais eram os seus sonhos?" "É possível realizá-los". "Há que preço?" Imagine a situação?

Parei pra pensar nos meus sonhos de criança, e...de juventude. Porque eles têm tudo à ver com o que sou agora. No que lutei pra conseguir e onde estou na vida.

Pra começo de conversa, quando parei pra pensar...meu sonho era primeiro morar no exterior, aprender inglês, experimentar outra cultura. Viver uma experiência totalmente diferente do que sempre viví no Brasil. Não era só um sonho...mas uma certeza. E embora as coisas tenham acontecido meio do aveso, no fim...tudo se encaminhou do jeito que sempre....sonhei.

Do resto.... o meu sonho não era muito diferente de meia metade das mulheres. Se meu travesseiro falasse, diría que eu quería viver aquela vida mixuruca, careta, mas cheia de significado. Quería só mesmo é amar e ser amada. E viver naquela casinha aconchegante, com cerquinha branca, com umas duas crianças saudáveis. O que mais importava no meu sonho era ter um marido que me amasse incondicionalmente, e que disesse que me ama dia após outro. Sabe né... aquele sonhozinho básico que é super simples no papel...mas a realidade....é totalmente outra história!

Super piegas...mas vai dizer que não é a realidade?! Se você me dizer que quer morrer sozinha...juro que não acredito!

Tudo isso pra dizer que semana passada, depois da Oprah, percebí que estou vivendo meu sonho! Me sinto realizada pessoalmente, amando e tendo um marido que me diz todo-santo-dia, que me ama. Sabe, chega de reclamar e tentar achar pêlo em ovo! Parei de pensar que preciso emagrecer, e achar emprego, e comprar uma casa pra só depois curtir a minha vida, que acho ser, perfeita. Isso porquê nunca será! Mesmo que tivesse tudo o que quero, sempre vou achar mais o que fazer, onde melhorar, e também, onde achar um defeitinho. É lógico que tenho ambições...minha vida por agora não é "só" isso.

Mas além de tudo, além de viver numa 'constante busca', preciso é parar e viver meu sonho... que é uma realidade. Sabe, curtir! Aproveitar! E entender que....o que vier, é lucro.

Acho que têm muita gente (como eu fui) que vive correndo atrás do vento. Sem perceber que... estamos vivendo a realidade de sonhos antigos, e mesmo assim...continuam angustiados com outras coisas. Não pra mim, mas para você.....Será saudável uma eterna busca? É isso mesmo o que você quer? Até quando? Quando é que um sonho é mais do que sonho? Sonhos têm limites? Se não...quando é que vc pára de correr atrás de novos sonhos e relaxa e curte os anteriores?

Sabe, às vezes é bom pensar....