Eu posso estar morando na PQP, ela vêm me visitar....
JAN!!!! Você está comigo em Idaho! Quem diria, hein....
Batatas pro jantar?!
Love you...
No manhã do dia do jantar, ela veio aqui em casa e pediu se eu podía ajudá-la a colocar uns quadros na parede - sabe, falar se estavam na mesma simetria, etc. Chegando lá, ela não pedia, mas mandava eu colocar o quadro assim, ou assado. "Agora, segura mais pra esquerda" "Vai alí e empurra a mesa de onde está p/ eu passar". Assim e muito mais, sem nem um "por favorzinho" no meio. Nenhum! Nadica de nada. Mas...deixa pra lá, eu não sou de me encrencar por causa disso.
No jantar, eu do jeito que sou, fui ajudar a tirar os pratos, copos, etc... e ainda mais do que eu estava fazendo, ela não pede, mas manda eu passar um pano ma mesa pra podermos jogar cartas. Sabe assim... mas tudo bem, passou. Nisso, vamos nos encontramos, mas eu não vou dando muito espaço, porque sei que jamais seremos "melhores amigas". Todas as semanas jantamos aqui em casa ou na casa deles. Porquê...o marido dela é muitoooooo legal, bem discontraído, bonzinho mesmo. E por que jogamos jogos, e porque é bom pra mudar o cotidiano, e porque a Becca brinca com os filhos dela. Aí.... 2 semanas atrás ela ia viajar pro Alaska pro casamento do irmão dela. Ía sozinha. Num dos jantares comentou que de repente precisasse de mim pra levá-la no aeroporto. Eu não faço nada, claro que posso. No dia seguinte, me encontra e diz assim: "olha, então... vou te dar a resposta amanhã e dizer se vou mesmo precisar que vc me leve no aeroporto ou não. E se você me levar no aeroporto de tarde, você precisa cuidar das minhas crianças até o meu marido chegar depois das 6." Tá...aqui eu já estava nervosa. O problema não é pedir, mas mandar, exigir alguma coisa. O problema também é porque eu nunca disse que cuidaria dos filhos dela, e ela nunca comentou isso. E mais do que tudo, porque ela não perguntou se eu tinha algo pra fazer até as 6. Fiquei doida da vida, porque eu odeio gente incoveniente e cara de pau. Mas mas uma vez, deixei passar e não falei nada, pensei que talvez ela estivesse preocupada com a viagem e tudo mais e ainda bem, no fim ela não precisou da minha "ajuda". Mas enfim, tudo isso pra contar o que aconteceu ontem e hoje, que foi a gota d'água: Ontem à noite ela me liga e pergunta se eu tinha planos pra hoje à noite. Disse que não, já sabendo que vinha o: "vc pode cuidar das minhas crianças?" Dito e feito, e sério mesmo, não me importo (à não ser que vire cotidiano, claro). Mas enfim...aí ela vem com a história que quer que eu vá pra casa dela às 6 da tarde, e quer que eu coloque as crianças pra dormir as 7:30pm (e frisou que não quer que eles vão pra cama depois disso), e que lá pelas 9:30 eles chegaríam. Aí perguntei porque eles não poderíam vir na minha casa e ficar conosco. "Não, porque eles tem que ir pra cama às 7:30pm!" Sabe assim, se as crianças dela (4 e 2 anos) fossem mais velhas, e tivessem escola no dia seguinte, eu até daría razão. Mas não. Pelo contrário, ela quer porque quer que seja do jeito dela. Sem falar que quando eles vem jantar aqui em casa, saem daqui 9, 9:30 da noite, mas aí não têm problema as crianças irem pra cama mais tarde né?! Nisso, eu tenho que sair da minha casa, deixar a Rebecca com o Brandon por mais de 3 horas, ele que trabalhou quase o dia todo. Isso porque sei que se trazer ela comigo, as crianças dela não vão pra cama. Falei mas um pouco, mas acabei desligando aceitando a situação, afinal "amigos"são pra isso. Mas ficou engasgado demais... Acordei e decidi que não ía mais suportar essa situação, e que devía colocar as pontos nos ís. Encontrei com ela, e disse que se els quisesse que eu cuidasse dos filhos dela, que ela os trouxesse pra minha casa, e quando desse, mais tarde, eu traría eles pra casa dela e colocaría na cama. Ela se assustou toda, "como assim, Bial???". Expliquei o porque não. O que ela queria era porque ela queria, e não por necessidade, e se não é necessidade, não faria. Ou faria do meu jeito, como fosse conveniente pra mim. Alem do que, sabe...é um favor! Ela disse ok, e se foi. 2 horas depois ligou e disse que tinha mudado de idéia e que não ía mais sair. Acredite ou não, disse "obrigada". Eu nem me comovi e só disse 'de nada'. Sabe, tem gente que não se manca mesmo. Tem gente que não sabe medir o bom senso do 'perder as estribeiras'. E se a gente não toma cuidado, essas pessoas tomam conta de você de uma tal forma que depois é difícil retomar a situação. Ainda mais gente assim, que não te dá nada em volta... seja um favor, ou pelo menos, uma palavra. É por isso que digo: 'Por favor' e 'Obrigado' continuam sendo palavras de muito valor. E as atitudes, sejam quais forem, também influenciam a maneira que somos tratados, seja para o bem ou pro mal.Ainda lembro de quando sentia você se mexendo dentro da minha barriga. Gostava de fazer isso à noite, quando eu mais precisava dormir. E depois que nasceu...dormia quando bem entendía...
Já choramos juntas, mas também já rimos demais... A vida contigo dá trabalho, mas não sei mais como sería viver sem você. E nem quero saber...
Eu sabia que nessa história toda (de mudança, etc e tal), uma hora isso ía acontecer. Sabe, tô me sentindo um pouquinho solitária hoje.
É complicado, o dia-a-dia e as expectativas que eu, e acredito que muit @ de nós criam. A gente mora no exterior, morre de saudades da família ... e lógico, dos amigos. Contamos meses, dias...e então horas para o momento que vamos embarcar e ver todo mundo que amamos tanto na nossa Terra Natal.
Mais do que isso a gente sonha. No fundo sabemos que só os amigos mais afortunados e quem sabe, mais abastados o suficiente pra provar pra imigração que querem vir passear, vão conseguir um visto e finalmente (quem sabe) vão vir nos visitar.
Com isso pensamos e sonhamos como tudo vai ser... o que vamos mostrar. Ou seja, queremos mostrar o país que estamos morando, no meu caso, os Estados Unidos. Queremos mostrar tudo o que é interessante, mesmo que eles já venham com uma idéia própria de como tudo deve ser ... aquela idéia que eles conhecem tão bem por filmes ou televisão. E esse país não deixa à desejar. Daí vem o famoso "ai, parece filme!". Pois é, sabe como é. Mostramos a Flórida e os famosos parques da Disney e Universal, as lindas praias; mostramos Washington DC, a casa Branca, o Lincoln Memorial, os museus, o Capitólio (sei bem...mostrei isso bem umas 15 vezes), mostramos New York, a Califórnia... sem comentários, e por aí vai.
Aí apareço eu morando em Idaho! What the hell do you wanna do in Idaho! Pois é... Porquê?! Pra quê! Há não ser que vc seja ambientalista, ou fã nato da natureza...de repente vc queira vir pra cá.
Se vc, no Brasil...vamos lá, não vc que é super inteligente e conhecer nato da geografia, mas qualquer um...perguntar-se onde Idaho fica, é melhor ir olhar no mapa porque é difícil, assim....de saber. Eu confesso...mesmo morando aqui, tinha uma idéia, mas também tive que olhar no mapa pra confirmar.
O ponto que quero chegar é que... esse fim de semana, eu aqui, sem muito o que fazer (estava chovendo!), fiquei fuçando no "maldito" Orkut, revendo fotos dos amigos, parentes, pessoas que eu amo de paixão. Cheguei à conseguir o telefone da minha amiga de infância, liguei pra ela e conversamos horrores (ai ai ai, minha conta de telefone). Depois, recebo outra mensagem dum amigo que está pra me visitar um tempão... falando que com certeza no começo do ano que vem pra cá, e faz questão de me ver... e no final, a perguntinha básica: "Onde é que vc está morando mesmo?" Aí penso meio cabisbaixa..."ele nem deve saber onde Idaho fica".
Voltando pra minha amiga de infância. Ela mora em Assis - SP. Pra quem não sabe, é uma cidade bem grande, no interior do Estado de São Paulo. Caímos na real ontem que fazem 6 anos que não nos vemos. Pois é... 6 anos! Só que Assis fica à 6 horas de São Paulo, e por mais que eu ame ela de paixão, eu não tenho tempo disponível pra ir pra lá quando estou em férias no Brasil. Não é por falta de amor ou consideração, só que não é conveniente!
Ainda lembro que quando estávamos terminando a mudança, comentei com o Brandon que gostava daquela região, porque era bonita, e além disso, reconhecida. Costumava dizer aos meus amigos pra virem, por quê haviam t-a-n-t-a-s coisas que eu podeira mostrar em Washington DC. O Brandon já têm outro pensamento... já meio furioso disse que se alguém quisesse me visitar, seria por mim, e não pelo local onde moro e as oportunidades de lazer ao meu redor. Mas não é bem assim, e vc que têm experiência no assunto, sabe disso. Gostamos, sempre, de unir o útil ao agradável (nesse caso, o agradável ao agradável).
Agora... tirando meus amigos lindos, e que já moram aqui que logo, logo virão me visitar ... quem é que vai sair do Brasil pra vir parar em IDAHO?! É a mesma coisa que fazer amigos no exterior, voltar pro Brasil e pedir para irem te visitar naquela cidadezinha do interior, lá no meio do Mato Grosso, que pra chegar lá vc tem que fazer 3 conexões de avião! Ahhh, será que vão, mesmo falando que lá é lindo de morrer?! Vão nada!
Sabe, indepentende disso, eu tô feliz aqui... e sei que isso é o que importa. Aqui tem lugares que sei que são lindos de morrer, m-e-s-m-o.! Pra quem quer algo mais do que simplesmente ver o que é famoso e reconhecido, aqui é lugar. Masssssss, sou formada em Turismo, e sei que mais de 50% do motivo da escolha do local de uma viagem (e digamos assim, uma viagem longa e programada) é por status. Tem também curiosidade, pra saber o que é do sucesso ou burburinho de tal lugar, mas no fundo no fundo...é pelo status. E não vire os olhinhos....todo mundo sabe que no fundo no fundo, esse é o motivo.
É por isso que lugares famosos são tão reconhecidos. É por isso que tiramos (é, não me excluo dessa não!) dezenas de fotos, e fazemos questão de mostrar pra-todo-mundo, tin-tin por tin-tin como foi a nossa viagem. Fazemos álbuns, descrevemos aquele lugar que parece uma rua qualquer, ou aquele prédio normal e sem noção como: ..."aqui foi filmado isso ou aquilo". Ou..."Aqui andou fulano de tal, e sentou naquela cadeira enquanto fumava um cigarro em 1900 e tra-lá-lá."
Pois é... mas voltando ao assunto, Idaho não tem nada de filme 'Hollywodiano'. Muito pelo contrário. Mas... pra quem não está acostumado com o burburinho em inglês, e pra estar num local que é apenas 'diferente', quem sabe, vale a pena visitar. Infelizmente sei que não será o que virá na mente de muitos dos meus queridos no Brasil e outros cantinhos do mundo. Mas eu não os culpo... eu pensaria da mesma forma, sério mesmo. Viajar é caro, e independente de amor, queremos conhecer lugares que nos encantam e que sonhamos, independente do quê, do nosso motivo ou razão.
Pra finalizar... as minhas portas estão abertas... é, pra você. Mas aqui não tem Julia Roberts, George Cloney, Beverly Hills, Disney World, Casa Branca ou Times Square. De bom mesmo, só eu :). E a Rebecca, é claro. E a maior parte do ano é como hoje, um céu lindo de morrer, as montanhas lindas como cenário "background", uma temperatura ótima que ao mesmo tempo não me derrete. E mesmo que eu também os ame de paixão, me dêem licensa...mas preciso ir aproveitar...
Bjs,
E... Becca's segundo dentinho. Um embaixo já tinha dado um sinalzinho de vida. Agora, o de cima...dá pra ver?!
Ok... eu sei que cada um de nós tem as suas próprias experiências e memórias. De vida, de momentos, do passado, da infância.
Quem conhece a Cynthia Zanon (agora Peck) sabe duas das suas melhores lembranças do cinema e tv: GOONIES e Barrados no Baile (Beverly Hills 90210).
Bom, o seriado...nem vou entrar em detalhes n-o-v-a-m-e-n-t-e, afinal, foi o motivo de eu ter tido tanto entusiasmo nesta minha "descoberta por novos horizontes".
Estou aqui eu e Brandon, ambos sonhando alto e pensando em férias (mesmo que não tenhamos dinheiro, nem tampouco dias de férias disponíveis)...mas...acreditar é preciso. Então....
Eu sabia que GOONIES tinha sido filmado pelos lados do Oregon ou Washington... e descobri que se passa em ASTORIA, que é a mesma cidade citada no filme, porém, REAL! Procuramos, e a cidade parece mais do que COOL.
Estou eu aqui, super entusiasmada (ainda mais depois de ter perdido a conta depois das 30 vezes que ví o filme)... doida pra sair daqui agora e ir pra lá (a apenas 8 horas daqui). Ainda mais vendo que a casa, as lojas, TUDO foram filmados em lugares reais (e não ápenas' uma produção em Hollywood).
Me empolguei né?! Whatever... É que saber que partezinhas fantasiosas do passado que influenciaram tanto minha imaginação estão realmente perto do meu mundo "real"... é engraçado.
Vocês que já vieram pra cá, ou qualquer lugar do mundo em que emoções dos filmes de repente viram-se realizadas na vida real...vamos lá, me contem!
*(clique nas fotos para aumentá-las)
Lá fomos nós... dirigir por aí. Tínhamos uma idéia de onde ir, mas diziam que o acesso era difícil. Não nos entímidamos, e o resultado valeu demais à pena. Eu pensei que lugares assim não existíssem mais. Mas existem! Pelo menos em Idaho...
A escola...
O primeiro maiô ela nunca vai esquecer!
Becca com os amiguinhos (nossos vizinhos)
Acho que no fundo ela também precisava desta mudança. É incrível como ela evoluiu nesta duas semanas aqui. Bequinha sempre foi meio preguiçosa... nunca quis saber de engatinhar ou se locomover. Se ela estivesse morrendo de fome e eu colocasse a mamadeira à 2 palmos dela, ela chorava até morrer, mas nem tentava mexer-se estes dois palmos e pegar a mamadeira. Chorava de um jeito como se eu fosse a mãe mais malvada do mundo por estar tentando dar um empurrãozinho... Aqui, a coisa mudou de figura... em menos de uma semana ela resolveu pelo menos tentar... tentou e viu que conseguía. Aí...segura. Parece que não quer nem mais dormir, sabe né... porque ela está "atrasada", perdeu muito tempo sendo preguiçosa e agora quer descobrir o mundo em duas semanas. Nada a segura... vai do quarto pra sala, da sala pra cozinha, pro banheiro e não para. Quando ví, lá estava ela em pé do lado da prateleira jogando t-o-d-o-s os livros no chão. Enquanto fui pegar os livros, lá foi ela perto da televisão e jogou dvds, fitas, e até a vídeo game (é, o aparelho, que estava conectado!) ela conseguiu jogar pra fora.
Eu sabia que as coisas íam mudar... estou super feliz pelo sucesso dela...mas agora, eu que me segure! Olha aí a cara dela de safada...
Outra coisa, que é bom as vezes mas nem sempre... escurece muito tarde... Aqui só escurece depois das 9:30 da noite. É bom nos finais de semana...a gente sempre aproveita, mas tem sido um pouco difícil pro Brandon ir dormir ainda "durante o dia".
Mas...voltando ao assunto, parece que temos mais disposição pra sair, e saber que no mínimo não estaremos presos no tráfico. No último final de semana fomos dar mais uma volta por aí, e em 40 milhas, estávamos no Oregon! Sabía que estávamos perto do outro Estado, no entanto, não tão perto assim...
Agora, algumas peculiaridades daqui: *Quase todo truck aqui tem pelo menos 1 ou dois cachorros soltos na traseira. Parece moda, sabe?!
* Motos e motociclistas à torto e direito, mas... acredite ou não, quase não se usa capacete aqui. Povo doido viu!
*O preço da gasolina...pensei que seria mais barato, mas se bobear deve estar até mais caro que DC. Mais de $3.00 por galão pela regular. É, não é engraçado... * O povo é muito amigável (já até jantamos na casa dos nossos vizinhos!)... e encontrar pessoas assim é bom demais, independente do local. Bom, se vcs tiverem mais perguntas sobre Idaho e a região (se é que isso interessa alguém, rs), me digam... vou tentando descobrir com vocês. E respondendo à Liz, eu não sou do ES. Sou de São Paulo, mas morei muitos anos em São Caetano do Sul, de onde minha mãe é, e também a nossa família Zanon (depois da Itália). Mas pelo o que sei, há muitos Zanon em outros Estados do Brasil. Vou indo...o dia está maravilhoso, e a Becca acabou de ganhar o primeiro maiô e piscina dela... vamos ver o vai acontecer!
Bjs,
Aqui estou eu, com o coração apertadinho mais-uma-vez! Muitos sonhos “interrompidos”, muitos mais sonhos e emoções por vir.Bjs,
Detalhes, soon...
Eu vinha ao mundo... Quem diria... o tempo passa. Foi assim mesmo, tanto tempo já se passou?! 30... esse número redondo, é estranho! E daqui 30 mais, quem estará dizendo a mesma coisa será... Rebecca! Pois é...o mundo continua dando voltas....
Acho que a minha baba (Lorri) deveria estudar fotografia. Ela tira cada foto da Becca! Diga se esta acima não ficou linda?!
Do mais... vendi quase U$39 mil em granito no mês de Março. Tá bom né?! Pra começar.... (ou pra terminar?!) Suspiros no ar..... Desculpe o sumiço... É que do mais, eu não minto... 11 de Abril.... entro nos 30 (acredita? é a idade mesmo). 12 de Abril, tenho a resposta. Beijos mil.
Tanta coisa!!! Por onde eu começo?!
Família
Chegando do Brasil, Rebecca ficou doente pela primeira vez. Demorou (7 meses!) e acho que por isso me assustei. Foi a primeira febre, o primeiro mal-estar dela, e logo no primeiro dia da nossa volta. Milhões de dúvidas na cabeça…será que foi de lá? Será que é a mudança de tempo? Temperatura? Durou uma semana, e felizmente passou. Mas fiquei craque em tirar temperatures e entender melhor os sinais que ela me manda quando não está sentindo-se bem.
Na semana seguinte foi o Brandon. Ficou 4 dias de cama, Dureza. Juntou a gripe com a diabete, e aí atrapalhou tudo. Nesse meio tempo o que eu mais queria é ficar bem, porque se eu ficasse doente também, aí sim…a casa caía. Mas ainda bem, acho que meu corpo balança mas não cai, e mesmo com todo mundo sick, continuo firme e forte. Digo todo mundo, incluindo o pessoal do…
Trabalho
Pois é, a labuta começou, e por incrível que pareça (só agora caiu a ficha), já faz um mês que comecei a trabalhar. É minha gente, o tempo passa pra valer!
Bom, é até estranho sabia?! Estar nos Estados Unidos trabalhando numa empresa de donos brasileiros é, no mínimo, “familiar”. Junta-se os clientes americanos, num ambiente tupiniquim, com normas…brasileiras. Nunca trabalhei pra valer numa empresa Americana, por isso não posso com firmeza explicar a diferença (é…vc aí que é o gringo no ambiente de trabalho pode dar o seu parecer), mas fica o saudismo de tempos passados. A mania de reclamar e achar que nada nunca está bom não muda. Uma fofoquinha aqui, outra alí. Mas no geral, estou muitíssimo feliz em ter encontrado companheiros de trabalho pra lá de amigáveis, e ter um “boss” que me incentiva bastante.
Não vou mentir, estou labutando… porque cá pra nós, saber de granito, mármore, quartz, limestone, etc e tal, não estava na minha listinha de “wishes”. Entender como calcular “square footage“ (pés quadrados), encontrar os “inches” disso e daquilo, saber que tipos de “edges” oferecer ao cliente, então, não era o meu sonho de consumo.
Mas sinceramente, estou orgulhosa de mim mesma. Fechei a minha primeira venda ontem, com uma senhora que teve uma paciência de Jó comigo. Sei lá se no fim ela estava era com dó de mim (não, acho que não foi por isso), mas só com ela, aprendi bastante. Aprendi a me virar um pouco. Devagar devagarinho, eu chego lá… “e aí, se estiver precisando remodelar a sua cozinha, não esqueça…Cynthia Peck está a disposição!!” risos. Nesse meio tempo…
Play-care
No fim das contas, a gente se preocupa muito por (quase) nada. Tô falando de mim mesma.
A Rebecca está se dando s-u-p-e-r bem na “play”care. Porque é só por diversão mesmo, e supervisão. A baby-sitter que encontrei pra ela é nota dez. É boa mesmo! Depois de ter sido au pair, e baby-sitter, e nanny, acho que fiquei mais exigente com o que queria pra ela. Não no sentido do”quero que vc sente com ela por 2 horas todos os dias e leia livros”, ou “não quero que assista mais de 30 minutes de televisão por dia?. Afff…. Palavras assim de pais que não têm o que fazer me dá até arrepios. Prometi, e jamais farei isso…
Até porque eu cresci assistindo televisão, e ó o que deu. E não me diga que sou de todo ruim. Rs…
Mas enfim, todos os dias ela me dá uma folha detalhada do que a Rebecca fez, quantas mamadeiras tomou, com o que mais se divertiu, porque mais chorou, e assim por diante. Pra quem ainda continua lidando com os pequenos, sugiro, e posso até colocar uma cópia aqui porque achei o máximo. Isso evita ter que ficar dando explicações pros pais do que a criança fez, o que não fez… é super simples, e eu que sou mãe, fico super satisfeita...até porque não é sempre que tenho tempo pra conversar com ela, e mesmo assim sempre sei o que anda acontecendo. E também, no fundo, fica aquela sensação de “ela se importa com minha criança”, entende?!
Taí a dica.
Só sei que, a minha vida mudou muito no ultimo mês. Vocês percebem, se antes não tinha novidades pra vir contar, agora o que falta é: t-e-m-p-o.
As responsibilities amentaram, mas não doem. Me sinto mais mulher, com um trabalho, com obrigações também. Agora eu tenho que acordar de manhã. Tem babá esperando, tenho um trabalho a cumprir. Claro, dá preguiça sim, muitas vezes. Mas no fim… não fiquei o dia inteiro “coçando” e reclamando, e me deprimindo. Até porque, agora não tenho tempo pra isso. E além disso tudo, ainda aprendo coisas novas todos os dias.
Ainda tenho uma coisa pra resolver comigo mesma, mas enfim, estou a caminho também.
Bom, acho que eu estava mesmo precisando disso.
Espero que vcs não tenham sumido como eu… Deêm um sinal de vida! Deixo fotinhos daqui...a frente de casa com a neve que andou caindo por aqui, e a Becca se divertindo e fazendo amizades :).
Bjs,
PS.: Obrigadíssima por todos os comentários...eu leio todos viu! Infelizmente não tenho tido tempo para "comentá-los"e responder aqui. Esse trabalho novo, vou te contar! Pois é, preciso mesmo contar o que anda aconetecendo por aqui... prometo!
Bom começo de semana procês!
Back on track
Posso dizer uma coisa?! Não foi apenas bom…foi ÓTIMO!
É duro voltar, mas a felicidade também anda por esses lados. Reencontrar o Brandon foi emocionante. Esse “tempinho forçado”, a distância aplicada, apenas esquentou as coisas.
Momentos assim solidificam um relacionamento que não precisava de ajuda, mas apenas mais uma vez justifica a razão de ser… verdadeiro. Porque sei que na cabecinha de alguns (digamos assim, parentes do lado que cá que não conhecem a nossa realidade do lado de lá), devem ter achado que eu fosse e talvez ficasse. Que bobagem.
Mas enfim, essa viagem foi ótima porquê:
Família
Só mesmo estando nessa situação pra entender. É duro meu pai não conhecer a neta, meus irmãos, a sobrinha, e o resto da família, a ”achegada”. Não dá pra explicar os mimos que recebemos. Quem sofre agora sou eu, pela falta que eles fazem, e pra tentar explicar pra Rebecca que isso só acontece no período de ferias, e que agora vivemos a “vida real”. Bom, deixa pra lá…
Mas o ponto é que descobri e relembrei…
* Relembrei como minha mãe e pai fazem falta, o quanto fico feliz com a presença deles, e ao mesmo tempo, como não sinto falta das briguinhas bobas quase que diárias entre os dois. Setrá que um dia vcs vão se entender? Rs...
* Lembrei como meu irmão mais novo é legal e pode ser chato quase que nos mesmo segundo. Pois é, dizem que todos os caçulas são mais ou menos assim, mimados, mas eu o amo mesmo assim.
* Descobri uma cunhada super bacana, meio quietinha, mas que quando resolver falar, é sincera, honesta, bem legal mesmo. Ahh, e ótima manicure!
* Encontrei o outro irmão e cunhada que não vía há seis anos. Ainda não tenho uma opinião formada sobre esse assunto, ainda.
* E o resto da família, nem tenho palavras… deixo isso pro fim.
Algumas...
* Impressionada com o sistema de saúde em Minas Gerais (pelo menos sul de Minas), Primeiro, o tratamento completo de quimioterapia do meu pai está fazendo é de graça. Se fosse necessário eles até oferecem transporte entre cidades, acomodação, alimentação etc.
Depois da última sessão, o braço dele doía muito, e estávamos preocupados que a medicina usada foi para o braço, ao invés da veia. Após informarmos o hospital, eles enviaram um carro para buscá-lo e o levaram de Jacutinga para Poços de Caldas (mais de 2 horas de viagem!) para uma consulta. É, de graça. Estão de parabéns!
* Enquanto estava lá, vendi o meu vestido de noiva. Cheguei a conclusão de que iría guardá-lo pra quê? Ele já havia sido alugado 2 vezes, e então o vendi…e no final das contas, ainda ganhei um dinheirinho em cima.
* Reencontrei boa parte das minhas amigas… saudades esquecidas, por enquanto.
* A Rebecca começou a fazer mil coisinhas enquanto estávamos no Brasil. Rolou, sentou ( não, ela não é uma cachorrinha), e até começou a chupar o dedão do pé. Ares brasileiros aprimoraram a atividade física dela, huh?!
Celebridade
Eu tenho que contar essa, porque parece piada. Desse jeito, como dizem, vou ficar “me achando” rsrs.
Estou eu na fila do check-in, só aguardando o rapaz da United checar meus documentos. Uma funcionária, também da United, passa e me olha. Passa de novo e me olha de novo. Daqui a pouco volta e pergunta: “Você é a Cynthia? “. Olho meio abismada e confirmo. E aí vêm a surpresa: “Eu leio o seu blog! “….
Pausa de novo pra minha cara de espanto.
Não é que ela reconheceu a Rebecca, e eu, e até a Dona Cristina???
Adriana…foi um prazer conhecê-la viu?! E tenta sim vir pra cá de novo que dá certo, viu? Se precisar tenho contatos de algumas meninas que também vieram à trabalho depois de serem au pairs. Nos falamos!
Eita mundo pequeno…
Emocionante
A despedida no aeroporto foi emocionante demais. Foi ótimo contar e esperar os últimos minutinhos pra ver quem a gente ama. Olhar pra trás e ver todo mundo reunido, com as mãos acenando, não tem preço!
Vocês são demais…os amo do fundo do coração. Obrigada por estarem lá comigo! E por favor, digam ao Tio Bira que se recupere bem, e que estou aqui pensando nele.
Pai, o senhor, nem preciso dizer...também não o tiro da cabeça. Se cuide viu?!
Mas a vida continua…
E não é que esqueci de contar uma coisa???
Pois é minha gente, estou empregada! E já começo a trabalhar segunda-feira. Vejam bem, farei parte do time de sales, de uma companhia de donos brasileiros, que exportam granito do Brasil e o vendem aqui . Um "challenge"…. daqueles!
Estou empolgada e com medo ao mesmo tempo, já falei disso aqui antes. Mas chegou a hora de voltar ao batente.
Estou de volta, vida nova… novidades adiante!
Bjs,