domingo, fevereiro 08, 2009

Loucura, loucura...

Eu sei, eu sei...completamente desaparecida, but...I'm alive!

Mas tambem...Dona Cristina chegou, e aja saudade pra matar, conversas pra colocar em dia, coisas novas para mostrar, etc, etc, etc. Ja fazem mais de 2 semanas que ela chegou, mas parece que foi ontem. Ela esta a-m-a-n-d-o Utah, o que realmente significa as montanhas aqui na nossa backyard:

(na verdade, nossa casa fica la em baixo, pertinho da montanha)

Ela viu a neve pela primeira vez! Queria ser capaz de expressar em palavras a alegria pelo novo e pelo bonito.

Mais do que isso, trabalhei muitoooo estas ultimas semanas. Tivemos uma feira da compahia semana passada (onde o Brasil e a TAM estavam presentes - quase cai de costas) e ainda bem, parece que os americanos estao voltando a viajar, o que ja era tarde.

Ainda mais do que isso, dona Becca decide pegar uma garrafa de cerveja para o Brandon enquanto assistiamos a final do Super Bowl, escarrega, deixa a garrafa cair, cacos de vidro voam... e la vamos para o hospital. Becca ganhou seus primeiros 5 pontos aos 2 anos de idade, 3 no dedo da mao direita e 2 na palma da esquerda. E eu ja quese tenho um ataque do coracao, de susto.

E por ultimo...ansiedade. Perto de comemorar 4 anos de casada, eu e Brandon vamos para Disneyland e num cruzeiro de 2 dias, cortesia da Royal Caribbean que quer que conhecamos o Mariner of the Seas, o navio que estao trazendo para estes lados. Ficar 5 dias fora significa ajudar 'Dona Cristina' a sentir-se confortavel aqui com a Becca enquanto viajamos.

E 'e ai que lembro...ja estamos mesmo em Fevereiro?! Ouch...

segunda-feira, janeiro 12, 2009

5 years and counting...

5 anos. Pois é, 5 anos do dia que cheguei aqui America. O tempo passa depressa e muda muito quase tudo.

Fiquei super triste quando entrei no meu blog antigo e vi que ele foi deletado. Quantas recordações que infelizmente nao me dei o trabalho de guardar e imprimir. Que bom que tenho a memória e felizmente posso contar no futuro as histórias da sagua neste país tão diferente do meu. As fotos que tirei podem mostrar todas as emoções…

12 de Janeiro de 2004. Um frio de rachar em New York e o dia de minha chegada. No dia seguinte os noticiarios diziam que a tempestade da noite anterior fora a pior dos últimos 100 anos. Sei não, mas era o que diziam, e eu só pensava…mas que recepção! Peguei a minha primeira ‘strep throat’ logo no dia seguinte e me senti sozinha pela primeira vez precisando um colo de mãe. Depois de alguns dias me mando pra Maryland para conhecer a minha Host family e a garotinha que iria ganhar o meu coração.

2004 foi um dos anos mais emocionantes da minha vida. Junto com 2001 - quando morei em Vancouver - posso dizer que aproveitei ao máximo cada minuto. Daqueles de ir fundo e quase não medir consequências. Aprendi de novo a me virar sozinha numa terra que não sou nativa, descobri uma outra pessoa em mim mesma - que sim, tem um certo grau de paciência, relembrei centenas de vezes que essa liberdade e ânsia de conhecer o novo tem seu preço…a distância da família, dos amigos mais queridos, do comum e do conhecido.

Viver num país estrangeiro é em si só uma eventura. Nos primeiros meses tudo é uma descoberta, mesmo que já se tenha morado ‘for a’antes, afinal, cada país tem suas regras e dramas. Até atravesar a rua se torna uma tarefa árdua… começar a dirigir, assistir televisão, fazer compras no supermercado, tudo é novidade e diferente. Você começa a comparar tudo, tintin por tintin. Como o povo daqui vive e reage às coisas…o jeito como fazemos tudo no nosso mundinho distante.

Na mente pequena de qualquer um acostumado à um certo hábito, as comparações são infinitas diante da grande multidão que então passamos a conviver:

- Eles não almoçam, só comem um lanche...que coisa!

- Eles dormem ce-do! Ligar para alguém depois das 9 noite, há não ser que seja seu amigo intimo, é pura falta de respeito;

- A maioria não cozinha tudo do scratch (natural)…tudo já vem metade preparado…;

- Muita, mas muita gente vai à Igreja aos Domingos;

- Qualé desse tal de Super Bowl?

- Mas que povo mimado…só sabem dirigir carro automático;

- Visitar alguém sem ser convidado, também é falta de respeito…

- Como tudo é barato…can’t get enough of buying all these eletronics!

- Tomar uma cervejinha na rua…nem pensar! Como é que esse povo se diverte se todo bar fecha no máximo às 2 da manhã?! Que horror, eu hein…

- Se marcar alguma coisa para as 10...significa 10! Não 10:05, 10:15, 10:20.

- E que coisa...todo fast food tem dolar menu! Esse monte de guloseimas por 1 dolar...não é a toa que são todos uns gordos!

E o tempo vai passando, e as grandes diferenças vão diminuindo e começam a até fazer sentido. Não é que vc começa a viver a vida - nesse caso - do Americano, mas simplesmente a realidade de estar neste determinado país.

Um dia você volta pro Brasil e começa a notar e ficar alarmado com coisas que antes eram parte do dia-a-dia e que agora se tornam um absurdo…

- Mas como tem feriado no Brasil! Ninguém trabalha nessa terra?

- Porque esse povo fica esperando até 11, meia noite pra ir pra ’balada’ e não saem antes e aproveitam mais?! Parece aquela espera de quem espera mais só pra não ser o primeiro. Não é a toa que tudo só acaba as 5 da matina;

- Porque ninguém usa car seat para as crianças (aqueles que tem e fazem questão de não usar), e alguns nem usam o cinto de segurança? É porque a policia não pega ou estupidez mesmo?;

- Como todo mundo consegue dormir tão tarde e ainda ‘funcionar’no dia seguinte?

- Mas a novela das 8 continua mesmo sendo a febre nacional;

- E essa violência…que coisa…;

- E porque todo mundo dirige como se o mundo fosse acabar hoje?

- Será que não existe um ser que consiga ser pontual? Mas que falta de respeito!

- Uma coisa não muda…o São Paulo Futebol clube continua sendo o…The Best!

As coisas são assim mesmo…nós evoluimos socialmente e aprendemos a viver em outra cultura e fazemos dela, até certo ponto, a nossa. Essa história poderia ser totalmente vice-versa…alguém ir para o Brasil e adotar o nosso famoso ’jeitinho’. Hoje em dia digo que estou americanizada, no sentido de me sentir confortavel vivendo o dia a dia. O Ingles está ótimo….já nem noto quando falo ou escuto um ou o outro.

Claro, como digo sempre, a única verdade que continuo acreditando depois de tantos anos aqui é que… não existe nação no mundo que seja perfeita…o Brasil não é muito menos os Estados Unidos. O melhor do cotidiano quem faz é cada um de nós.

Continuo tendo os meus altos e baixos por aqui… mas o que mais dá saudade são as coisas simples… a família, os amigos, a churrasco com uma cervejinha, a praia, Janeiro com calor. Pessoas queridas são as que sempre farão mais falta…o resto, it’s a piece of cake.

E depois de ser au pair, casar, ter uma filha, morar em 4 Estados diferentes…cá estou eu, preparada para por aqua ficar por mais … a few - or who knows, several - AWESOME years!

Cheers!

quinta-feira, janeiro 01, 2009

Welcome 2009!

About time!

2008 foi um ano dificil, como eu ja sabia que seria. As más noticias começaram a chegar logo em Janeiro, quando decidi ir para o Brasil. Os 2 meses em casa serão inesquecíveis.

Voltei com uma sensação que Idaho não era meu lugar, Nampa não era o local que eu queria chamar de ‘minha cidade’. Não sei explicar direito o porquê, simplesmente não era. Incrível, mas uma semana depois de nossa volta do Brasil, o trabalho do Brandon simplesmente ‘desandou’. Na verdade foi quase que uma traição de uma companhia que nos ofereceu mundos e fundos do outro lado do país mas que no fundo…estava no fundo do poço. Éramos então dois desempregados. As coisas apertaram, a frustação aumentou e achar uma luz no fim do tunel parecia quase impossível.

Consegui um emprego ótimo, na HP, mas que eu já sabia que seria temporário. Fui levando as coisas enquanto o Brandon incansavelmente procurava por uma ‘salvação‘… um emprego, um futuro para a nossa família, um lugar. Pois é, um lugar…se por lá eu não queria ficar, essa era a hora de mudar. Sem nada ou alguém que nos segurasse em um específico local, comtemplamos o Texas, Washington, California…mas as coisas deram mesmo certo em Utah. E cá estamos nós.

Na semana da mudança, meu pai recebeu uma trégua. Finalmente a dor e o sofrimento acabaram para ele. Quem continua sofrendo somos nós, os que ficam. As lembranças são constantes… nas músicas, nas fotos, na memória em si…parece que tudo me faz lembrar dele.

O emprego do Brandon tem sido maravilhoso. A empresa é ótima e vê-lo feliz e apreciado faz o meu dia. Eu finalmente encontrei o trabalho dos meus sonhos… e voltei a ser uma “Travel Specialist”. Tinha até esquecido o quanto gosto disso. Com toda essa crise no país, a empresa que trabalho está passando por dificuldades também… essa semana todos ganharam ‘pay cuts’, mas enquanto eu puder continuar fazendo o que gosto, estou feliz.

Outra coisa boa que esta mudança trouxe - e uma das coisas que eu mais sentia falta - foram as visitas! Desde que chagamos em Ogden, recebemos pelo menos uma das pessoas queridas por nós, por mês. Germana e John de Idaho em Agosto, meu sogro em Setembro, meus tios em Outubro, minha sogra e cunhado em Novembro, e grande Janice semana passada (logo as fotos aparecem…). E espero que assim continuem no próximo ano…

Querendo dar uma passadinha por aqui, é só dizer :)

2009...!

Eu tenho uma sensação que este ano será bom. Já estava esperando por ele à algum tempo!

Temos coisinhas para resolver, que eu sei que são grandes, mas não vou fazer disso um ‘big deal’. O sonho da casa nova provavelmente terá que esperar, but well.

Quero deixar de me importar tanto com coisas que só me deixam pra baixo. Que me irritam, que me frustam. Eu não tinha objetivos no começo de 2008...mas eu tenho para 2009. São 3 apenas mas, pelo menos pra mim, de grande importância:

* Me fortalecer espiritualmente;

* Viajar o máximo possível;

E…

* Correr uma meia-maratona (uia!)

Pois é, ao invés da mania de querer sempre emagrecer, ano após ano,- e que quase nunca cumpro - me dei este outro desafio. O Brandon disse que duvida, mas comecei semana passada os exercícios e o treinamento pesado começarei no fim de Janeiro. A meia maratona será aqui em Ogden, no dia 16 de Maio. Está registrado aqui o meu ‘challenge’ para este ano.

Good News:

A boa notícia é que Dona Cristina (minha mãe) não está de malas prontas, ainda, mas já está com data marcada para vir pra cá: 21 de Janeiro. Chega aqui no dia 22, e eu já estou contando os dias. A-le-gri-a! Ela me ajudará a cumprir o primeiro objetivo, aproveitará com minha família o objetivo 2, e … disse pra increvê-la na meia maratona também! Este é um dos grandes sonhos da vida dela, e vamos treinar juntar para superar esse objetivo, completar o percurso.

Então é isso…pra quem continua acompanhando esse blog, espero que 2009 seja tão bom para você como espero que seja para mim e minha família.

É hora de renovar a esperança e recarregar as baterias!

Mesmo que debaixo de um frio de rachar...o que importa é a motivação :) .

Grande beijo...

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Vergonha do Brasil

Campaign to return kidnapped minor Sean Goldman to the United States - BringSeanHome.org

Sei que esse caso ja foi comentado em alguns outros blogs, mas cada vez que entro no site acima
para saber o andamento do caso, eu sinceramente, fico perplexa com as autoridades brasileiras... o cumulo do cumulo, do cumulo.

A história?! Pra quem não sabe....

Bruna (brasileira) e David (americano) conheceram-se na Italia, e pra encurtar a historia, namoraram, conheceram os pais de ambos os lados, casaram-se, tiveram um filho - Sean - e viveram o que parecia ser casamento feliz em New Jersey, USA.

Bruna decidiu que iria passar ferias no Brasil com filho de 4 anos - muito comum, como eu faço tambem. Foi para o Brasil e nao voltou. Vinte um dias depois entrou com um pedido de guarda e posse do Sean e por la ficou. Depois, divorciou-se unilateralmente de David - somente perante as leis brasileiras, sem a presenca do marido...o que ja eh um absurdo - e no Brasil continuou. O que é isso? Podem dar quantos nomes quiserem, isto é sequestro. Nos 4 anos seguintes David tem feito de tudo para pelo menos visitar o filho...em vão. Por que a lei brasileira diz que o filhos tem que ficar com a mãe, fim de papo. Justo até certo ponto, mas e a visitação? As autoridades brasilerias não cooperam de forma alguma com as americanas. Parece até birra.

Eu sou mãe...e não imagino nem em sonho nao ter a possibilidade de ver minha filha. E se eu e meu marido tivessemos nossas diferencas, nao cabe a mim tirar o direito dele de visitar a propria filha. Filhos são tanto da mãe como do pai, e prevenir a convivência só se fosse por abuso, violencia. Fazer o contrario é coisa de gente de muito baixo calão.

Mas, o que a mocinha fez? Casou com o advogado que estava cuidando de seu caso. Um advogado que cuida da nata brasileira, no Rio de Janeiro. Como um bem feito vem bem ao caso aqui, a infeliz morreu pouco tempo atras, durante o parto de sua filha com o advogado - uma cafajeste a menos na Terra.

Aí o que acontece? O pai biológico então 'pensa' que agora, sendo o único vivo, teria o seu filho de volta...mas não. Nao sei em que planeta vivemos, ou... nao sei em que planeta o Brasil esta, que bando de imbecis sao alguns Juizes que decretam que por enquanto, quem fica com o menino eh o homem que casou com a mãe do menino, que não é pai p....nenhuma. Fala se tem cabimento???

Quando um bendito juiz finalmente decidi dar um (1!) dia de visitacao para David, o que o outro viúvo da sequestradora faz? Some...vai pra Buzios, com a crianca. E ainda entra com mil processos contra David, de difamacao e outras mais. Fala se nao é um salafrario?!

E até agora nada. Nada do governo brasileiro tomar vergonha na cara e resolver isso. Muito pelo contrario... é para o advogadozinho fino da classe alta que eles dão corda, m-u-i-t-a corda. E isso porque o Brasil faz parte da Convenção sobre os Aspectos Civis do Seqüestro Internacional de Crianças...mas como sempre, aí tudo acaba em pizza.

Não vou generalizar, porque não é o povo em geral, mas as leis, o governo, a falta de vergonha e bom senso que me deixam doida, tenha a santa paciência. Fala se não dá vergonha de ser brasileira numa hora dessas?! Das autoridades, dá nojo, isso sim.

Campaign to return kidnapped minor Sean Goldman to the United States - BringSeanHome.org

Versão em português disponível no site.

sexta-feira, novembro 28, 2008

Retrato de Familia

Eu sou tia!!!!! Acredite se quiser... Depois de 14 anos de casamento, a Sarah chegou! O parto aconteceu um pouquinho antes da hora, mas ela veio cheia de saude, que 'e o que importa. Yes!

Amei os comentarios e incentivos para ir para o Brasil. Eu cheguei a me empolgar muito... e pensar que tinha que ir mesmo, nao importava os porens. Cheguei a ver passagens, quase fui falar com a minha 'manager'... mas foi bom pensar direito e pesar os pros e contras. O momento esta delicado, e ser racional (o que nao eh bem a minha virtude) as vezes eh apropriado. Eu nao gosto de tocar no assunto desta crise - que eh real e me deprime um pouco - mas a coisa esta complicada mesmo. Muita gente tem emprego um dia e nao sabe como pagar o aluguel/prestacao da casa no dia seguinte. Muitas companhias grandes fechando, como a DHL (quem diria). Entao, ser precavido - especialmente num momento desses - faz sentido.

Claro, liguei pra casa 54289574 vezes...mas tive que me contentar com o barulhido da festa vindo do fundo no telefone, e saber que o meu irmao e minha cunhada estao felicissimos. Aiii...que delicia isso eh, comecinho de casamento (suspiros).

E entao no Domingo a minha sogra chegou. Eh ate dificil explicar...um daqueles relacionamentos de amor x odio, sabe como eh? Meu cunhado chegou tambem, o que ajuda m-u-i-t-o as coisas. Se ela tem os 5 minutos dela, ele jah solta um: "calm down mother, calm down", e eu fico feliz por ter alguem que a enfrenta de vez em quando. Mas do mais, ela melhorou bastante desde a ultima vez que nos visitou, e acho que enfim estamos todos progredindo para um melhor relacionamento (especialmente o dela com o Brandon). Coisas de familia, vai entender.

Mas voltando, a coisa boa...ser tia. Estou tao feliz...e a Becca agora tem uma priminha no Brasil. Agora ela tem mes-mo que praticar o portugues para poder falar/brincar com a Sarah. Olha so que coisa fofa...

sexta-feira, novembro 14, 2008

Unhappy and Happy....

Quem me conhece sabe que eu sofro por antecipação. Acho que eu vou ficar feliz no dia, mas agora...

Meu irmão, Bill, o caçula, irá se casar na próxima sexta-feira, 21 de Novembro...e eu não vou estar lá pra compatilhar. Antes eu não estava sentindo tanto, mas agora que esta chegando perto, o que eu quero mais é sair corrrendo e voltar pra 'casa'. É um tal de ligar todo santo dia pra saber como estão as coisas, o processo...só pra ver se me 'intero'um pouquinho, mas está longe de sentir o gostinho de estar lá. Acho que minha mãe não aguenta mais meus telefonemas.

Essa vida distante, muitas e muitas vezes, é uma merda. É uma escolha a longo prazo, que eu insisto em dizer que é melhor, e é, mas que nesses momentos cortam o meu coração em pedacinhos. Mas como eu saio numa hora dessa...emprego novinho em folha, e a mesma coisa com o Brandon?! Por outro lado, como perder uma ocasião como essa...que acontece (pelo menos pra ele vai ser assim) 1 vez na vida? E a passagem aérea...nesse tempo de recessão? Como é que minhas amigas conseguem....viver anos a fio aqui sem voltar pra casa no Brasil?

O que eu espero? A felicidade deles dois, of course! Porque depois de...acho que... quase 4 anos de namoro, tá na hora né?!

Esse ano está mesmo de arrebentar...com o meu coração.

quarta-feira, outubro 29, 2008

What's going to happen?

(sem acentos)
Eu nao voto, mas seria mentira se disesse que a eleicao na semana que vem nao me deixa nervosa, ou um tanto apreensiva.

Eu so tenho uma certeza: nenhum governante na terra seria capaz de 'criar' uma nacao perfeita. Humanos sao imperfeitos, e isso jamais vai acontecer ser a interferencia do Ser Supremo.

Por enquanto, a gente tem que ir levando com o que temos aqui. E enquanto essa eleicao nao acontece, parece que os EUA parou. Mesmo com o tal 'bailout', ninguem faz mais nada em antecendencia, cautelosos com o que pode estar por vir. Ninguem compra ou vende casas, ninguem viaja (o telefone aqui na agencia quase nao esta tocando), concessionarias fechando aqui e ali...e resumindo, a economia - como todos sabem - que ja quase nao respirava, parece que morreu de vez.

Ai vem o tal do Obama, que mais parece um super star do que candidato a presidencia, e que me da um medo e uma angustia danada. O que mais me irrita...se uma pessoa sabe o porque quer votar nele, ate vai... mas a maioria vai votar nele pelo simples fato que odeiam o Bush. Que fiquem bem claro, eu tambem nao gosto do Bush, mas ai eh que esta o problema, uma coisa nao justifica a outra. Outros nem sabem porque gostam dele..."mas, ele eh famoso! Se todo mundo esta falando" - inclusive a Oprah! - "coisa tao ruim nao pode ser". Eh a tal 'change' que todo mundo esta querendo. Nao sabem se vai mudar pra melhor ou pior...mas eles querem 'change'!

O McCain eh outro...veterano de guerra, tem um amor pelo pais que ninguem nega. So que parece nao ter a mesma garra do outro. Apesar que...sei la se garra aqui na America eh qualidade ou defeito. O Bush teve tanta que agora nao consegue sair do Iraque. Mas, a impressao que a maioria tem eh que tudo vai continuar na mesma...a guerra vai continuar, as bolsas vao continuar caindo, a recessao vai chegar com certeza. Eh uma certeza que nada vai mudar? Nao. Alguem acredita? Acho que tambem nao. Mas, no fim, ele nao me da tanto medo quanto o Obama. Eh aquela historia...o pior e o menos pior.

Sabe de quem eu lembro quando penso no Barack Hussein Obama? Do Celso Pita. Em Sao Paulo era a mesma coisa. Todo mundo estava cansado da robalheira, do desemprego, disso, daquilo. Ai veio o Pita, que ninguem nunca havia ouvido falar antes, nunca o tinha visto mais gordo, e que apareceu do nada com mil e uma novidades...quase que com o mesmo 'change' no rotulo...que as coisas com eles iam mudar, patati, patata. Mudou?! Se mudou... Pra bem pior!!! O tamanho do 'rombo'...da roubalheira. Nao gosto nem de lembrar.

Quando comentei isso com a minha mae, ela disse a verdade: "Mas o Pita foi prefeito so de Sao Paulo. Agora em jogo esta a presidencia dos EUA!".

Verdade. Eu nao gsoto de discutir politica, so queria dar o meu parecer. Possa ser que eu esteja errada tambem. Por exemplo, eu nunca gostei do Lula e acho que nunca irei. Mas ate que ele nao estragou tanto como eu pensei. Ate teve sucesso em alguma areas. Quer dizer, isso eh o que eu escuto, nao estou no Brasil pra ver.

Mas, nota-se que eu sou conservadora, pelo menos nesse ponto. Ainda mais sabendo que, dependendo de quem ganhe, isso pode afetar o meu din-din - porque se as taxas aumentam, o meu salario diminui. E isso so pra citar um exemplo.

E como eu nao posso mudar o inevitavel... as aguas vao rolar, e so o futuro mostrara aonde esse pais vai parar. Dos males o melhor: se a coisa pegar aqui, voltar para a Terrinha sempre pode ser uma opcao :-).

sábado, outubro 18, 2008

The Storm Is Gone....

The sun is shining....

Me belisca, me belisca... Meus tios estão aqui... !!!! (Cheers, aplausos, yeahh, welcome)

Depois de quase 5 anos morando na America - tirando a minha mãe - esta é a minha primeira visita de familiares do Brasil. Depois de um ano tão difícil, a possibilidade de poder estar ao lado de pessoas que eu amo tanto não podia vir em hora melhor...

- Dão (irmão do meu pai), Marcia e Becca.

domingo, outubro 12, 2008

Who can understand...?!

A temperatura média da semana passada foi de 85Fº (30 graus Cº). Os noticiarios falavam da mudança do tempo para esse final de semana, mas na minha cabeça só pensava que esse povo estava doido, como poderia nevar quando estava um sol danado e nada de frio?

Acordo, e isso é o que vejo da porta da minha casa:

Tempo doido...

Oficialmente, esta é a nossa primeira 'neve' em Utah.

quinta-feira, outubro 09, 2008

Getting Back on Track...

Depois de um tempo em ‘pausa’, é quando começamos a trabalhar que notamos que a partir de agora… parece que não temos mais tempo pra nada, e que antes…quanta perda de tempo fazendo nada!

Mas, deixa eu falar….e não é que 1 ano atrás eu estava super infeliz, deprimida profissionalmente, pensando em todas as possibilidades menos a de continuar na minha área? Só o tempo mesmo. Depois de 7 anos (pois é, 7 anos!) estou de novo relembrando tudo…e parece que as coisas vão se encaixando, e enfim estou novamente me dando conta do porquê escolhi o Turismo como profissão.

Sinceramente, Turismo definitivamente não é a profissão pra enriquecer (pra quem quer que tenha essa ambição), mas viajar é e sempre foi uma das minhas grandes paixões! Aliás, como é mesmo que eu vim parar aqui?! (ok, ok…não vou contar essa história mais-uma-vez). Estou fazendo mil e um treinamentos, alguns em Salt Lake, outros online, e vejo que tenho m-u-i-t-o conhecimento e novidades pra botar em dia. Mais do que isso, quando trabalhava no Brasil - especialmente na TAM Viagens - o nosso foco era no nacional. Aparecia um Miami da vida e todo mundo já olhava pro lado, com medo do ‘exterior’. Lembra, foi aí que eu me dei conta que TINHA que aprender inglês.

Aqui na região de Salt Lake City os pedidos são em maioria Disneyland (é, da California, não Disneyworld na Florida), Mexico, Hawaii e cruzeiros marítimos - a maior das minhas paixões. E cá estou eu, fazendo um treinamento online, que é longo, cheio de testes e demora pra caramba…uma avalanche de informações, mas …guess what?!, eles dão um cruzeiro no final! No fim, nem é tão difícil assim.

O emprego é aqui em Ogden (o que era t-u-d-o o que eu queria), depois de uma entrevista na matriz em Salt Lake. Fui à entrevista porque era na minha área, mas determinada a não aceitar caso fosse em SLC. Coloquei isso na cabeça, que não queria ‘viajar’ 50 minutos pra ir + 50 pra voltar todo santo dia. Que queria ter vida e familia, e não viver para o trabalho. O engraçado é que - parece - que a gerente gostou de mim, mas depois que disse que Salt Lake era muito longe para a ‘minha situação’, um gelo tomou conta do ambiente, instantaneamente. Aquele olhar famoso, do tipo, 'te entendo', mas que no fundo no fundo quer dizer...."como assim é muito longe? Sabe quanta gente está querendo trabalhar?!" era o que estava na cara.

E eu entendo totalmente, especialmente com toda essa recessão. A coisa tá feia, feia, feia. Mas ultimamente, eu preferiría ter um emprego que não fosse tão bom, mas perto de casa, do que o que eu quería mesmo, mas longe. Coisas que a maternidade muda em muitas mulheres! Go figure.

Voltei pra casa feliz mas ao mesmo tempo desiludida, mesmo que ainda firme no que tinha decidido. Quase 3 semanas se passaram, eu mandei um email só como follow-up da entrevista, e nada. Já estava quase certa que se ainda não havia tido resposta, coisa boa não era, e não é que no dia seguinte me ligaram para outra entrevista aqui no escritório da cidade?! Quase nem acreditei. A gerente havia enviado meu curriculum para o diretor que decidiu me chamar. E a partir dalí, o resto é história…

Fico feliz porque…de repente, se estivesse mesmo aberta para o que der e vier, hoje muito provavelmente estaria trabalhando em Salt Lake, perdendo 2 horas do dia commuting, e …ganhando a mesma coisa!

De novo…trabalhar com o turismo não é estar sentada numa mina de dinheiro…but who cares?! Estou fazendo o que gosto (e muito!), as oportunidades de viagens são grandes, voltei a ajudar a realizar o sonho de férias de muita gente…e continuo perto de casa. Maravilha.

sábado, setembro 27, 2008

Learning Process...

Pouca coisa sai em português...ela mais entende o que digo do que fala. Do resto, é tudo inglês. Mas eu continuo tentando, pelo menos as partes do corpo....

quinta-feira, setembro 18, 2008

I got it....!

O emprego que eu estava t-a-n-t-o esperando... Travel Agent!

A espera foi longa, mas espero ansiosamente voltar à trabalhar na minha area - Turismo (ufa!). Começo segunda feira, em Salt Lake City e depois mudo para Ogden para ser uma das agentes daqui. Fala a verdade, antes tarde do que nunca!

A empresa é a Morris Murdock Travel a maior Operadora de Turismo de Utah, e que possui várias agências espalhadas por todo o Estado.

Depois conto a história de como tudo aconteceu, pois está tudo do jeitinho que esperava.

Bjs,

quarta-feira, setembro 10, 2008

Happiness...

Quantos e quantos e emails ja recebi falando da tal felicidade. Que sempre à buscamos em algum lugar mas ela esta mesmo é guardada dentro de nós.

Se formos seguir ao pé da letra, é verdade e não. Assim, a felicidade completa não é possível nesses dias. Afinal, é só olhar pro lado e alguém querido está doente, ou passando dificuldades, ou até nós mesmos. Como ser realmente feliz num mundo com tantas injustiças? Tem coisas que não há o que se fazer… e não há bom estado de espírito ou humor que aguente.

Mas há como encontrar certa felicidade dependendo das nossas escolhas e da forma que vemos certas coisas. Por exemplo, vivendo dentro de uma realidade e não apenas correndo atras do vento, lutando pra conseguir o quase impossível. Eu ainda tenho uns dois ou 3 sonhos, o de comprar a casa que eu queira mesmo estar e que minha filha (ou filhos) crescam. Estar mais perto da familia. Viajar, conhecer mais países. Coisas assim. Claro que eu gostaria de ter meio milhão de dólares para poder escolher a casa do jeitinho que eu gosto, mas vou me contentar com menos. Óbvio que queria ter dinheiro sobrando, contratar uma baba pra levar comigo e ir conhecer a Europa inteira semana que vem…mas vou esperando.

É por isso que volta e meia eu bato a cabeça, paro de sonhar um pouco, e abro os olhos para ver as coisas que eu já tenho, que já consegui. É como eu disse aqui … ver que do mais…eu já estou vivendo a maior parte do ‘meu sonho’.

E me dei conta disso ontem. Fuçando no orkut encontrei algumas fotos do meu ex-marido. Eu tinha uma certa curiosidade em saber que fim ele deu…

Deixa eu voltar a história um pouco.

O meus ‘sonhos de adolescente’ eram dois. 1- fazer o ginásio no exterior. 2 - ter um namorado lindo, que fosse apaixonado por mim, e então iríamos nos casar, tem uns 2 filhos, uma casa linda, e nos amarmos pra sempre. Essa era a teoria.

O ginásio nos EUA não aconteceu, mas encontrei o namorado. Que pra mim era lindo (e na época ele era). Que eu achava que me amava. Mas parece que só eu vía isso. Não tinha um na minha família que gostava dele. Nenhum amigo que me conhecia há anos. E acho que ninguem na familia dele gostava de muito de mim também. Era aquele negócio: ‘a gente tem que se aceitar e se aturar’. Parecia que nossas famílias vinham de 2 mundos diferentes (hoje eu vejo isso). Ele bebia um pouco demais…mas eu achava normal. Sabe, adolescente, deixa ele curtir. Pense no relacionamento mais conturbado possível... era o meu. Só eu não vía que o meu futuro, com aquele príncipe-que-de-encantado-não-tinha-nada, não daría certo.

Mas mesmo assim o casamento aconteceu…quando eu mal havia completado 20 anos. E dalí foi ladeira abaixo mais ainda. Brigas mais brigas, e brincar de casinha não era o que eu quería. O ‘bebia um pouco demais’ era mesmo alcoolismo, e de lá foi um passinho para a ‘erva’. Não tinha trabalho que aturasse, ou chefe que aguentasse tantas absências. E volte e meia eu tentava entender onde é que eu havia me metido. E sofria com isso...porque a nossa vida não podia ser diferente, e feliz? Bom, todo mundo sabe que o casamento não deu certo, e acabou em bem menos de 2 anos. Ainda bem, no kids.

Aí, voltando pro Orkut. Vou mentir se dizer que não tinha curiosidade em saber o que aconteceu com ele. Aquela esperança de: “tomara que ele tenha tomado outro rumo na vida“. Mas depois que o vi pela ultima vez para assinar o divórcio em 2002, tinha uma quase certeza que, mudança, naquela pessoa, seria algo BEM difícil. E foi aí que ontem encontrei algumas fotos, e…..ai.

A primeira reação foi: “não acredito!“ A segunda: “o que aconteceu com ele????” A terceira: “como eu consegui um dia casar com aquela pessoa”. Tenho vergonha de mostrar a foto, para quem quer que seja. Assim, ‘não vou cuspir no prato que já comi‘, afinal, parte do sucesso do meu casamento hoje acredito ser pelo o que aprendi naquela experiência. Não quero repetir os mesmos erros. Mas também, mostra que nem sempre o que achamos ser certo, é o certo. Bom senso é essencial, e naquela altura do campeonato, eu não devia ter nenhum.

E então, voltando à falar da felicidade. A quarta reação depois de ver as fotos foi: “Como eu amo o meu marido e sou feliz no meu casamento!” Um daqueles momentos em que a ficha cai e você se dá conta que tem uma família praticamente perfeita. Pois é, tenho um marido encantador, que me ama magra, gorda, com ou sem tpm, nas alegrias e nas tristezas, na saúde e na doença. E o resultado é a nossa filha linda, feita com todo esse amor.

Eu ainda quero a casa….mas depois disso, o que eu fiz foi acordá-lo só pra dizer o quanto o amo. Vez ou outra, dar-se conta dessas coisas, é uma felicidade só.

quarta-feira, setembro 03, 2008

Yo...

Sem muitas novidades à não ser que ontem foi o primeiro episódio do novo "90210"... antigo Barrados no Baile no Brasil. Me pergunte se eu perdi?! Imagine a minha emoção quando ví a Brenda Walsh e a Kelly Taylor, juntinhas na mesma cena, depois de t-a-n-t-o-s anos. Sem palavras, bom demais.

No feriado não fizemos muito. Muitooooo tempo em família, isso sim. Churrasco, filmes à noite, vinho. Tem coisa melhor?!

Ahh, começamos a ir na academia, em família também. Eles tem uma day-care super bacana, com dezenas + dezenas de brinquedos e atividades. Eu e o Brandon nos exercitamos sem preocupação. A Becca está amando. Com 3 anos ela pode começar a participar de classes para crianças e eu mal posso esperar. Agora...estamos à espera de alguns resultados.

terça-feira, agosto 26, 2008

Moving Up...and Moving On...

O Brandon estava comentando que a Becca mal fez 2 anos de idade e já está morando no 4º Estado. É mole?!

Pois é…a mudança foi, como posso dizer, ‘challenging’. Tudo aconteceu na mesma semana (meu pai e a mudança). Não consecution me concentrar muito, não conseguia arrumar quase nada, foi um horror. Ainda bem, amigas queridas vieram em meu socorro, me ajudaram, tiraram minha mente dos acontecimentos e me fez um bem danado. De coração, obrigada Cinthia e Germana.

Chegando em Utah, vida nova…mais uma vez. Alugamos uma townhouse (sobrado), que é maior do que a casa que estavamos morando em Idaho. E é praticamente brand-new…tudo novinho, novinho. Ainda temos a nossa casa em Frederick, MD, que com essa recessão fica bem difícil vender, então estamos alugando. Mas já estamos vendo as possibilidades de comprarmos algo aqui na região mesmo assim. Há partes de Ogden com casas antigas, lindas de morrer. Eu gosto de casas ou bem antigas ou bem novas…vamos ver o que conseguimos no próximo ano.

O temperatura continua bem alta…média 35ºC. Domingo fez 40º. Mas, nada que um ar condicionado não resolva. Ainda assim, continuamos com o ar bem mais seco do que húmido, o que ajuda bastante e nem sentimos tanto.

Há uma trilha bem aqui do lado de casa...eu e a Becca já estamos tirando proveito e vamos fazer caminhadas e andar de bicicleta. A trilha é linda, à beira de um rio…uma paz só. Vou tirar fotos e colocar aqui.

Estou procurando emprego, mas sem muita pressa. Desta vez não será algo temporário, e quero trabalhar com algo que realmente goste…então vou esperar pela oportunidade certa. O Brandon está amando a companhia nova, dando-se bem com todo mundo, eu estou MUITO feliz por ele.

A Becca continua crescendo bastante e está mais sapeca do que nunca. Ainda não fala muito, propriamente, mas conta até 10 em português e inglês. Fale em orgulho! Eu decidi agora que quero aprender espanhol, o correto, e sair do portunhol, onde eu entendo todo mundo mas ninguém entende o que eu digo. Aqui em Utah parece existir boas oportunidades de trabalho para quem seja bilingue, principalmente com espanhol. E porque não ser trilingue, certo?

UTAH...

Ainda estava nervosa em me mudar pra cá, pois como a maioria diz(e sabe), Utah é o Estado dos Mormons. De fato é, e antes que começem, não sou contra - tampouco a favor. Inclusive tenho amigos que são, que gosto muito e que são muito respeitáveis. Religião é um assunto que praticamente não tocamos. O que acontece é que todos sabemos que hoje em dia qualquer religião que tem o ‘controle’ de um determinado lugar acaba que ditando as ordens e tratando diferentemente quem não faz parte do grupo. Não que seja proposital (pode ser que sim) mas eu prefiro acreditar que é apenas consequência do fato de serem a maioria.

Antes de me mudar lí mil e um fóruns e artigos sobre o assunto. Quem parece ser mais afetado são as famílias de não-mormons com crianças em idade escolar. Nós sabemos que crianças por si só, independente de raça, cultura, educação ou religião podem ser cruéis. Levam muito a sério alguns assuntos e tratam diferentemente quem faz não parte da mesma “tribo“. Não que os pais os ensinaram isso, mas é algo que eles acham que deve ser assim. Como em outras regiões onde o preconceito pode ser pela roupa, situação financeira ou raça…se é negro ou branco, aqui geralmente o motivo é a religião. E o assunto pode ser delicado. Mas como a Becca ainda não vai pra escola, não vou me preocupar com isso por agora.

Antes dessa proposta de trabalho, o Brandon também recebeu uma outra ao sul de Salt Lake City. Na cidade em questão, 98% da população era de Mormons. E o empregador foi direto e honesto com ele…se vc não for um deles, este não será o lugar pra você. E somos felizes pela honestidade dele. A cidade era um dos locais que todo mundo leva a crença mais do que a sério. É o único assunto, a única coisa que existe. O que siginifica que não sería o local para nós.

Mas, Utah todo não é assim, principalmente Salt Lake City. Há muitas famílias mudando-se pra cá (O Estado em geral) de diferentes culturas e religiões. Claro, há leis em Utah que não existem em nenhum outro local dos EUA. A cerveja, tem menos alcool do que o normal. Você tem que ser sócio de bares para frequentá-los. Também, em cada centro da cidade, obviamente, você sempre vai encontrar um Templo, e mais outro dalí umas 5 quadras. Mas, mais do que isso…parece normal. Há não ser os parques e a beleza natural. Ainda não visitei muito…mas já ouvi dizer que tem alguns dos mais lindos parques do país. E estou feliz pela oportunidade de morar aqui.

Quanto à cidade que estou morando, sinto que seja uma cidade como qualquer outra. Vai ver todos os rebeldes vieram morar aqui. Eles até vendem cerveja no supermercado! Posso frequentar a minha religião sem problema algum. Ahh, só outra coisa que parece diferente… Fomos no Ikea 2 semanas atrás, e, de verdade….eu nunca ví tanta mulher grávida na minha vida! Eu sabia que a maioria aqui tem famílias grandes… parte da cultura, mas é impressionante! Cada família parece ter no mínimo uns 4 filhos…

Fomos de trem para Salt Lake, andamos um pouquinho pela cidade, e parece linda demais. Aliás, para quem não sabe, foi a sede das Olimpiadas de Inverno de 2002. É bem moderna e ainda assim com alguns locais antigos. Precisamos voltar e ver mais.

Enfim…nossa experiência por aqui tem sido feliz. Temos sido tratados muito bem, e a nossa felicidade é que importa. E também, como alguns costumam dizer, é mais ou menos assim: "Você faz o lugar". Se seremos felizes ou não, grande parte depende da nossa atitude. E estamos ansiosos com as oportunidades que a região oferece. Liguei para a minha mãe e ela disse que agora, em pleno Agosto está o maior calor…quer dizer, inverno que já era escasso, praticamente não existe mais. E olha que não estamos falando do Nordeste…isso é Minas Gerais!

Aqui estamos tendo um verão ‘caloroso’ (ainda não choveu desde que nos mudamos) e estamos ansiosos para experimentar o inverno… não que eu seja fã de neve no dia-a-dia (quem me conhece, sabe), mas moramos à minutos de distância de 3 estações de esqui - isso mesmo, 3! - inclusive a Snowbasin, que foi uma das sedes nas Olimpiadas e é a mais antiga estação de esqui dos EUA. Eu estou doida pra tentar esquiar pra valer - a primeira vez, no Canada foi um desatre - e principalmente tentar snowboarding.

E olhando por esse angulo, isso será ótimo principalmente para a Becca…ela poderá vivenciar as 4 estações do ano - o verão com bastante calor, piscina, e outdoors; o outono lindo de morrer, com arvores vermelhas, marrons e laranjas; o inverno, com neve e estando à beira das estações de esqui, e a primavera…que inicia o ciclo do novo. Definitivamente experimentar uma infância totalmente diferente da minha! E esperamos, sinceramente, continuar por aqui por uns bons tempos.

Bom, é isso….vou sair tirar algumas fotos daqui pra poder mostrar para vocês.

terça-feira, agosto 12, 2008

Life goes on...

Dói…ainda dói muito tocar no assunto.

Embora - pensasse - que havia me preparado para o inevitável, nada se compara com a realidade. Nada. Mesmo sabendo que podería não estar lá para os últimos momentos, nada suporta a verdadeira dor por não estar lá. Nada sustenta essa angústia que não sei de onde vem.

Nesse momento repenso minhas decisões, minha vida pra cá, mas nada disso teria mudado o fim dessa história. Agradeço sim pela oportunidade de ter ido ao Brasil e ficado por lá 2 meses esse ano
. Por tê-lo visto quando ainda estava 'bem'.

Cancer é uma merda. Uma MERDA!

Nào dá pra explicar o que se passa na minha cabeça, ainda mais difícil é explicar esse sentimento para pessoas que não o conheceram. Difícil entender meu pranto. Mal posso pensar no meu pai que mil fotos aparecem na minha cabeça, e… por incrível que pareça, todas dos bons momentos. Ele tocando teclado, é uma das que mais me recordo (e que ele era mais conhecido!). Ou fazendo churrasco. O orgulho, 90% das vezes sem fundamento, mas parte dele. As piadas, com ou sem graça…ele tinha que contar. As casas que construiu...as que terminou, as que não. Claro, todas com churrasqueira.

Meu pai, meu Herói, meu bandido. …

Nesse momento, meus sentimentos são muitos…

Saudades…insegurança…raiva…medo…tristeza pelos momentos que nào ncompartilhamos, a minha casa que ele nunca visitou. Esperança…

Mas, a vida tem que continuar. Já estou em Utah há 2 semanas. Assim que melhor me sentir, conto as novidades. Mas já digo que estou gostando!

ps.: obrigada por todos os comentários. O carinho de vcs me fez um bem enorme.

...

terça-feira, julho 22, 2008

"Eu sei que vou te amar....

Por TODA A MINHA VIDA eu vou te amar...

Em cada despedida eu vou te amar...

Desesperadamente...eu sei

Eu sei que vou chorar....

A cada ausência tua eu vou chorar...

Eu sei que vou sofrer...a eterna desventura de viver...

A espera de viver ao lado teu...

Por toda a minha vida."

Pai..... eu sempre vou te amar.

Hora de descansar...sem mais dor.

quarta-feira, julho 16, 2008

Hello........UTAH!

Great Salt Lake

Se tenho uma coisa a dizer é...cuidado com o que você deseja!

Acho que vocês lembram, assim que voltei do Brasil, e depois da lonnnga viagem, a única coisa que me vinha a cabeça era que queria me mudar daqui. Mas...não assim, tão de repente. Depois de 1 ano, eram os planos.

E quem disse que tudo acontece da forma que queremos né?! Já comentei aqui antes, o trabalho do Brandon, sem notícia, foi diminuindo até o ponto que parou. Continuamos checando as oportunidades aqui em Idaho logo quando essa situação começou (e antes que chegasse ao ponto do trabalho parar) mas também já começamos a checar as alternativas, o que fazer caso surgisse a necessidade de mudar. Pra onde?!

Eu tinha alguns Estados em mente que gostaria de viver. Embora ainda não tenha visitado, queria Texas ou Arizona. Colorado também. Brandon já pensava em New Mexico...quanto mais 'wild' e outdoors fosse, melhor...o que é to-tal-men-te o contrário de mim!

Acontece que as coisas por aqui (o país em geral) não estão nada boas. Embora quiséssemos escolher o lugar, chegou um ponto que já estávamos felizes se ele conseguisse uma entrevista. Já estávamos aplicando para todos os Estados, sem excessão, imagine...até New York! Para o Brandon, pense em pesadelo...

Surgiram oportunidades no Texas, Louisiana, California e uma primeira em Utah...mas nada que fosse pra frente. Até essa segunda oportunidade em Utah. O Brandon foi pra lá, e na hora a oferta de trabalho foi feita. Ele voltou todo excitado...mas pra mim não...de novo não. Quer dizer...não quero mais mudar para um lugar sem antes ir conhecer a cidade.

Minha sogra estava aqui...e lá fomos nós, em Maio...longa viagem de carro. Paramos bastante no meio do caminho. Conhecemos Twin Falls em Idaho, lindo de morrer.

Mas, voltando ao assunto. O tempo (weather) no sul de Idaho onde moro é ÓTIMO. Seco, mesmo com quase 40 Cº você não sente tanto. Pergunte lá em Maryland! Um horror... amei isso quando cheguei aqui. Mas.....o lado ruim é que, sem humidade, não há grama que cresça. Arvores...verde. É disso que sinto falta....do VERDE. Aqui é tudo marrom.

Chegando em Utah, tudo começou a mudar de cor, e meu animo começou a melhorar também. Saber que poderia estar a apenas meia hora de um aeroporto internacional, de Salt Lake City, com vôos diretos pra qualquer lugar dos EUA, é bom demais. Infinitas opções e mais oportunidades.

Também voltei a pensar no 'tempo'. Por mais que morando mais ao Sul estaría um pouco mais perto do Brasil...pelo menos aqui 'no meio' terei a pura sensação das 4 estações do ano...que é uma das coisas que eu mais gosto daqui. As flores na primavera, lagos e aventuras no verão, a beleza sem comparação do Outono e ...ski no inverno! Não quero viver quase que na mesma estação, o ano inteiro. No...mais quente, menos quente. Pelo menos, não por agora. Quero que a Becca experimente isso, que eu não tive.

Estamos nos mudando para a area de Ogden, Norte de Salt Lake City. Pense no logo da Paramount Pictures... que foi inspirado no Ben Lomond Peak, que fica nas Montanhas de Wasatch. Na beira desta está Ogden.
Verde...

Quanto ao meu trabalho na HP...é um contrato. No fim dele havería a possibilidade de ficar ou não. Da forma que as coisas estão indo, e bem provável que eu ficasse, mas não é uma certeza. E por isso, o trabalho do Brandon ainda é a prioridade na nossa família.

Esta é a minha ultima semana. Eu aprendi muito, muito, muito mesmo. Para quem não entendia nada do assunto 4 meses atrás, quem me escuta agora acha que sou uma expert (embora obviamente, esteja à anos luz disso). Mas a confidência é quase a mesma.

Mas com tudo isso aprendi também que computadores não é bem a minha área. E nunca será. Mas estou super-híper-feliz por, se precisar, saber bem o que quero comprar. Agora vou procurar com mais calma algo que queira mesmo fazer, e que não seja mais temporário, mas pra valer. Talvez voltar para o Turismo que é mesmo o que sei fazer.

De novo...lá vamos nós cheios de esperança e expectativas. Espero que o futuro próximo seja agradável, e que vocês continuem acompanhando...(espero que vc consiga enxergar meu sorriso...:) ).

Bjs,

quinta-feira, julho 10, 2008

" Good Bye....

............... IDAHO."

...so long, farewell, auf Wiedersehen, adeus...

Lá vamos nós...mais-uma-vez. Quer dizer, o Brandon já foi... em Idaho estamos apenas eu e Becca. Dessa vez, apenas para um Estado vizinho.

Qual deles você acha? Washington, Oregon, Nevada, Utah, Wyoming ou Montana? (acredite se quiser, mas Idaho faz fronteira com todos eles!)

sábado, junho 28, 2008

Memories....

Acabei de usar o banheiro da Becca ou o de ‘hospedes’ por assim dizer, e lavei minhas mãos com o sabonete líquido de lá, de baunília. Geralmente não uso esse banheiro, e lavar as mãos agora me lembrou o motivo pelo qual comprei aquele sabonete em especial: o cheiro.

2004... havia chegado nos EUA apenas 4 dias antes, e agora me encontrava cara a cara com a minha ‘host family’. A família que eu havia escolhido para viver junto por 1 ano, e vice-versa. Tudo novidade, tudo ‘brand-new’. E uma coisa eu não vou esquecer nunca...o cheiro do sabonete do meu banheiro. De todas as coisas novas, aquele cheiro, não sei exatamente o porquê, não sai da minha cabeça. Me lembra a sensação que estava sentindo naquele momento, a excitação do novo, o ainda por descobrir, a vontade de desbravar o desconhecido.

Aí, num segundo foi aquele flash do passado x presente e tudo o que aconteceu. Parece que foi ontem que cheguei e ao mesmo tempo tudo parece meio distante. 4 anos e 5 meses desde que cheguei por aqui sozinha... desbravei um tanto, me apaixonei (mais de uma vez), casei, tenho uma filha de 2 anos de idade e morei em 3 Estados. Tem noção?!!!

Aquele cheiro... No fundo, me fez lembrar o motivo pelo qual estou aqui. Um sonho antigo que a principio era só um sonho. E do mais...se o sonho virasse realidade, era pra ser só temporário. Chegar, descobrir outra cultura, aprimorar a língua, aproveitar e badalar até cansar e voltar. Voltar pra quê?!.....Não sei ao exato.

Mas independente...quem disse que tudo é do jeito que pensamos?

Ai...esse cheiro....